Bispo belga acaba com as hesitações "Vamos tornar padres jovens casados”

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29 Outubro 2018

“A Igreja poderia chamar ao sacerdócio também os jovens casados. Eu entendo que não é a solução para a crise de vocações, mas por que não fazer isso? É uma proposta a ser estudada e aprofundada”. No mesmo instante em que cai a cortina sobre o Sínodo dos jovens, o delegado do episcopado belga, o Bispo Auxiliar de Bruxelas, Jean Kockerols, chama a atenção para uma das ideias mais explosivas que ecoaram nas últimas semanas nas plenárias da reunião.

Favorável ao diaconato feminino, o ex-vice-presidente da COMECE (Comissão Episcopal da Comunidade Europeia), ressalta um detalhe sobre o documento final do Sínodo: "Não há decisões concretas para os jovens."

A entrevista é de Giovanni Panettiere, publicada por Quotidiano.net, 28-10-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.

Eis a entrevista.

Mas vamos com calma, monsenhor. O senhor acredita que muitos jovens estariam prontos para responder ao chamado da Igreja ao presbiterado?

Eu não posso dizer se eles serão muitos ou poucos. No entanto, creio que muitos jovens, se convidados pela comunidade eclesial, estejam dispostos a se tornar padres. Alguns deles, antes do casamento, levaram em consideração a hipótese. A vocação primária é aquela batismal à santidade, depois há os chamados da Igreja aos ministérios. Poderíamos nos voltar para o sacerdócio de jovens casados e solteiros.

Quando no Sínodo lançou esta proposta, qual foi a reação dos outros bispos?

Vários deles vieram me dizer que eu estava certo. Não foram somente bispos europeus. É de se esperar que sejam mais no futuro.

O senhor não poupa críticas ao documento final do Sínodo. Em que temas teria sido possível ser mais pragmático?

Quero ser honesto, há muitas orientações, palavras de boa vontade, mas as propostas concretas são remetidas às conferências episcopais nacionais.

Perdemos muito tempo ouvindo uns aos outros, traduzindo as intervenções individuais, isso de certa forma foi cansativo. Teria bastado ter os textos antes do Sínodo. No meu círculo menor, o francófono Gallicus C, defendi um decálogo para o uso da web. Infelizmente nada foi feito.

Do Gallicus B, ao contrário, chegou uma solicitação para esclarecer e atualizar o ensino sobre o corpo e a sexualidade.

Sim. Essa indicação também ficou no papel. Sobre o tema nós, bispos, somos muito diferentes por história, cultura, não é fácil chegar a conclusões unitárias. Visto que o Papa pretende valorizar os episcopados nacionais, poderiam ser estes a fornecer as indicações.

Para o cardeal alemão Reinhard Marx, seria oportuno um sínodo sobre as mulheres: o que o senhor pensa?

É uma boa ideia, elas devem ser ouvidas. Fiquei impressionado durante a assembleia com o fato de que discutimos tanto sobre o papel das mulheres na Igreja, apesar desse assunto não dizer respeito apenas aos jovens. Estamos diante de um desafio a ser enfrentado.

O senhor não acredita que as ouvintes do Sínodo sobre os jovens poderiam ter tido acesso ao voto?

A instituição ainda é episcopal. Talvez tenha chegado o momento de ampliar o Sínodo: não mais apenas dos bispos, mas da Igreja universal. A reforma do Papa, Episcopalis communio nova janela, vai nessa direção, embora o caminho devesse ser mais rápido.

Francisco instituiu uma comissão de estudos sobre o diaconato feminino que completou seu trabalho. As diaconisas seriam uma perspectiva escandalosa?
"Não, absolutamente não. Teologicamente o tema é complexo, mas em princípio não existem problemas”.

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