Na Igreja Católica, que virá quando se trata de “teoria de gênero”?

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24 Março 2018

"Allen se junta ao número cada vez maior de católicos que reconhecem que o que se precisa em questões como identidade de gênero e igualdade LGBT, de uma forma mais geral, é não repetir condenações severas ou advertências apocalípticas, mas sim escutar profundamente e dialogar autenticamente", escreve Robert Shine, em artigo publicado por New Ways Ministry, 22-03-2018. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

Eis o artigo. 

Quando o Papa Francisco critica a “teoria de gênero” ou “ideologia de gênero”, o que ele quer dizer? Para onde temas como estes estão se dirigindo na Igreja Católica? O que será necessário para encontrar um caminho reconciliador mais adiante?

John Allen, editor do sítio Crux, levantou essas dúvidas depois de um congresso, realizado em meados do mês de março em Roma, que incluiu uma apresentação sobre a teoria de gênero e que, nas palavras de Allen, “foi uma apresentação exata do estado de coisas na Europa e no pensamento atual da Igreja sobre o assunto”.

O professor de Direito Canônico Vincenzo Turchi preparou o citado trabalho, que então foi lido no congresso “O Direito à Educação e ao Ensino”, realizado na Pontifícia Universidade da Santa Cruz, instituição da Opus Dei, em Roma. Dom Georg Gänswein, assessor próximo do Papa Emérito Bento XVI e prefeito da Casa Pontifícia, presidiu o painel durante o qual o estudo foi apresentado. Allen fez a seguinte análise:

“Em geral, quando o pessoal do Vaticano ao longo dos anos condena o surgimento da ‘teoria de gênero’, eles não se referem na verdade a uma teoria específica associada a um dado pensador. Em vez disso, apontam para um movimento intelectual e cultural considerado por eles como a apresentar três riscos inter-relacionados:

  • Apagar a ideia de que a identidade e a orientação sexuais são dadas pela natureza, propondo que a orientação – e, por extensão, o comportamento sexual – não está vinculado por normas morais objetivas, sendo, isto sim, o resultado de escolhas histórias e culturais contingentes.
  • Incentivar o Estado a promover uma tal visão de gênero nas escolas, portanto ameaçando o direito dos pais de serem os educadores primários de seus filhos.
  • Sob a guisa de evitar a discriminação com base na orientação sexual, em opiniões tradicionais, morais, religiosas e estigmatizantes, acabando por tornar-se numa forma de discriminação...

“A teoria de gênero, diz Turchi, baseia-se em ‘conceitos filosóficos e antropológicos bem-conhecidos’, a começar pelo ‘primado da cultura sobre a natureza’. Segundo esta visão, disse ele, dados naturais são vistos como ‘marginais’, portanto diferenças sexuais são ‘inessenciais e cambiáveis’, para serem modelados com base na ‘autodeterminação individual’”.

Turchi também falou que os esforços para conter a discriminação e intimidação contra jovens LGBTs vai além destes objetivos de promover os direitos ao casamento e à adoção a parceiros do mesmo sexo. Na educação, a teoria de gênero está “sendo difundida sem se falar abertamente sobre ela” e “qualquer um que faça objeção é chamado de racista ou acusado de praticar discriminação”.

Mas em resposta a estas advertências medonhas, o próprio comentário de Allen mostrou-se moderado e reconheceu a necessidade de um diálogo:

“Como uma observação ao debate do dia 12 de março, parece claro que resolver as tensões postas pela teoria de gênero envolve uma interseção complicada do direito e das normas, e provavelmente exijará que todos os interessados na discussão se sentem e tentem descobrir soluções”.

“A esse respeito, foi uma surpresa que o conjunto dos participantes do congresso não só esteve composto quase inteiramente por clérigos (homens), parecendo também não incluir alguém pudesse ser simpático a algumas das ideias por trás da teoria de gênero. É provável que esse não seja o lugar, mas suspeito que, eventualmente, este diálogo terá de acontecer”.

Allen se junta ao número cada vez maior de católicos que reconhecem que o que se precisa em questões como identidade de gênero e igualdade LGBT, de uma forma mais geral, é não repetir condenações severas ou advertências apocalípticas, mas sim escutar profundamente e dialogar autenticamente. O fato de que Allen, editor de um meio de comunicação moderado/conservador nos EUA, se sentiu confortável para fazer esse chamado é um sinal de que um tal reconhecimento pode não estar limitado aos defensores das causas LGBTS somente. Para o bem da Igreja assim como das pessoas LGBTs, chegou a hora de os líderes começarem a dialogar com uma variedade de vozes sobre questões de gênero para que possam se educar sobre as mais recentes compreensões a respeito da identidade de gênero.

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