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18 Outubro 2018

Mandatário ameaçou o presidente de Honduras com a retirada de ajuda econômica se a caravana com 2.000 pessoas, que já está na Guatemala, seguir em frente.

A reportagem é de Antonia Laborde e Jacobo García, publicada por El País, 17-10-2018.

Uma caravana de cerca de 1.500 hondurenhos se dirige aos Estados Unidos para pedir asilo, alegando razões de segurança, mas Donald Trump já deixou claro que não são bem-vindos. Os Estados Unidos anunciaram terça-feira ao presidente de Honduras, Juan Orlando Hernández, que, se a multidão de imigrantes não encerrar sua jornada, cortará ajudas econômicas ao país, "com efeito imediato". Os imigrantes, no entanto, já cruzaram a fronteira e estão na Guatemala. Não é a primeira vez que Trump faz esse tipo de ameaça ao país da América Central. Em abril, quando outro grupo enorme tinha o mesmo objetivo, o republicano anunciou que iria suspender os recursos e enviou a Guarda Nacional à fronteira mexicana para impedir o acesso ao país da "via-crúcis de imigrantes". O anúncio fez com que eles se dispersassem e procurassem uma alternativa legal em pequenos grupos organizados.

A "Caminhada do Imigrante" partiu no sábado de San Pedro Sula, a cidade mais violenta de Honduras, com a meta de chegar aos Estados Unidos e ao Canadá. São cerca de 1.300 pessoas, entre as quais muitas famílias com filhos. Durante o fim de semana eles foram vistos dormindo em barracas, centros esportivos, carros, e preparando tortilhas em grande quantidade para alimentar a comunidade. Depois passaram pelo ponto fronteiriço de Água Caliente, na Guatemala, e se dirigiram a Esquipulas, onde passaram a noite de segunda-feira. O argumento repetido para sair de seu país é o medo da violência das gangues (maras) e da pobreza. Em uma das faixas com as quais partiram se lê: "Não estamos saindo, estamos sendo expulsos."

A embaixada dos EUA em Honduras disse no sábado que estava seriamente preocupada com a possibilidade de o grupo, que “empreendeu a viagem com falsas promessas", entrar em seu país. Nesta terça-feira o tom mudou. No início da manhã, o presidente dos EUA disse em sua conta no Twitter: "Os EUA informaram com firmeza o presidente de Honduras que, se a grande caravana de pessoas que se dirigem para os Estados Unidos não for detida e retornar a Honduras, não será dado mais dinheiro nem ajuda a Honduras, com efeito imediato! ".

A convocação surgiu nas redes sociais e pouco a pouco mais pessoas se juntaram ao grupo. Um dia depois, no domingo, já havia mais de 800 pessoas e, atualmente, alguns dos ativistas que a acompanham estimam que o número poderia chegar a 3.000. Para ir aos Estados Unidos, os imigrantes teriam primeiro que cruzar a fronteira com a Guatemala e depois a do México.

Com a ameaça de Trump, o Governo dos Estados Unidos quer evitar repetir a situação que ocorreu em março, quando outra caravana de imigrantes partiu de Tapachula (no Estado mexicano de Chiapas) e percorreu o México para chegar ao território norte-americano. Antes de se dissolver na Cidade do México, a caravana causou momentos de tensão diplomática entre os Estados Unidos e o Governo de Enrique Peña Nieto.

"Vamos para lá, vamos fazer Donald Trump cair, ele tem que nos receber lá nos Estados Unidos", disse à agência Reuters Andrea Fernández, de 24 anos, que carregava um bebê nos braços e caminhava ao lado de dois filhos, de 5 e 7 anos.

Esta nova caravana, sete meses depois da anterior, confirma a crise humanitária na região em que os centro-americanos não mais emigram, mas fogem. A esperança de muitos deles é chegar ao México para pedir refúgio humanitário até que possam legalizar sua situação. Em Honduras, 64% das famílias vivem em condições de pobreza, são assediadas em bairros e vilarejos por gangues que impõem violentamente o chamado "imposto de guerra", uma extorsão a moradores, lojas, empresas, ônibus e táxis. Honduras é o único país centro-americano que tem duas cidades, San Pedro Sula e Tegucigalpa, no ranking das mais violentas do mundo, onde ocupam a posição 25 e 35. O Governo de Juan Orlando insistiu em que fez seu trabalho e conseguiu reduzir a emigração para os EUA em 36%.

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