Bispo alemão critica métodos usados para se opor à hospitalidade eucarística

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19 Mai 2018

“Devemos sair dessa forma de argumentação que usa a insinuação e a suspeita”, disse Dom Peter Kohlgraf, bispo de Mainz.

A reportagem é de Christa Pongratz-Lippitt, publicada em La Croix Internacional, 18-05-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

“Devemos sair dessa forma de argumentação que usa a insinuação e a suspeita, e age como se a posição da maioria estivesse em desacordo com o ensinamento da Igreja”, disse Dom Peter Kohlgraf, bispo de Mainz.

“Sinto-me pessoalmente afetado quando, em sua carta a Roma, os sete bispos advertem que meu voto e o da maioria de meus coirmãos bispos estão pondo em risco o depósito da fé e a unidade da Igreja”, disse ele em uma entrevista publicada no dia 12 de maio no jornal Kölner Stadtanzeiger.

Kohlgraf, de 51 anos, que no ano passado sucedeu ao cardeal Karl Lehmann como bispo de Mainz e é o bispo mais jovem da Alemanha, disse não acreditar que o Papa Francisco considere isso como um perigo.

Ele disse que, ao contrário, Francisco elogiou o compromisso ecumênico dos bispos alemães e sinalizou como eles poderiam proceder. Ele disse que o papa frequentemente aponta que o ecumenismo não é uma questão de “preto ou branco” ou de “sim ou não”.

Dom Kohlgraf disse que Francisco espera agora que os bispos cheguem a um consenso sobre a hospitalidade eucarística que seja “possivelmente unânime”.

Mas ele enfatizou que isso não significa totalmente unânime. Ele disse que o entendimento do pontífice, no entanto, é de que lidar com essa questão está dentro da competência dos bispos alemães.

A tarefa deles agora, disse, é explicar a sua interpretação da comunhão compartilhada com aqueles casais mistos que ainda têm problemas em receber a eucaristia católica ou já tomaram suas próprias decisões.

“Sejamos honestos. As pessoas votam com os pés. E, embora eu seja a última pessoa a dizer: ‘Ok, devemos seguir a multidão’, ao contrário, eu me pergunto se realmente achamos que devemos proteger Deus decidindo quem pode ir à comungar e quem não pode”, questionou o bispo.

Perguntado sobre o que aconteceria se os bispos não pudessem chegar a um acordo sobre a comunhão, Kohlgraf disse que, nesse caso, cada bispo estaria livre para permitir a hospitalidade eucarística em sua diocese ou não.

“Mas eu me pergunto o que aconteceria se a decisão em Colônia fosse diferente da de Aachen. Tenho certeza de que isso aumentaria ainda mais a incompreensão e o ressentimento entre os fiéis. De fato, eu certamente posso ouvir as pessoas dizendo: ‘Não podemos mais levar a sério o que os bispos dizem’”, disse ele.

O cardeal Reinhard Marx, presidente da Conferência Episcopal Alemã, disse no dia 13 de maio que informaria seus coirmãos bispos extensivamente “nos próximos dias” sobre o que ele e uma pequena delegação de bispos alemães discutiram com autoridades vaticanas em Roma.

O cardeal disse à agência de notícias católica alemã KNA que esperava que os bispos pudessem retomar suas discussões sobre o assunto no mês que vem, quando o conselho permanente da Conferência Episcopal se reunirá.

Ele disse estar confiante de que se encontrará um acordo “consensual”. No entanto, ele também acrescentou esta advertência: “Queremos encontrar o maior consenso possível, mas não podemos continuar discutindo e rediscutindo a questão até que uma decisão unânime seja alcançada”.

O cardeal Marx disse que, no fim, caberia a cada bispo diocesano decidir se permitiria ou não a hospitalidade eucarística em sua diocese.

Mas ele enfatizou que todos os bispos, e não apenas os dois grupos opostos, portanto, deveriam se aproximar uns dos outros e fazer um esforço conjunto para buscar uma base comum.

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