O governo colombiano e o ELN fazem um pacto de cessar-fogo às vésperas da visita do Papa Francisco

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05 Setembro 2017

O governo da Colômbia e o ELN (Exército de Libertação Nacional) chegaram, finalmente, a um acordo de cessar-fogo bilateral. E isso a tempo para a chegada, nesta quarta-feira, do Papa Francisco, cujo “apelo à união, para deixar para trás os preconceitos e rancores para construir juntos um país melhor” foi fundamental para chegar a este acordo, segundo comunicou nesta segunda-feira o presidente colombiano Juan Manuel Santos.

A reportagem é de Cameron Doody, publicada por Religión Digital, 04-09-2017. A tradução é de André Langer.

“O Papa chega em um momento único da nossa história, quando viramos a página de um conflito absurdo e encaramos com esperança o futuro”, afirmou na segunda-feira o presidente em um comunicado transmitido no seu Facebook, esclarecendo que a trégua pode ser renovada, caso o acordo for cumprido e ambas as partes estiverem de acordo.

“Hoje, 04 de setembro, exatamente cinco anos depois que anunciamos o acordo marco com as FARC... vamos assinar em Quito, após intensas negociações que terminaram nesta madrugada, um acordo para declarar um cessar-fogo e de hostilidades bilateral com o ELN. O cessar-fogo entrará em vigor no próximo dia 01 de outubro. Terá vigência inicial de 102 dias, ou seja, até o dia 12 de janeiro do próximo ano, e será renovado na medida em que for cumprido e houver avanços nas negociações sobre os outros pontos”, disse em um vídeo transmitido da Casa de Nariño.

A delegação negociadora do ELN, por sua vez, declarou, no Twitter da entidade, que “Sim, concordamos. Agradecemos a todas e todos que apoiaram decididamente os esforços para alcançar este #CeseAlFuegoBilateral”.

A guerrilha disse em outra de suas contas no Twitter que o cessar-fogo responde à visita do Pontífice, que apoiou o acordo de paz que levou ao desarmamento e transformação em partido político dos rebeldes das FARC.

“Temos dito que a visita do Papa Francisco deveria ser uma motivação extra para acelerar a busca de acordos, que têm como principais destinatários as comunidades que sofrem as lamentáveis consequências do conflito”, assinalou o ELN.

“Passados os dias da celebração que acompanham a presença de Francisco na Colômbia, continuaremos empenhados em avançar no destravamento do conflito, até que a paz completa seja uma realidade”, acrescentou.

O cessar-fogo foi decidido no marco do terceiro ciclo de negociações de paz que o governo do presidente Juan Manuel Santos e o Exército de Libertação Nacional (ELN) mantém no Equador desde fevereiro passado. A rodada deveria ter terminado na sexta-feira da semana passada, mas foi estendida duas vezes até essa segunda-feira.
    
O governo exige que a guerrilha renuncie ao sequestro, aos atentados contra oleodutos, à implantação de minas antipessoais e ao recrutamento de menores de idade. O ELN, por sua vez – a última guerrilha ativa na Colômbia –, espera um compromisso do Executivo para deter os assassinatos de líderes sociais por paramilitares.

Com o diálogo de paz com o ELN, o governo de Santos espera alcançar a “paz completa”, após meio século de sangrentos conflitos entre guerrilhas, paramilitares e agentes do Estado, e que deixaram um saldo de 260 mil mortos, 60 mil desaparecidos e 7,1 milhões de deslocados.

Enquanto isso, o Papa Francisco tem programado uma visita apostólica de quatro dias à Colômbia, entre os dias 06 e 10 de setembro, nos quais terá encontros com fiéis em Bogotá, Villavicencio, Medellín e Cartagena.

Entre suas atividades, Francisco ouvirá os testemunhos de vítimas da violência na Colômbia durante uma missa em Villavicencio, para a qual são aguardadas cerca de 6 mil pessoas, mas não tem programado reuniões com as FARC, com as quais o governo fez um acordo de paz em novembro passado, nem com o ELN.

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