EUA-México. Um "grito de misericórdia" para aqueles que tentam atravessar a fronteira

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28 Fevereiro 2019

Com uma oração diante do muro e a bênção na fronteira México-Estados Unidos, bispos e sacerdotes de ambos os países lançaram nesta terça-feira, 26 de fevereiro, um "grito de misericórdia" para os migrantes que tentam atravessar a fronteira.

No quadro da reunião dos Bispos das Dioceses de fronteira do norte do México e do Texas, o bispo de El Paso, Mons. Mark Seitz, e o Instituto Frontera de la Esperanza, convocaram os participantes para a área de Sunland Park, no Novo México (Estados Unidos), na fronteira com Anapra, Município de Juárez (México).

A reportagem é publicada por Agência Fides, 27-02-2019. A tradução é de Luisa Rabolini.

Na cerimônia inter-religiosa para a justiça e a paz também participou o padre Robert Stark, da seção de migrantes e refugiados do Dicastério vaticano para o Desenvolvimento Humano Integral, que participa nos trabalhos para examinar pessoalmente a situação. "A nossa fé fala que devemos construir pontes e não muros, esta é a nossa missão", disse o padre Stark, que convidou os fiéis a reconhecer, respeitar e promover os direitos das pessoas que fogem de seus países em busca de abrigo por motivos de segurança.

Em seu discurso durante a cerimônia, Dom Seitz disse: "O deserto fala, porque sobre essa terra foi derramado o sangue de muitos que tentavam atravessá-la para encontrar uma vida decente, e podemos ouvir o grito da terra que fala que as nossas políticas têm consequências".

Sob o lema "Os tempos sombrios chamam o povo de Deus a ser ousado", dezenas de religiosos e leigos têm rejeitado o muro e as barreiras de concreto com arame farpado que foram instalados nas pontes internacionais. Em sua intervenção, o Mons. Seitz pediu para rezar para os migrantes e evitar mais mortes como aquelas dos meninos Jakelin e Felipe, crianças guatemaltecas mortas na travessia do deserto, enquanto estavam sob a custódia da patrulha de fronteira (ver Fides 25/2/19). Mostrando as fotografias dos pequenos na sua mão esquerda, o bispo disse: "Não podemos permitir mais tragédias como essas. Não se deveriam repetir”.

Pelo lado mexicano, padre Bill Morton apresentou seu testemunho e pediu à comunidade das duas nações para acolher os migrantes: existem 1.500 em Juarez, e só ontem em Casas Annunciacion, em El Paso, chegaram outros 670.

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