Estados Unidos, três dias antes do assalto, o incitamento de Viganò, inimigo do Papa Francisco

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08 Janeiro 2021

O ex-núncio em uma entrevista a Steve Bannon, havia instado "o filhos da Luz para agirem agora em favor de Trump contra Biden”.

A reportagem é de Maria Antonietta Calabrò, publicada por Huffington Post, 07-01-2021. A tradução de Luisa Rabolini.

Três dias antes do assalto ao Congresso dos Estados Unidos para "bloquear" a proclamação da vitória de Joe Biden, o ex-núncio Carlo Maria Viganò divulgou (1º de janeiro, festa de Maria Mãe de Jesus) uma entrevista a Steve Bannon publicada em 3 de janeiro pelo Lifesite (na Itália Stilum Curiae), no qual ele incitou os "filhos da luz" a agirem "agora". Com esta motivação: “Se os Estados Unidos perderem essa oportunidade, agora (em itálico no texto, ndr) eles serão cancelados da história. Se permitirem que se insinue nas massas a ideia de que o veredicto eleitoral dos cidadãos, expressão primeira da democracia, possa ser manipulado e anulado, serão cúmplices da fraude e merecerão a execração de todo o mundo, que olha para a América como um nação que conquistou e defendeu a própria liberdade."

Visto o que acontece, pode-se bem dizer que os teóricos da conspiração tiveram uma bênção "católica" do polêmico arcebispo, cujo pupilo é Donald Trump desde 2018 e cujo inimigo número um é o Papa Francisco. Ao grito de “Deus quer”, grito de guerra medieval para recrutar os cruzados a serem enviados à Terra Santa para libertar o Santo Sepulcro.

Questionado por Bannon - “Você estava muito confiante de que Deus deseja (observe o verbo no tempo presente, ndr) uma vitória de Trump para derrotar as forças do mal presentes no Grande Reset dos globalistas. O que você diria para convencer os contrários que são ambivalentes quanto à ideia de que esta é uma batalha histórica entre os filhos da luz e os filhos das trevas? " - o Arcebispo Viganò respondeu de fato: “Vou me limitar a considerar quem é seu adversário e quais são seus vínculos com a China, com o deep state e com os partidários da ideologia globalista. Penso em sua intenção de nos condenar a usar a máscara, como ele admitiu com franqueza. Penso no fato de que, sem dúvida, ele seja apenas um fantoche nas mãos da elite, pronto a renunciar assim que decidirem substituí-lo pela vice Kamala Harris. Para além do alinhamento político, devemos também compreender que - sobretudo numa situação complexa como a atual - é imprescindível que a vitória do futuro Presidente seja garantida em sua absoluta regularidade, afastando qualquer suspeita de fraude e tomando conhecimento das provas contundentes, que surgiram em alguns estados. Um presidente proclamado como tal pela grande mídia afiliada ao deep state o priva de qualquer legitimidade e expõe a nação a perigosas interferências estrangeiras, o que já foi comprovado nas presentes eleições" (ontem Trump disse que o verdadeiro problema dos EUA é a imprensa).

Como último alvo de Viganó aparece Bergoglio e ele espera que "eventuais provas em posse dos serviços secretos venham à tona, especialmente em relação aos reais motivos que levaram à renúncia do Papa Bento XVI e as conspirações subjacentes à eleição de Bergoglio, permitindo assim expulsar os mercenários que ocuparam a Igreja”.

Por fim, defende que “para acabar com a deep church e restaurar a Igreja Católica, será necessário revelar qual foi o envolvimento dos eclesiásticos com o projeto maçônico-mundialista, bem como os casos de corrupção e os crimes que eles podem ter cometido tornando-se tão chantageáveis, da mesma forma que acontece no campo político para os membros do deep state”.

À pergunta - “Você parece sugerir que a administração Trump pode ser instrumental para ajudar a trazer de volta a Igreja a um catolicismo pré-Francisco. Como a administração Trump pode fazer isso, e como os católicos americanos podem trabalhar para salvar o mundo desse "reset" globalista?"

Viganò respondeu: "A subserviência de Bergoglio à agenda mundialista é evidente, e sua contribuição para a eleição de Joe Biden é igualmente evidente. Assim como são evidentes a hostilidade e os repetidos ataques de Bergoglio ao presidente Trump, a quem considera o principal adversário, o obstáculo a ser removido, em vista da realização do Grande Reset. Por um lado, portanto, temos a administração Trump e aqueles valores tradicionais que ela tem em comum com os católicos; de outro, o deep state do autoproclamado católico Biden, subserviente à ideologia globalista e sua agenda perversa, anti-humana, anti-Cristo, infernal”.

Falando em inferno, por alguns momentos durante a revolta de ontem na cadeira do presidente do Senado americano sentou-se o xamã dos teóricos da conspiração do QAnon, Jack Angeli, vestido de bisão. Mas ele se parecia muito mais com Sauron, o demônio do Senhor dos Anéis escrito pelo católico Tolkien.

 

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