“Os ricos estão sempre procurando desculpas para reduzir seus impostos”, avalia Paul Krugman, Prêmio Nobel de Economia

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19 Fevereiro 2020

Paul Krugman, vencedor do Prêmio Nobel de Economia em 2008, considera que a redução de impostos sobre altas rendas não gera benefícios para os cofres públicos, nem crescimento econômico, razão pela qual a denomina uma ideia zumbi, que continua avançando, apesar de que deveria estar morta porque provou ser falsa.

A reportagem é publicada por InfoLibre, 18-02-2020. A tradução é do Cepat.

Essa é uma das premissas do último livro do economista, Contra los zombis, publicado por Crítica [em espanhol], no qual examina, através da compilação de quase cem artigos, uma série de ideias e crenças econômicas que “devoram cérebros”, apesar de errôneas.

Existem “poucos conceitos” que foram colocados à prova tantas vezes como o corte de impostos e o crescimento de impostos, explica Krugman, em entrevista à Europa Press. “Fizemos isso com Reagan, fizemos com Bush, fizemos com Trump... Em todas essas vezes, as previsões das pessoas que disseram que os cortes de impostos teriam um efeito milagroso estavam erradas”, acrescentou o autor.

Na opinião do autor, está “muito claro” quem paga para essa ideia permanecer viva e o “por quê”. “Os ricos estão sempre procurando desculpas para reduzir seus impostos. É uma constante universal”, enfatiza.

Outra das ideias que Krugman critica nas páginas de seu livro é a austeridade econômica, especialmente nos momentos em que o desemprego é alto, algo que ocorreu nos anos seguintes à explosão da bolha imobiliária, em 2008, e à crise subsequente. “Todas as evidências indicam que a austeridade é ruim para a economia”, indica.

Para o Nobel, a Espanha não deveria estar “muito preocupada” com a dívida, porque os juros pagos por ela são inferiores à inflação e o crescimento do produto interno bruto (PIB), o que faz com que, naturalmente, seu peso relativo em relação à economia seja reduzido com o passar do tempo.

Salários e SMI

Recordando a situação na Espanha há mais de uma década, Krugman insiste que o país estava “supervalorizado” e que os salários precisavam ser reduzidos para aumentar a competitividade em comparação a outros estados membros da União Europeia. “Não é justo, não é agradável, mas entender a economia não é sobre o que é justo, mas, sim, sobre o que é necessário”, afirma.

Apesar disso, descarta que um aumento volumoso no salário mínimo, como aconteceu na Espanha nos últimos anos, tenha um impacto na economia. “O problema não é o valor do aumento, o problema é até que valor você pode aumentar o salário mínimo, antes que se torne um problema para o emprego", acrescenta.

Nesse sentido, Krugman defende um salário mínimo nos Estados Unidos de 15 dólares por hora, algo que, juntamente com os programas de auxílio social e isenções fiscais, poderia garantir uma “vida tolerável”, embora não uma “boa vida”.

“A única razão para não defender maiores aumentos no salário mínimo não é porque acho que seja o suficiente, mas porque estou preocupado com a perda de emprego”, diz.

Em relação aos limites dos preços de aluguel, uma medida que começou a ganhar força em algumas cidades da Europa e que formou parte do acordo de Governo entre PSOE e Podemos, o Nobel enfatiza que “isso causa muitos problemas”. “O controle de aluguel restringe a construção de novas casas. Não sou defensor do controle de aluguel, isso claramente tem sido um problema...”, argumenta.

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