Cardeal alemão Rainer Woelki pede ao Papa para investigar as acusações de encobrimento de abusos contra ele

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14 Dezembro 2020

O cardeal Rainer Maria Woelki, de Colônia, anunciou em 11 de dezembro que ele pediu ao papa Francisco para investigar as alegações contra si sobre encobrimento de abusos sexuais.

A reportagem é publicada por National Catholic Reporter, 11-12-2020. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

“A fim de esclarecer as acusações contra mim, eu estou pedindo ao Santo Padre uma investigação sobre esse assunto”, anunciou Woelki. “O fato permanece: falhas em enfrentar a violência sexual devem ser expostas, independente de quem as faz. Isso também inclui a mim”.

O movimento de Woelki é feito depois de um relatório alegando que em 2015 o cardeal não reportou à Roma sobre um caso sério de abuso sexual que teria ocorrido há décadas. Ainda, Woelki não teria admitido um inquérito preliminar no caso embora soubesse disso pelos arquivos pessoais.

O caso é contra um padre que deu a primeira experiência pastoral ao jovem Woelki, quando este ainda era diácono. O padre também foi convidado a ir a Roma em 2012 quando Woelki tornou-se cardeal.

A arquidiocese sabia das acusações contra o padre antes de Woelki tornar-se arcebispo de Colônia em 2014. A arquidiocese explicou que em 2015, devido ao pobre estado de saúde, o padre “de nenhuma maneira” poderia testemunhar sobre as acusações. O padre sofreu um segundo derrame e tinha demência avançada, de modo que uma confrontação pessoal não foi possível.

Ademais, a vítima de abuso sexual informou à arquidiocese que “ele se viu sem condições para comentar mais sobre o assunto”. Como resultado, não houve um exame preliminar nem um relatório arquivado na Congregação do Vaticano para a Doutrina da Fé.

Muitos dos especialistas em Direito Canônico tem contradito essa argumentação. Mesmo que o padre acusado – que morreu em 2017 – não pudesse ser questionado, pessoas do entorno dele poderiam pelo menos ser questionadas, disseram. Em qualquer evento, o Vaticano deveria ser informado. Roma então deveria decidir sobre os procedimentos de julgamento canônico dos crimes.

De acordo com a informação obtida pela Agência Católica de Notícias da Alemanha, KNA, canonistas do Vaticano olham a situação menos rigorosamente. Woelki poderia reportar o caso à Roma em 2015, mas absolutamente não seria obrigatório fazê-lo. Isso seria necessário apenas depois das regras rigorosas implementadas em 2019, que sim o obrigariam de reportar.

Woelki tornou-se o segundo na hierarquia oficial da Alemanha a pedir ajuda ao Vaticano sobre acusações de encobrimento, em poucas semanas – o primeiro foi Stefan Hesse, arcebispo de Hamburgo, em novembro. Hesse enfrentou acusações de abuso por seu tempo em Colônia, começando em 2006 como coordenador de pastoral e depois como vigário-geral.

 

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