Francisco pede que bispos latino-americanos imitem São Romero

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25 Janeiro 2019

O Papa Francisco pediu que os bispos católicos da América Central imitem o ministério do arcebispo Oscar Romero, o mártir recentemente canonizado, exortando-os a seguir seu exemplo, ouvindo as necessidades do seu povo e abraçando uma Igreja dos pobres.

A reportagem é de Joshua J. McElwee, publicada em National Catholic Reporter, 24-01-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Em um discurso de 48 minutos a dezenas de bispos pertencentes à conferência regional representando o Panamá, El Salvador, Costa Rica, Guatemala, Honduras e Nicarágua, o pontífice também disse aos prelados que estejam ao lado dos migrantes, dizendo que a Igreja não pode ser indiferente a eles.

Falando na Igreja de São Francisco, do século XVII, na Cidade do Panamá, enquanto uma segunda caravana segue a pé rumo ao norte, até a fronteira dos Estados Unidos com o México, o papa disse sobre os migrantes: “Não podemos ficar indiferentes”.

“O mundo descarta, o espírito do mundo descarta – sabemos e padecemos isso. A kénosis de Cristo, não”, disse Francisco.

O papa citou a Primeira Carta de João: “Se alguém possui os bens deste mundo e, vendo o seu irmão em necessidade, fecha-lhe o coração, como pode o amor de Deus permanecer nele?”. Ele então perguntou aos bispos: “Onde queremos estar?”.

Francisco está visitando o Panamá entre os dias 23 a 27 de janeiro para a Jornada Mundial da Juventude, um evento católico trienal. Ele falou no dia 24 de janeiro ao Secretariado Episcopal da América Central, fundado em 1942 como a primeira conferência regional dos bispos no hemisfério ocidental.

O pontífice concentrou sua fala quase inteiramente em Romero, o arcebispo de San Salvador que foi morto a tiros em 1980 depois de se pronunciar contra a opressão militar no período que antecedeu a sangrenta guerra civil do seu país.

Embora muitos salvadorenhos tenham proclamado o líder da Igreja como santo imediatamente após sua morte, sua causa formal de canonização definhou durante décadas. Francisco, proveniente da Argentina e como primeiro pontífice latino-americano, reiniciou sua causa logo após sua eleição em 2013 e formalmente proclamou Romero como santo em outubro passado.

Extraindo lições da vida do arcebispo em seu discurso aos bispos da América Central, Francisco dissecou o significado do lema episcopal do santo – Sentire cum Ecclesia, “sentir com a Igreja” – e citou amplamente cinco das famosas homilias do arcebispo.

Ele também comparou muitas vezes o sacrifício de Romero com a kénosis de Jesus, um termo grego que significa que ele saiu de si mesmo.

O papa disse aos prelados que o santo salvadorenho havia abraçado “com paixão todo a contribuição e renovação magisterial que o Concílio Vaticano II propunha”, referindo-se ao encontro global de bispos de 1962 a 1965, que levou a uma ampla reforma da Igreja.

“Sentir com a Igreja é, para Romero, contemplá-la como Povo de Deus”, disse.

Parafraseando o nono parágrafo da constituição dogmática do Concílio, Lumen gentium, ele prosseguiu: “Porque o Senhor não quis nos salvar isoladamente, sem conexão, mas quis constituir um povo que o confessasse na verdade e o servisse santamente”.

Romero mostrou que “o pastor, para buscar e se encontrar com o Senhor, deve aprender e escutar as pulsações do seu povo”, disse Francisco.

Depois, parafraseando o primeiro parágrafo da constituição pastoral do Concílio, Gaudium et spes, o papa disse que o pastor deve “perceber ‘o odor’ dos homens e mulheres de hoje, até ficar impregnado em suas alegrias e esperanças, em suas tristezas e angústias”.

Apelando os bispos para abraçar o modelo de uma Igreja pobre, Francisco citou uma homilia de outubro de 1978 de Romero: “Na Igreja, Cristo vive entre nós, e, por isso, ela tem que ser humilde e pobre, já que uma Igreja altaneira, uma Igreja cheia de orgulho, uma Igreja autossuficiente não é a Igreja da kénosis”.

Ele disse aos prelados que o coração do pastor é medido “pela sua capacidade de se deixar comover diante de tantas vidas doídas e ameaçadas”.

“Fazer isso ao estilo do Senhor significa deixar que esse sofrimento golpeie e marque as nossas prioridades e os nossos gostos, golpeie e marque o uso do tempo e do dinheiro, inclusive a forma de rezar”, disse.

O entusiasmo de Francisco por Romero foi compartilhado por alguns na multidão reunida do lado de fora da igreja antes do seu discurso. Um grupo segurava uma bandeira salvadorenha e gritava: “São Romero está aqui, São Romero está aqui!”.

A viagem de Francisco ao Panamá, sua primeira em um ano repleto de viagens ao exterior, ocorre enquanto o pontífice está sob intenso escrutínio em relação à postura da Igreja Católica diante dos abusos sexuais do clero. O papa convocou a primeira cúpula global de presidentes dos bispos do mundo inteiro para se concentrar nessa questão, que será realizada entre os dias 21 e 24 de fevereiro.

O pontífice não abordou o abuso do clero na sua fala aos bispos, mas deu conselhos sobre como os prelados devem se relacionar com seus padres, encorajando a abertura e a dedicação de tempo para ouvir as suas necessidades e preocupações.

Francisco apontou para o modo como o assassinato de um de seus amigos padres, o jesuíta Rutilio Grande, “marcou a fogo” o coração de Romero.

Romero não era gerente de administrador de recursos humanos; não geria pessoas nem organizações. Romero sentia com amor de pai, amigo e irmão”, disse o pontífice. “Uma vara um pouco alta, mas uma vara, enfim, para avaliar o nosso coração episcopal, uma vara perante a qual podemos nos perguntar: ‘Quanto a vida dos meus padres me afeta?’”.

O papa disse aos bispos que eles podem delegar muitas de suas responsabilidades a outros, mas disse: “O que não podemos delegar é a capacidade de escutar, a capacidade de acompanhar a saúde e a vida dos nossos sacerdotes”.

“Não podemos delegar a outros a porta aberta para eles”, disse. “Porta aberta que crie condições que possibilitem a confiança mais do que o medo, a sinceridade mais do que a hipocrisia, o intercâmbio franco e respeitoso mais do que o monólogo disciplinador.”

Francisco falou aos bispos centro-americanos no dia 24 de janeiro, depois de ter falado de manhã cedo ao presidente panamenho, Juan Carlos Varela, e a cerca de 700 autoridades políticas e religiosas do país, membros do corpo diplomático e representantes da sociedade civil.

Falando no pátio do Palácio Bolívar, sede do Ministério das Relações Exteriores do Panamá, ele chamou a nação de “enclave estratégico” para o mundo inteiro, dada a sua posição de istmo entre os oceanos Pacífico e Atlântico.

O papa exortou o país a ser uma “terra de convocação” que saiba “defender o bem comum acima dos interesses de uns poucos”.

A visita de cinco dias de Francisco ao Panamá se concentra quase inteiramente na Jornada Mundial da Juventude. Mais tarde, no dia 24 de janeiro, o papa participou da cerimônia de abertura do evento, onde respondeu aos testemunhos de cinco jovens de todo o mundo.

No dia 25 de janeiro, Francisco irá a um centro de detenção juvenil local para se encontrar com detentos e ouvir confissões, em um gesto que o Vaticano diz ser o primeiro de um papa e que deve levar o espírito da celebração da Jornada Mundial da Juventude àqueles que, de outra forma, não poderiam participar.

As multidões no Panamá foram menores do que nas celebrações passadas do evento trienal, em parte devido à escolha de realizar o evento em janeiro, o que permite que mais estudantes latino-americanos participem durante o verão, mas gera inconvenientes para norte-americanos e europeus que ainda estão em período escolar durante o inverno.

Cerca de 150.000 jovens fizeram a pré-inscrição ao evento, de acordo com dados vaticanos, embora os números finais devam ser mais altos. Com cerca de quatro milhões de habitantes, o Panamá conta com cerca de 89% de católicos.

O papa desembarcou na Cidade do Panamá na noite de 23 de janeiro, sendo recebido por multidões entusiasmadas.

Quando desembarcou do voo papal, uma banda militar e outra escolar tocaram juntas, a multidão agitava bandeiras entusiasticamente, e alguns seguravam cartazes simplesmente dizendo ao papa latino-americano: “Bem-vindo à sua casa”.

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