“O objetivo do ecumenismo é a celebração comum da Eucaristia”, observa o cardeal Koch

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02 Setembro 2017

A celebração comum da Eucaristia é o objetivo do ecumenismo, lembrou, no dia 30 de agosto de 2017, o cardeal Kurt Koch em uma entrevista ao jornal Neue Zürcher Zeitung, de Zurique. Em conversa com o pastor Gottfried Locher, presidente do Conselho da Federação das Igrejas Protestantes da Suíça (FEPS), o cardeal destacou a necessidade do testemunho comum.

A reportagem é de Maurice Page, publicada pelo portal católico suíço Cath.ch, 31-08-2017. A tradução é de André Langer.

“A celebração comum da Eucaristia deve ser o objetivo dos nossos esforços ecumênicos”, destaca o presidente do Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos. Mas a Igreja na Suíça não pode encontrar soluções sem conexão com a Igreja universal. Para os católicos, é difícil imaginar uma unidade em que o ministério pontifício, como serviço de unidade, não faça sentido. A Igreja vive da Eucaristia, que deve ser celebrada em união com o bispo local e com o papa, lembra o cardeal. Para ele, é, pois, problemático participar da Eucaristia negando o episcopado e o papado.

O pastor Gottfried Locher respondeu dizendo que um reconhecimento ecumênico do papa como bispo de Roma seria possível se ele se exprimisse no plano espiritual e não se apresentasse como detentor de um poder, mas como pastor. O que constitui, para o presidente da FEPS, sua compreensão do ministério episcopal.

Católicos e protestantes batizados em nome do mesmo Deus

Evocando os 500 anos da Reforma, celebrados na Suíça de maneira ecumênica, o pastor Locher lembra a celebração de 1º de abril passado no Cantão de Zug onde os representantes das duas Igrejas se pediram mutuamente perdão. Ele, um protestante bastante sóbrio, admite ter se emocionado com o abraço ao bispo Felix Gmür, bispo de Basileia.

Do ponto de vista teológico, o pastor Locher não admite que os batizados continuem separados. Protestantes e católicos são batizados em nome do mesmo Deus. Para ele, a pressão pela unidade será cada vez mais forte, à medida que os recursos das Igrejas diminuírem.

“Numa sociedade secularizada em que Deus muitas vezes é marginalizado, nós temos o dever de testemunhar a nossa fé comum”, confirma o cardeal. Para Gottfried Locher, mais concretamente, o cristianismo oferece uma alternativa. A ciência explica muitas coisas, mas deixa inúmeras questões abertas para os seres humanos. A fé cristã trata de todas essas interrogações.

Os dois líderes concordam em que ambas as denominações são uma ‘provocação’ uma para a outra. A vontade de renovação dos protestantes faz bem à Igreja católica, admite o cardeal Koch. A unidade católica, por sua vez, instiga os protestantes para ultrapassarem as suas fronteiras. Mas a Igreja católica tem necessidade da sinodalidade para um envolvimento mais profundo do Povo de Deus.

Koch e Locher voltam a se encontrar no dia 24 de setembro em Sascheln para a celebração ecumênica que marca os 600 anos de nascimento do santo suíço Nicolau de Flüe. Morto antes da Reforma, o eremita de Ranft é um modelo tanto para protestantes, como para católicos.

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