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08 Abril 2020

A Convenção Batista Brasileira (CBB) pede @os fiéis orações de intercessão pela cura do pastor Sócrates Oliveira de Souza, diretor executivo da organização religiosa, internado no dia 3 de abril após testar positivo para o coronavírus, e transferido no sábado, 4, para a UTI do hospital Quinta D’Or, no Rio de Janeiro. Ele está entubado para tratar de pneumonia.

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista, já foi professor e coordenador do curso de Jornalismo da Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos.

A CBB , criada em 1907, integra 4.944 congregações e 1,7 milhão de fiéis. Está sob o seu guarda-chuva a congregação do Recreio, no Rio de Janeiro, que é frequentada pela primeira-dama, Michelle Bolsonaro. Atendendo recomendações do Ministério da Saúde, os batistas desincentivam a realização de reuniões e aglomerações de pessoas num mesmo recinto. Anunciou, por isso, o adiamento por tempo indeterminado da sua Assembleia Geral Extraordinária, agendada para os dias 14 a 17 de abril.

Em nota pública, a diretoria da CBB lembrou o livro de Provérbios: “O prudente vê o perigo e esconde-se, mas o ingênuo o segue adiante e sofre por isso”. Já o pastor Renato Vargens, conselheiro da Coalizão pelo Evangelho, ficou indignado com a atuação da PM de Santa Catarina que impediu, na semana passada, a reunião de cinco pessoas para um momento de oração em domicílio.

A PM observou decreto do governador do Estado, Carlos Moisés da Silva (PSL), que proibiu, entre outros, a realização de cultos, inclusive domésticos. “Governadores e prefeitos estão ultrapassando os limites constitucionais. Infelizmente tornou-se comum vermos nas redes sociais abusos de autoridades que fazem pensar que vivemos num país de ditadores”, escreveu Vargens em seu blog.

O pastor lembrou artigo da Constituição, assinalando que a liberdade de consciência e crença é inviolável, “sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e suas liturgias”.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, também criticou a atuação da PM catarinense. Explicou que existe uma hierarquia das leis brasileiras, vindo a Constituição em primeiro lugar. “Se um governador ou prefeito baixar um decreto que fira a Constituição ou uma lei federal, cai por terra”, afirmou.

A ação dos policiais impedindo um culto doméstico, apontou, é uma afronta à Constituição. “Esses policiais e o cara da delegacia que registrou esse B. O. deveriam todos ser preso”, defendeu. Disse que “essas previsões catastróficas de coronavírus no Brasil serão todas envergonhadas”.

Pesquisa recente do DataFolha indica que o povo evangélico, constituindo quase um terço da população brasileira, é o grupo que melhor avalia o governo federal: 41% consideram ótimo ou bom o desempenho de Bolsonaro em relação ao Covid-19. Já a aprovação de católicos é menor: 31%.

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