Evento debate futuro da ''virada profética'' de Francisco

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28 Agosto 2017

Abriu-se na tarde dessa quinta-feira, 24, em Assis, Itália o 75º Curso de Estudos Cristãos, organizado pela Pro Civitate Christiana, intitulado “Demos futuro à virada profética de Francisco”, com a intenção de elaborar reflexões e propostas provenientes de múltiplas expressões da Igreja e da sociedade italiana, para traduzir em escolhas concretas e duradouras a riqueza e a profundidade do ensino de Francisco.

A reportagem é do sítio Il Sismografo, 24-08-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

“A Pro Civitate Christiana, desde o seu nascimento – lembra Tonio Dell’Olio, presidente da Pro Civitate Christiana –, se distingue por essa capacidade de escuta dos tempos, tentando encontrar neles a marca d’água do Evangelho sine glossa de Jesus de Nazaré ou torná-la visível.”

Olhando para o magistério de Francisco, Tonio Dell’Olio espera que esse estilo eclesial possa se enraizar evangelicamente até se tornar expressão de cada comunidade e contagiar todos os setores do humano, do social, do econômico e do político.

“Pretendemos propor isso com o tema deste ano – acrescenta o presidente da associação – e não mais com um curso que provoque reflexões e considerações, mas sim com um ‘per-curso’, um canteiro de obras.”

Fonte: Il Sismografo

E, em conclusão, Tonio Dell’Olio disse: “Estamos mais do que cientes de que, para dar futuro à virada profética de Francisco, uma mera operação de maquiagem não é suficiente e corre o risco de soar como aproximação ofensiva. Ao contrário, é indispensável o trabalho paciente do agricultor que precisa arar o terreno, semear, invocar a chuva, adubar... A Igreja em saída, para ser encarnada, vivida e proposta, precisa de um autêntico processo de conversão que diz respeito a todos, pastores e fiéis”.

O bispo de Assis-Nocera Umbra-Gualdo Tadino, Dom Domenico Sorrentino, que se pronunciou para trazer as saudações da diocese, olhando para o exemplo de Francisco, recordou que “só uma Igreja que se despoja pode ser capaz de futuro”.

Sobre a necessidade desse processo de “despojamento”, Enzo Bianchi, fundador da Comunidade Ecumênica de Bose, recordando o exemplo de São Francisco de Assis, desejou uma “simplificação externa da vida pontifícia e o desmantelamento da corte terrena”.

Sobre a experiência da Pro Civitate Christiana, Enzo Bianchi quis recordar que, “em 75 anos, esses cursos da associação ajudaram a Igreja italiana a crescer, lendo o sinal dos tempos”.

O primeiro discernimento feito por Enzo Bianchi na sua fala foi de que “o Papa Francisco abriu um clima de maior liberdade na Igreja. Aplacaram-se alguns medos, diversas inibições, o mesmo clima que Paulo VI pediu e desejou”.

Sobre as críticas ao Papa Bergoglio, Bianchi admitiu: “Existem alguns grupos na Igreja que não se limitam a uma crítica respeitosa, mas mantêm uma atitude de contraposição e de contestação que se volta não ao papa, mas à pessoa de Bergoglio, que destroem a comunhão e a própria Igreja. Essa deslegitimação não tem precedentes na história da Igreja dos últimos séculos”.

“O Papa Francisco tem um estilo capaz de mudar a simbologia do papado – observou ainda Enzo Bianchi – e quer iniciar o processo de reforma como ele mesmo admitiu. Ele é capaz de se humilhar pela unidade da Igreja e irá aonde os outros lhe pedirem.”

“Deve-se evidenciar o esforço do Papa Francisco de levar a cumprimento o Concílio Vaticano II e a vontade de instaurar uma cultura do diálogo, um exercício da escuta e abrir a uma conversa que leve ao debate e que não busque humilhar e deslegitimar o adversário. O Papa Francisco – continuou Enzo Bianchi – manifesta uma urgência nunca sentida: incluir homens e mulheres, e não excluir ninguém dos caminhos da Igreja.”

O fundador de Bose concluiu: “O que o Papa Francisco nos pede é um caminho de conversão. Mas nós somos capazes de realizar essa conversão?”.

Por fim, Enzo Bianchi ousou uma previsão: “Se o Papa Francisco buscar os caminhos do Evangelho, encontrará a rejeição das forças anticristãs prontas para combatê-lo”.

Confira aqui o programa e os conferencistas do curso.

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