Cinco fatos de fé sobre Kamala Harris, candidata democrata a vice-presidência dos EUA

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13 Agosto 2020

Poucos candidatos à vice-presidência tiveram tanta exposição às religiões mundiais quanto Kamala Harris, a senadora da Califórnia, de 55 anos, que Joseph Biden escolheu como sua companheira de chapa.

A reportagem é de Yonat Shimron, publicada por Religion News Service, 11-08-2020. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

A biografia étnica, racial e cultural de Harris representa uma fatia da população dos EUA que está se tornando cada vez mais ascendente, mas que nunca esteve representada no segundo cargo mais alto do país.

Aqui estão cinco fatos religiosos sobre Harris:

1. Ela foi criada no hinduísmo e no cristianismo.

Sua mãe, Shyamala Gopalan, era de Chennai, Índia; seu pai, Donald Harris, da Jamaica. Os dois se conheceram quando eram estudantes universitários na Universidade da Califórnia, Berkeley.

Seu nome, Kamala, significa “lótus” em sânscrito, e é outro nome para a deusa hindu Lakshmi. Ela visitou a Índia várias vezes quando era menina e conheceu seus parentes lá.

Mas, como seus pais se divorciaram quando ela tinha 7 anos de idade, ela também foi criada em Oakland e Berkel, frequentando igrejas predominantemente negras. Sua vizinha do andar de baixo, Regina Shelton, costumava levar Kamala e sua irmã Maya para a Igreja de Deus, na 23rd Avenue, em Oakland. Harris agora se considera uma batista negra.

2. Ela é casada com um judeu

Harris conheceu seu marido, o advogado Douglas Emhoff, de Los Angeles, em um encontro às cegas em San Francisco. Eles se casaram em 2014. Em seu casamento, o casal quebrou um copo para homenagear a criação de Emhoff (um costume tradicional dos casamentos judaicos).

Foi o primeiro casamento de Harris e o segundo de seu esposo. Um artigo na imprensa judaica descreveu a imitação que ela faz da sua sogra judia, Barbara Emhoff, como “digna de um Oscar”.

3. Ela foi criticada por não ajudar de forma proativa em processos civis contra o abuso sexual do clero católico durante os anos em que atuou como promotora

Depois de se formar na Universidade da Califórnia, no Hastings College of the Law, Harris se especializou em processar crimes sexuais e exploração infantil como jovem promotora. Mas duas investigações feitas pelo The Intercept e pela Associated Press descobriram que Harris permaneceu em silêncio sobre o escândalo dos abusos na Igreja Católica – primeiro como promotora distrital de San Francisco e depois como procuradora-geral da Califórnia.

Sobreviventes dos abusos sexuais pelas mãos de padres dizem que ela resistiu a pedidos informais para ajudá-los com seus casos e se recusou a divulgar registros da Igreja sobre padres abusivos que haviam sido reunidos pelo seu antecessor, Terence Hallinan.

4. Como procuradora-geral, Harris entrou com uma petição na Suprema Corte dos EUA pedindo que fosse recusado o pedido das lojas Hobby Lobby de negar o seguro-saúde para contracepção para mulheres por causa das crenças religiosas do proprietário da rede de lojas de artesanato

Em sua petição de 2014, apoiado por 15 Estados e pela cidade de Washington, Harris escreveu que, se a Hobby Lobby fosse autorizada a reter o seguro-saúde do controle de natalidade por motivos religiosos, isso poderia levar outras empresas a exigirem isenções similares a partir das leis dos direitos civis do país.

Na histórica decisão, a Suprema Corte decidiu que as empresas familiares não podem ser forçadas a pagar pelo seguro-saúde para contracepção com base no Affordable Care Act se isso ofender suas crenças religiosas.

Posteriormente, como senadora dos EUA, Harris foi coautora de um projeto de lei do Congresso para enfraquecer o Religious Freedom Restoration Act, para garantir que a lei não fosse usada para permitir a discriminação em nome da religião.

A medida, chamada de Do No Harm Act, foi introduzida pela primeira vez em 2017 e novamente em 2019. O Religious Freedom Restoration Act foi originalmente aprovado em 1993 para evitar que o governo “sobrecarregue substancialmente o exercício da religião de uma pessoa”. Os apoiadores da Do No Harm acreditavam que o Religious Freedom Restoration Act “não deveria ser interpretado como uma forma de autorizar uma isenção da lei aplicável de modo geral”.

Se fosse aprovado, ele garantiria que os empregadores religiosos não pudessem negar a cobertura de saúde para seus empregados ou reivindicassem isenções às leis dos direitos civis.

5. Quando se candidatou à presidência no ano passado, ela costumava usar a parábola do bom samaritano do Novo Testamento

Jesus conta a parábola sobre um forasteiro que ajuda um homem espancado e abandonado na beira da estrada. Harris disse que isso a ajudou a esclarecer quem é o “próximo”.

“Próximo não significa ter o mesmo CEP”, disse Harris em um fórum da Poor People’s Campaign no ano passado. “O que aprendemos com essa parábola é que próximo é alguém por quem você passa ao caminhar pela rua. (...) Próximo significa entender e viver a serviço dos outros – que somos todos irmãos e irmãs uns dos outros.”

Em outros discursos, Harris invocou a teologia da libertação, a linha do pensamento cristão que enfatiza a preocupação social com os pobres e a libertação política para os povos oprimidos.

“A justiça está nas urnas”, disse Harris em um evento organizado pelo Partido Democrata de Iowa no ano passado .

“A justiça econômica está nas urnas. (...) A justiça da saúde está nas urnas. (...) A justiça da educação está nas urnas. (...) A justiça reprodutiva está nas urnas. (...) A justiça para as crianças está nas urnas. (...) Aqui está a moral da história, Iowa. Eu realmente acredito que, quando superarmos essas injustiças, libertaremos a promessa dos Estados Unidos e o potencial do povo estadunidense.”

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