Cardeal fala da transformação na compreensão da sociedade sobre o ‘desdobramento de gênero’

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03 Abril 2018

O líder da Igreja Católica na Inglaterra e País de Gales, o Cardeal Vincent Nichols, disse que áreas da vida que anteriormente contavam com estabilidade estão, atualmente, menos firmes, contribuindo para um contexto em que “tudo pode ser lançado ao ar” e ser “um exemplo bastante forte da forma como abordamos as questões de gênero e identidade”.

A reportagem é de Bernadette Kehoe, publicada por The Tablet, 28-03-2018. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

Em entrevista exclusiva à revista The Tablet, o cardeal falou que tem ocorrido uma transformação clara na compreensão da sociedade sobre o “desdobramento de gênero” na vida de uma pessoa em termos do que “os homens podem fazer, do que as mulheres podem fazer”. E acrescentou: “Para mim, isso não é um problema”, mas, advertiu, “é a relação entre gênero e o sexo biológico, é essa a questão mais difícil. Embora, claramente, algumas pessoas sofram gravemente em torno de tais dilemas e eu ache que o que precisamos fazer é responder a essa grave disforia sem mudar as pressuposições fundamentais que nos dão estabilidade”.

Essas palavras do cardeal sobre gênero foram proferidas no contexto da discussão de um tema-chave de seu mais recente livro intitulado “Faith Finding a Voice”, que é a busca das pessoas para encontrar a presença de Deus em suas vidas em meio a “muitas distrações e obstáculos” da era moderna; o cardeal citou a ritmo da vida, o modo como os sentimentos são encarados e as pressões econômicas. O prelado falou que, para a maioria das pessoas, “as identidades fundamentais – sejam homens ou mulheres – ainda são dadas”.

Ele reconheceu que os bispos da Inglaterra e País de Gales têm “refletido” sobre a questão de gênero, que recentemente foi o tema de um comunicado emitido por um grupo de padres e diáconos – o Confraternity of Clergy. O grupo defende que uma orientação se faz necessária sobre o assunto, por causa das dúvidas que os padres estão tendo cada vez mais de responder nas paróquias. O cardeal notou: “Foi um comunicado bem extenso; eles reconheceram a luta, a dificuldade e a necessidade de um acompanhamento enquanto traçaram, por assim dizer, um caminho baseado em princípios”.

Defendendo uma alfabetização teológica e religiosa para o bem comum da sociedade, o religioso disser que a tarefa não é argumento a favor de uma teocracia, mas promover uma “profundidade de entendimento” para que a direção da sociedade se edifique sobre “aquilo que é melhor para as pessoas”. Como chanceler da St Mary’s University, em Twickenham, Nichols descreveu o “projeto” da instituição como “precioso”.

Diante das pressões econômicas que a educação superior enfrenta, o cardeal manifestou a esperança de que a voz do beato cardeal Newman seja persuasiva, em particular a sua visão de “reunião de disciplinas diferentes”. No livro, Nichols defende que a teologia e os estudos religiosos ganhem destaque juntamente com a política, o direito e a sociologia, para apresentar um quadro geral de compreensão dos assuntos do mundo e “dar uma base moral sobre a qual os cursos de ação e o bem-estar das comunidades podem ser empreendidos”.

Ao falar que o ensino social católico se fundamenta na interação entre justiça e fé, razão e direito natural, disse que a fé “é capaz de desafiar aquelas áreas da vida onde a justiça é vista como inadequada”. A missão da Igreja, escreve ele, “não deve ser nem a de substituir tampouco a de exercer o poder sobre o Estado; em vez disso, devemos agir como uma ‘consciência’, oferecendo à sociedade uma visão de amor”.

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