O que os jovens discutiram no pré-sínodo

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27 Março 2018

Reunidos em um lounge na Casa Geral dos Jesuítas, em Roma, não muito distante do Vaticano, participantes franceses do pré-sínodo sobre a juventude sem precedentes que ocorre esta semana compartilharam com a mídia suas impressões iniciais sobre o evento na noite de 21 de março.

A reportagem é de Gauthier Vaillant, publicada por La Croix International, 23-03-2018. A tradução é de Luísa Flores Somavilla.

Apesar do cansaço evidente no rosto no final do terceiro dia de reuniões, eles responderam com energia às perguntas dos jornalistas.

As perguntas eram muitas, pois o pré-sínodo é completamente fechado para a mídia e, assim, permaneceu um tanto misterioso para quem é de fora.

A primeira pergunta era que questões os participantes estão discutindo dentro das paredes do Pontifício Colégio Internacional Maria Mater Ecclesiae, em que está ocorrendo a reunião.

Os participantes franceses disseram aos jornalistas que entre as questões estavam "a importância da evangelização" e "novas formas" de atingi-la, a necessidade de "tornar os jovens responsáveis”, bem como sua "falta de formação" e "como a Igreja pode ser ouvida pelos não crentes".

"Para a imensa maioria dos jovens da nossa idade, palavras como 'misericórdia' e 'pastoral' não significam nada", disse Romain Berthelot, seminarista com a comunidade Chemin Neuf (New Way).

Neste sentido, o pré-sínodo foi uma oportunidade de os participantes franceses perceberem a particularidade da situação que muitos países ocidentais enfrentam.

"Comparar a nossa situação com outros continentes nos lembra do quanto os cristãos na França são minoria", disse Eugénie Paris, 25 anos, responsável pelo trabalho pastoral com os alunos na diocese de Rouen, que é um dos três participantes nomeados pela Conferência Episcopal francesa.

A variedade de objetivos dos jovens também surgiu com clareza, principalmente "entre as pessoas que falam sobre um desabrochar pessoal e as que esperam acabar com a guerra em seus países", acrescentou.

Anne Thibout, 24 anos, coordenadora do envolvimento francês com a Jornada Mundial da Juventude no Panamá, em 2019, disse que ficou tocada pela "apropriação das palavras do Papa Francisco".

Os jovens adotaram parte de seu vocabulário de forma muito espontânea, incluindo expressões como "sobriedade feliz", "periferias" e "Igreja voltada para o exterior", disse.

Evidentemente, surgiu uma série de questões controversas.

"Os jovens não necessariamente concordam com o papel do sacerdote, por exemplo, particularmente no acompanhamento espiritual", disse Charles Callens, 27 anos, coordenador de comunicações das cerimônias pastorais nacionais para os jovens na França.

No entanto, as principais questões de divisão e que muitas vezes são manchete na Igreja francesa parecem não ter surgido nas discussões do pré-sínodo.

Nem parecia haver qualquer controvérsia em questões como celibato sacerdotal, moralidade sexual ou o Islã, por exemplo.

Na verdade, o próprio fato de levantar essas questões pareceu irritar alguns participantes.

"Nem chegam a ser questões", respondeu Adrien Louandre, 23 anos, que pertence ao e Rural Movement for Christian Youth (Movimento Rural pela Juventude Cristã) e também foi nomeado pela Conferência Episcopal francesa.

"Claramente, temos ênfases diferentes, mas nossa geração não tem vontade de se opor às coisas", disse Anne Thibout. "Quando discordamos, discutimos as questões pacificamente".

Surpreendentemente, a crise das vocações religiosas também não parece ter sido motivo de preocupação.

"Pelo contrário, estamos abandonando um tipo de clericalismo que olha para o mundo todo como um lugar de missão", disse Romain Berthelot.

Os participantes descreveram o clima da reunião como acolhedor mas sério.

E eles estão confiantes que o documento aprovado no final da semana terá uma influência real sobre o Sínodo dos Bispos em outubro.

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