EUA. Religiosos são detidos por protestarem contra a “política nefasta” de Trump na fronteira mexicana

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17 Dezembro 2018

Mais de 30 pessoas, em sua maioria religiosas, foram presas ontem, 15 de dezembro, no muro que faz fronteira entre Tijuana (México) e San Diego (Califórnia), durante um ato de apoio à caravana de migrantes em busca de asilo político nos Estados Unidos.

A reportagem é publicada por Religión Digital, 16-12-2018. A tradução é de André Langer.

Como parte de um movimento nacional chamado “Love Knows No Borders” (“O amor não tem fronteiras”), mais de 300 líderes religiosos, ativistas dos direitos humanos e membros da comunidade se reuniram na fronteira com o México para manifestar sua rejeição a medidas implementadas como resposta à chegada de imigrantes da América Central em busca de refúgio.

No total, 32 pessoas foram presas, uma delas por agredir um agente da Patrulha da Fronteira, confirmou à agência Efe Eduardo Olmos, porta-voz dessa agência federal no setor de San Diego.

Os demais foram detidos por agentes do Serviço de Proteção Federal (FPS) e, após receberem uma multa por transposição de propriedade federal, foram liberados com uma advertência, disse Olmos.

O grupo caminhou cerca de duas milhas por um terreno lamacento na tentativa de chegar à recém reforçada cerca, onde foram interceptados por dezenas de elementos da Patrulha de Fronteira estadunidense, que habitualmente protege o local.

Um dos agentes notificou que estavam em uma zona federal, razão pela qual podiam manifestar-se livremente e de forma pacífica fora de determinado perímetro.

Os manifestantes ignoraram o aviso e depois de se ajoelhar e cantar canções religiosas, tentaram chegar até o muro com as mãos para cima, o que derivou em uma série de prisões.

O Comitê de Amigos Americanos, encarregado da manifestação, estimou que cerca de 30 pessoas foram presas, em sua maioria líderes religiosos.

Em primeira instância, ativistas relataram que um primeiro grupo de quatro detidos tinha sido libertado com uma advertência.

“Somos contra os muros e queremos dar as boas vindas àqueles que solicitarem asilo. Queremos que a militarização das comunidades fronteiriças acabe, o que tem sido um uso ridículo de recursos”, disse a ativista Lucy Duncan, do Comitê de Amigos Americanos, minutos antes de ser detida.

“Trata-se de levantar a voz em repúdio a essa política nefasta de militarizar as fronteiras, atacar as pessoas e de uma série de violações dos direitos humanos”, disse Benjamín Prado, da delegação de San Diego do mesmo Comitê.

“(Queremos) tornar visíveis que há, sim, comunidades que apoiam os migrantes e os refugiados”, acrescentou o ativista.

O evento de ontem foi um dos primeiros organizados por esta organização em conjunto com outros grupos. As mobilizações estão programadas para esta semana em diferentes cidades do país, no contexto do Dia Internacional dos Migrantes, que se celebra sempre no dia 18 de dezembro.

Essas ações são realizadas em solidariedade aos imigrantes que buscam asilo e na rejeição das políticas do Governo de Donald Trump, de acordo com os ativistas.

Do outro lado do muro, na cidade vizinha de Tijuana, aguardam em abrigos milhares de imigrantes que chegaram com a caravana que atravessou o México e partiram no dia 13 de outubro de San Pedro Sula (Honduras) com a esperança de solicitar refúgio aos Estados Unidos.

Mas as autoridades estadunidenses adiantaram que podem se passar até dois meses até que os casos dos recém-chegados comecem a ser processados, já que as instalações estão em plena capacidade há meses.

É por isso que muitos tentaram adiantar-se e atravessar a fronteira de maneira irregular.

Susan Frederick-Gray, presidenta da Associação de Unitários Universalistas, que veio de Boston, descreveu como “poderoso” o fato de que várias religiões – entre elas a católica, a muçulmana e a budista – se uniram para denunciar a resposta da atual administração diante da crise humanitária na fronteira.

Ela observou que pelo menos cem pessoas estavam dispostas a ser presas hoje em sua tentativa de “despertar consciências”.

“Nós sabemos que (com a militarização) eles estão machucando corpos e estão jogando gás lacrimogêneo. Por isso, queríamos colocar os nossos em risco para recordar que todos os corpos são importantes”, comentou. A ativista fez referência aos distúrbios registrados semanas atrás, quando um grupo de migrantes tentou entrar no país à força e foi repelido com gás lacrimogêneo.

Antes do ato de desobediência civil, os manifestantes se uniram em oração e recordaram os nomes de dezenas de imigrantes que morreram na tentativa de cruzar a fronteira em busca de uma vida melhor.

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