A Igreja precisa discutir seriamente o celibato, o papel das mulheres e a moral sexual, afirma Cardeal Marx

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18 Março 2019

A Igreja Católica na Alemanha está em um ponto em que um debate sério – incluindo sobre o celibato sacerdotal e o papel das mulheres – e a opressão para fazer as coisas de uma nova maneira devem ser encorajadas, disse o presidente da Conferência dos Bispos da Alemanha.

A reportagem é de Zita Fletcher, publicada em Catholic News Service, 15-03-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

“Reorganizações exigem procedimentos especiais”, disse o cardeal Reinhard Marx, presidente da Conferência, no dia 14 de março, no fim da reunião dos bispos em Lingen.

O escândalo dos abusos sexuais e as demandas por reformas mudaram a Igreja alemã, disse o cardeal.

“A Igreja na Alemanha está vivendo uma ruptura. A fé só pode crescer e se aprofundar se formos libertos do pensamento bloqueado, a fim de buscar debates livres e abertos, e a capacidade de assumir novas posições e seguir novos caminhos.”

“A Igreja precisa de um avanço sinodal. O Papa Francisco encoraja isso”, disse o cardeal Marx. “Vamos criar formatos para debates abertos e nos vincular a procedimentos que facilitem a participação responsável de mulheres e homens das nossas dioceses.”

“Conhecemos casos de abusos clericais de poder. Isso trai a confiança das pessoas em busca de firmeza e de orientação religiosa. O que deve ser feito para alcançar a necessária redução do poder e construir uma ordem mais justa e legalmente obrigada é ter clareza sobre o caminho sinodal.”

Os bispos da Alemanha disseram que ainda estão trabalhando em como seguir adiante, após o escândalo dos abusos sexuais e outros problemas prementes.

“Muitas vozes podem ser ouvidas dizendo que deve haver uma lista concreta de medidas. Em resposta, eu só posso dizer que temos este catálogo e ainda estamos trabalhando nos pontos citados aqui”, disse o cardeal Marx.

Durante o encontro, os bispos ouviram análises e opiniões de teólogos, administradoras mulheres dentro da Igreja e autoridades da Igreja sobre questões relativas à crise dos abusos sexuais, a lei da Igreja, as mulheres na administração eclesial e a moral sexual católica.

Ele disse que os debates sobre o celibato exigem mais estudos.

Valorizamos o celibato como uma expressão do compromisso religioso com Deus. Mas descobriremos até onde isso deve estar ligado ao testemunho dos sacerdotes na nossa Igreja”, disse.

O cardeal Marx também disse que a moral sexual católica precisa se desenvolver. “Percebemos que muitas vezes não somos versados em questões relativas ao comportamento sexual moderno”, afirmou.

O cardeal disse estar ciente de que os resultados da Conferência não satisfariam muitas pessoas.

“Nem todas as constatações das nossas discussões vão ir ao encontro do entendimento delas”, disse. “Por essa razão, pedimos o seu acompanhamento na oração, o seu apoio e a sua voz crítica. Só assim podemos avançar juntos como povo de Deus.”

Ele também reconheceu a desilusão generalizada entre os católicos alemães.

“Nesta assembleia, vimos, ouvimos e experimentamos que vocês, os fiéis a cujo serviço estamos e com os quais nos sentimos ligados em comunidade, acompanham as nossas consultas com críticas”, disse o cardeal Marx.

Ele agradeceu aos fiéis pelas suas orações e críticas.

“Gostaríamos de lhes dizer que vemos e ouvimos você. Suas críticas, preocupações, dificuldades, dúvidas e suas demandas”, disse. “Eu lhes digo sinceramente: nós entendemos isso.”

O cardeal Marx também comentou sobre a sua experiência ao participar da cúpula vaticana sobre a proteção dos menores, convocada pelo Papa Francisco.

“A conferência não tinha a ver com uma lista de medidas montada apressadamente, mas sim com uma visão globalmente realista e com a conscientização: temos responsabilidade para com as vítimas em todo o mundo”, afirmou. “Nenhum de nós pode ainda negar ou tornar o problema completamente em um tabu.”

Durante a conferência, os bispos revelaram que um dos passos da reforma em torno dos abusos sexuais imposto pelo governo federal da Alemanha foi adiado.

“Adiamos o trabalho de monitoramento das áreas de intervenção e prevenção nos últimos meses, sobretudo porque acabamos de realizar um grande simpósio católico em novembro sobre o tema do monitoramento”, disse o bispo Stephan Ackermann, de Trier, porta-voz da comissão sobre questões relacionadas aos menores da Conferência Episcopal Alemã.

Dom Ackermann explicou que as autoridades da Igreja, a equipe diocesana de prevenção aos abusos e uma comissão independente participaram da discussão no ano anterior.

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