Novo bispo alemão é biblista e apoiador das reformas do Papa Francisco

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03 Maio 2018

Como vigário-geral de sua diocese de Speyer, na Alemanha, Dom Franz Jung iniciou uma campanha para pôr em prática a Amoris laetitia.

A reportagem é de Christa Pongratz-Lippitt, publicada por La Croix Internacional, 01-05-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Dom Franz Jung, 51 anos, estudioso do Novo Testamento e ardente defensor da visão do Papa Francisco sobre a reforma da Igreja, fez votos de assumir seu novo papel como bispo de Würzburg colocando em ação o tipo de cuidado pastoral familiar que o papa pede na sua exortação apostólica de 2016, Amoris laetitia.

Francisco nomeou Jung como bispo da diocese da Baviera do Norte em 16 de fevereiro, para substituir o bispo Friedhelm Hofmann, que recentemente completou 75 anos.

O bispo eleito Jung, que é formado pelo prestigioso Pontifício Instituto Bíblico de Roma e doutor pela Universidade Ludwig Maximilian de Munique, será ordenado ao episcopado e instalado como ordinário diocesano em 10 de junho.

Como vigário-geral de sua diocese natal de Speyer, cargo que ocupou nos últimos nove anos, Jung iniciou uma campanha para pôr em prática as consequências da Amoris laetitia.

“Preferiríamos uma iniciativa comum por parte da Conferência dos Bispos da Alemanha, junto com todos os outros bispos alemães, mas logo ficou claro que isso não seria possível”, disse ele.

Na própria Speyer, no entanto, eles seguiram em frente e assumiram o belo passo triplo do papa de acompanhar, discernir e integrar os casais em segunda união. “Convidamos esses casais a verem a própria história de vida junto conosco, com o objetivo de fazer justiça a cada caso individual, sem pôr o ensino da Igreja em questão”, disse.

O objetivo desse processo de consulta é ajudar os divorciados recasados a tomarem uma decisão de consciência sobre se devem ou não participar da comunhão e a discutirem o assunto com um padre. O bispo eleito Jung enfatizou que é muito importante que essas pessoas não se sintam, de modo algum, excluídas da Igreja.

Quando perguntado sobre a atual polêmica em torno dos bispos alemães sobre se casais formados por um cônjuge católico e outro protestante devem ou não receber a Eucaristia nas missas católicas, Jung explicou que, como ainda não é um membro oficial da Conferência Episcopal, ele não estava presente quando a conferência discutiu a questão em fevereiro.

“Do meu ponto de vista, o cardeal (Rainer Maria) Woelki (de Colônia) e o (presidente da conferência) cardeal Reinhard Marx (de Munique) diferem em sua interpretação do resultado das discussões sobre a questão na plenária de fevereiro”, disse.

“Eu acho muito lamentável que os bispos não puderam chegar a um acordo, porque a controvérsia pública que se seguiu causou um grande dano. A conferência dos bispos não tem uma mensagem. Ela é a mensagem”, acrescentou Dom Jung.

Ele disse que, no futuro, a conferência episcopal deveria primeiro discutir minuciosamente um assunto e depois apresentar uma mensagem comum ao público com a qual todos os seus membros concordassem. Ele disse que pretende fazer campanha para isso assim que for ordenado bispo.

Durante sua reunião de 18 a 22 de fevereiro, os bispos alemães votaram por maioria de dois terços em favor de um processo que permitiria que casais mistos recebessem a eucaristia católica em alguns casos.

Exatamente um mês depois, em 22 de março, o cardeal Rainer Maria Woelki e seis outros bispos enviaram uma carta às autoridades vaticanas pedindo-lhes que esclarecessem se a questão era de competência de uma conferência local ou se, ao contrário, era matéria universal da Igreja.

O cardeal Marx reagiu imediatamente, dizendo que estava “muito claramente” dentro da competência da conferência dos bispos, “especialmente depois do encorajamento do Papa Francisco de dar mais passos no que diz respeito ao ecumenismo e ao trabalho e cuidado pastorais”.

A Sala de Imprensa da Santa Sé anunciou no dia 30 de abril que os cardeais Marx e Woelki – assim como outros quatro bispos e o jesuíta secretário-geral da conferência episcopal – se reunirão em Roma no dia 3 de maio com várias autoridades vaticanas para discutir a questão da oferta da eucaristia aos cônjuges não católicos em casamentos mistos.

As autoridades vaticanas incluem o cardeal Kurt Koch, chefe do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, e o arcebispo Luis Ladaria SJ, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, e dois outros padres.

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