Um bispo do Texas se opõe à construção do muro de fronteira com o México nas terras de sua diocese

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05 Novembro 2018

Corajosa decisão de um bispo texano de se opor a que terras de sua diocese sejam usadas para construir o polêmico muro fronteiriço de Trump. Depois que funcionários federais solicitaram acesso a propriedades da diocese de Brownsville com o objetivo de avaliar sua idoneidade para abrigar tal estrutura, o bispo Daniel E. Flores declarou que deixar que se construa tal barreira "seria um sinal contrário à pastoral" da Igreja.

A informação é publicada por Religión Digital, 02-11-2018. A tradução é de Graziela Wolfart.


A construção de um muro fronteiriço limitaria a missão pastoral do bispo

Em um comunicado, o bispo Flores explicou que "participou pessoalmente de várias conversações cordiais com funcionários federais" sobre a possível expropriação de propriedades da diocese no condado de Hidalgo.

A diocese explicou que "o bispo tem um grande respeito pela responsabilidade dos homens e mulheres que se ocupam com a segurança das fronteiras, mas a propriedade da Igreja não deve ser utilizada para construir um muro de fronteira, já que tal estrutura limitaria a liberdade para exercer sua missão no Vale do Rio Grande e seria um sinal contrário a sua pastoral". O Governo federal já comunicou sua decisão de processar a diocese de Brownsville por esta postura de seu bispo.

 

A Igreja é um refúgio seguro para os migrantes

Os terrenos suscetíveis à inspeção se estendem por 64 hectares e estão localizados ao sul da Academia [Escola] Juan Diego em um terreno pantanoso próximo à fronteira sul e em uma área conhecida como La Lomita. Na realidade, para a eventual construção do muro deveriam ser utilizados somente dois hectares, que seriam reembolsados, mas este não é um argumento relevante para a diocese.

"Nesta disputa há muito mais do que parece", declarou Kevin Appleby, do Centro de Estudos sobre Migração de Nova York, falando com jornalistas do Catholic News Service. "A Igreja tem sido considerada tradicionalmente um porto seguro para os imigrantes, tem defendido constantemente seus direitos e, em geral, se opõe a um muro de fronteira", explicou Appleby, "de fato, o governo também está enviando uma mensagem política e o bispo tem todas as razões para combatê-la".

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