Colômbia e ELN, 2ª maior guerrilha do país, iniciarão diálogo de paz no Equador

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11 Outubro 2016

O governo da Colômbia e a segunda maior guerrilha desse país, o Exército de Libertação Nacional (ELN), anunciaram nesta segunda-feira em Caracas que iniciarão uma fase pública de diálogos de paz em Quito, no Equador, no próximo dia 27 de outubro.

"Agora que avançamos com o ELN, será completa, será uma paz completa", disse Santos em discurso minutos após o anúncio. Na semana passada, Santos ganhou o Nobel da Paz por seus esforços na busca por um acordo de paz com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

A informação é publicada por portal Uol, 10-10-2016.

Na sede da chancelaria venezuelana, os chefes negociadores do governo e do ELN, Mauricio Rodríguez e Pablo Beltrán, respectivamente, leram um comunicado conjunto no qual destacam como primeiro ponto destas conversas a participação da sociedade.

Antes do anúncio, o ELN entregou nesta segunda-feira um refém civil que estava em seu poder a uma comissão do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) na Colômbia. Identificado como Nelson Alarcón, sequestrado há três meses, segundo fontes da Igreja Católica, ele é o terceiro civil libertado pelo ELN nas últimas duas semanas.

O ELN mantém como reféns um número desconhecido de pessoas, entre eles o ex-congressista Odín Sánchez Montes de Oca, que no último mês de abril pediu para ficar em cativeiro no lugar de seu irmão Patrocinio, ex-governador do departamento de Chocó, que estava há quase três anos sob o poder dessa guerrilha e tinha graves problemas de saúde.

Mais cedo, o líder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Rodrigo Londoño, conhecido como "Timochenko", respaldou início da fase pública do processo de paz entre o ELN e o governo. "Conta com nosso respaldo militante e solidário. Muito sucesso nesse processo que hoje iniciam", escreveu "Timochenko" em sua conta no Twitter.

Por sua parte, o chefe negociador das Farc nos diálogos de paz com o governo, Luciano Marín, conhecido como "Ivan Márquez", destacou este acontecimento como uma "grande notícia". "Muito boa notícia para o país o acordo entre o ELN e o governo para começar os diálogos", disse Márquez.

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