Estados Unidos: pressão de Trump contra estudantes estrangeiros. Universidades preocupadas, a decisão do governo “não é apenas um sinal de má política sanitária, é insensível”

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13 Julho 2020

As universidades católicas também estão se manifestando contra a decisão do governo Trump de impedir que estudantes internacionais fiquem nos EUA ou de se transferir para o país se suas faculdades só fizerem cursos on-line no semestre do outono. A nova política de migração que entrou em vigor em 6 de julho, sem aviso prévio, criou o caos nas universidades e entre os estudantes.

A reportagem é publicada por SIR, 10-07-2020. A tradução é de Luisa Rabolini.

O programa internacional para estudantes emitido pela Agência de Imigração e reforço das fronteiras foi imediatamente contestado pela Universidade de Harvard e pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts, que entrou com uma ação contra a administração dos EUA no Tribunal Federal de Boston pedindo para bloquear a nova política com uma ordem de suspensão temporária. A Associação das Universidades e das Universidades Católicas afirmaram que a decisão do governo "não é apenas um sinal de má política sanitária, é insensível".

Também a Associação das Universidades dos Jesuítas (Ajcu) expressou da mesma forma "séria preocupação" por essa linha adotada pois "não reconhece a necessidade de flexibilidade para priorizar as necessidades acadêmicas de todos os estudantes e continuar a combater uma nova doença, virulenta e mutável ".

John DeGioia, presidente da Universidade de Georgetown de Washington, disse que a Universidade "se opõe de forma veemente a essa ação desconsiderada", que de fato "cria novas e desnecessárias barreiras para estudantes internacionais e coloca sua saúde, sua estabilidade e seus progressos acadêmicos em risco se não forem possibilitados de assistir às aulas pessoalmente".

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