Kuczynski assume a presidência do Peru e indulto pedido por Fujimori deve ser negado

Revista ihu on-line

Base Nacional Comum Curricular – O futuro da educação brasileira

Edição: 516

Leia mais

Renúncia suprema. O suicídio em debate

Edição: 515

Leia mais

Lutero e a Reforma – 500 anos depois. Um debate

Edição: 514

Leia mais

Mais Lidos

  • Um milhão de crianças fora da escola: o absurdo do trabalho infantil no Brasil

    LER MAIS
  • Papa pede boicote a bens produzidos por trabalhadores forçados

    LER MAIS
  • Discurso da esquerda não dá a Lula a menor chance de fazer bom governo

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

27 Julho 2016

Às vésperas da posse de seu novo presidente, o Peru está envolvido em uma polêmica por conta de um pedido de indulto ao ex-presidente Alberto Fujimori, feito no último dia 22-07-2016. Setores ligados ao fujimorismo realizaram uma marcha em Lima no mesmo dia para pressionar o governo a aceitar o pedido.

O presidente em fim de mandato, Ollanta Humala, declarou que não há tempo hábil para analisar o pedido e que não irá conceder o indulto. Ele já negou uma ação semelhante em 2013. A decisão deve ficar para o presidente eleito, o economista Pedro Pablo Kuczynski, conhecido no país como PPK. Ele irá tomar posse na quinta-feira, 28-07-2016, o feriado nacional do país.

O presidente Ollanta Humala negou um indulto para Fujimori em 2013. Foto: Presidência do Peru

Em entrevista ao jornal La República, Kuczynski afirmou que “os crimes lesa-humanidade se castigam da forma que se fez com o ex-presidente Fujimori. Que ele esteja idoso e talvez doente pode justificar não um indulto, mas que cumpra a pena em sua casa. Eu não darei o indulto”. O presidente eleito tem dito desde a campanha que, caso o Congresso aprove uma lei garantindo a prisão domiciliar a condenados idosos, ele a sancionaria.

{youtube}opwT5pVhnJU{/youtube}

A vitória apertada de Kuczynski

A pressão para que o presidente do país conceda o indulto indica a força que o fujimorismo ainda tem no cenário político do Peru, mesmo que Fujimori tenha deixado o poder há mais de 15 anos – ele ocupou o cargo entre 1990 e 2000. De fato, o movimento quase saiu vitorioso nas últimas eleições presidenciais.

A eleição que consagrou Kuczynski ficou marcada pela margem estreita da vitória sobre Keiko Fujimori, que é filha do ex-presidente. PPK teve a preferência de 50,12% do eleitorado, ou 8.596.937 votos; Keiko teve 49,88%, ou 8.555.880 – uma diferença de pouco mais de 40 mil votos.

No segundo turno, os dois candidatos representavam posições associadas ao neoliberalismo. A candidata esquerdista Verónika Mendoza ficou em 3º lugar no primeiro turno. Apesar da orientação liberal de Kuczynski, a candidata conclamou seus eleitores a votar por ele, para evitar a vitória do fujimorismo.

O presidente Ollanta Humala deixa o cargo com baixos índices de popularidade, o que é comum no Peru, em que a insatisfação tende a recair sobre as lideranças políticas. O país não tem uma tradição de partidos consolidados, e coligações são formadas a cada nova eleição presidencial – o mandato é de cinco anos. A aliança de partidos de esquerda que elegeu Humala em 2011 não existe mais.

A condenação de Fujimori

O governo de Fujimori foi marcado pela corrupção e por violações sistemáticas de direitos humanos. Ele cumpre diversas penas por diferentes crimes, inclusive por delitos lesa-humanidade. Fujimori foi condenado a 25 anos, a pena máxima no país. Caso não haja uma reversão, o ex-presidente deve permanecer na prisão até 2032. Ele tem hoje 77 anos.

Por João Flores da Cunha / IHU – Com agências

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Kuczynski assume a presidência do Peru e indulto pedido por Fujimori deve ser negado - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV