Papa Francisco pede proteção aos filhos de migrantes e suas famílias

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16 Junho 2018

Na foto abaixo, do dia 4 de junho de 2018, pessoas que procuram asilo político nos Estados Unidos se alinham para serem entrevistadas em Tijuana, México, do outro lado da fronteira dos Estados Unidos ao sul de San Diego. Geralmente, juízes de imigração não podem considerar violência doméstica e de gangues como fundamento para asilo, disse o procurador geral Jeff Sessions na segunda-feira, 11 de junho de 2018. A decisão pode afetar um grande número de latino-americanos que cada vez mais se voltam aos Estados Unidos para proteção. 

(Foto: Reprodução Crux)

A reportagem é de Charles Collins, publicada por Crux, 14-06-2018. A tradução é de Victor D. Thiesen.

O Papa Francisco disse que os migrantes não são números, mas pessoas com sentimentos que necessitam de proteção contínua. Também acrescentou que "uma preocupação particular deve ser mostrada em relação às crianças migrantes e suas famílias."

As palavras do Papa proferidas numa reunião sobre a imigração, no Vaticano, vêm no momento em que o governo dos EUA atrai críticas sobre sua política de separar as famílias que procuram asilo por atravessarem ilegalmente a fronteira.

Bispos dos EUA, que terão uma reunião na primavera em Fort Lauderdale, Flórida, emitiram uma declaração na quarta-feira condenando a política, bem como o anúncio recente do governo Trump para não aceitar as mulheres que fogem de violência doméstica e que pedem asilo nos Estados Unidos.

Em uma mensagem para um colóquio que marca o 25º aniversário de relações diplomáticas entre o México e o Vaticano, Francisco disse que os direitos fundamentais e a dignidade dos imigrantes "precisam ser protegidos e defendidos."

"Eu gostaria de salientar que a questão da migração não é simplesmente relativa a números, mas a pessoas, cada uma com sua própria história, cultura, sentimentos e aspirações", disse o Papa.

"Essas pessoas, nossos irmãos e irmãs, precisam de 'proteção contínua', independentemente de qualquer estatuto migrante que possam ter", continuou.

Além de crianças migrantes e suas famílias, Francisco também disse que uma preocupação especial deve ser dada para aqueles que são vítimas de tráfico humano e aqueles que se deslocam devido a conflitos, desastres naturais e perseguição.

"Todos eles esperam que nós tenhamos a coragem de derrubar o muro de 'confortável e silenciosa cumplicidade' que se agrava a sua impotência. Eles estão esperando por nós para lhes mostrar preocupação, compaixão e devoção," disse ele.

O Papa também mencionou duas iniciativas das Nações Unidas que estão programadas ainda para este ano: uma conferência internacional e a adoção de um pacto global para migração segura, ordenada e regular; e um pacto global sobre os refugiados, que espera atingir uma partilha mais equitativa dos encargos e responsabilidade para hospedagem e apoio aos refugiados do mundo.

Francisco advertiu os atores internacionais para "responsabilidade com a gestão compartilhada globalmente da migração internacional dentro dos valores de justiça, solidariedade e compaixão."

"Isso exige uma mudança de mentalidade: temos deixar de considerar os outros como ameaças ao nosso conforto para valorizá-los como pessoas cuja experiência de vida e valores podem contribuir grandemente para o enriquecimento da nossa sociedade”, disse o Pontífice, acrescentando que a assistência de todo a comunidade internacional é necessária.

"Essa cooperação internacional é importante em todas as fases da migração: da partida do país de origem até a chegada ao destino, bem como facilitação a reentrada e ao trânsito entre países", disse Francisco.

"Em cada um destes países os migrantes são vulneráveis, se sentem sozinhos e isolados. O reconhecimento deste fato é extremamente importante se queremos dar uma resposta concreta e digna para este desafio humanitário."

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