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05 Agosto 2019

Sínodo significa "caminhar juntos". Na Grécia antiga, como afirma Políbio no II século a.C., identificava uma assembleia de caráter político. A democracia é um "caminho" feito juntos. A palavra depois foi integrada no vocabulário teológico e eclesiástico (por exemplo, para o "sínodo dos bispos") e nunca mais foi usada de forma laica.

O comentário é de Antonio Spadaro, S.J., diretor da revista Civiltà Cattolica, em comentário publicado por L'Espresso, 01-08-2019. A tradução é de Luisa Rabolini.

E, em vez disso, o sínodo - hoje mais do que nunca - deve voltar a ser uma palavra laica e civil.

É cada vez mais difícil caminhar juntos. Nossa vida social e política coloca no centro o Eu viral e megafônico. O "um vale um" parece que acabou certificando a perda do valor próprio da adição. Acreditamos apenas na multiplicação do eu mesmo. O líder político tornou-se um número primo que catalisa o consenso, mas permanece divisível apenas por si mesmo, sem relações de participação e compartilhamento. E assim acaba por responder apenas ao instinto, e falar através de gritos primitivos (ou algo muito similar).

O sínodo fala do poder, mas oferece uma sua abordagem radicalmente diferente. É feito de somas, de multiplicidade, de diferenças aceitas, de escuta, de trechos de estrada compartilhados e, inclusive, em ritmos diferentes, de pausas. Mas uma coisa é clara: não se faz um "sínodo" nem por contrato nem por receita, mas apenas quando se pensa dentro de um futuro comum, a ser construído juntos.

Se houver sapos atravessados na garganta, "caminhar juntos" também pode ser terapêutico: faz com que eles pulem para fora e não sejam guardados dentro da garganta por medo de encará-los. Se não nos libertamos do medo, estamos perdidos.

O Papa Francisco, em 2015, falando em Havana, lembrou que certa vez visitou uma área muito pobre da capital argentina. O pároco do bairro o apresentou a um grupo de jovens que estavam construindo um determinado local: "Este é o arquiteto, ele é judeu, este é comunista, este é um católico praticante, este é ...".

O Papa comentou: "Eles eram todos diferentes, mas todos trabalhavam juntos pelo bem comum". Isso é sinodalidade. Francisco também chama isso de "amizade social", que sabe conjugar direitos com responsabilidade pelo bem comum. E em Cuba ele acrescentou: "Um país é destruído por inimizade ... matando a capacidade de unir". Uma advertência para nós hoje.

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