Um terço dos bispos dos EUA acredita que a Igreja 'deve' ordenar mulheres para o diaconato

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25 Janeiro 2019

Enquanto o Papa Francisco pondera sobre um relatório a respeito das diaconisas na igreja primitiva, uma nova pesquisa revela que, pelo menos entre os bispos dos EUA, o apoio ao diaconato feminino permanece desigual.

A reportagem é de Michael J. O’Loughlin, publicada por America, 22-01-2019. A tradução é de Luísa Flores Somavilla.

De acordo com um relatório divulgado pelo Centro de Pesquisa Aplicada sobre o Apostolado da Universidade de Georgetown, no dia 22 de Janeiro, apenas 33% dos bispos dos Estados Unidos acham que a Igreja "deve" ordenar mulheres para o diaconato.

No ano passado, uma comissão papal concluiu seus estudos sobre a designação de diaconisas na igreja primitiva e enviou suas conclusões ao Papa Francisco. Dois dos 12 membros da comissão — Phyllis Zagano e Bernard Pottier, S.J.— disseram, em uma entrevista para a Americano mês passado, que sua própria pesquisa corrobora essa ideia.

Se o caminho para legitimar o diaconato feminino é parecido com o da reintrodução do diaconato permanente, após o Concílio Vaticano II, primeiro o Papa teria de reconhecer a existência das diaconisas na igreja primitiva. Depois, as Conferências Episcopais nacionais poderiam pedir permissão para restabelecer a prática em seus países. A decisão final de como cada diocese abordaria a questão ficaria a cargo de cada bispo.

A maioria dos bispos parece completamente contra a ideia: apenas 41% diz acreditar que é "teoricamente possível" ordenar mulheres ao diaconato.

Se Francisco seguir esse processo, para 79% dos bispos entrevistados nos EUA, a Conferência dos Bispos Católicos do país permitiria que cada bispo decidisse sobre cada diocese. Se tivessem essa opção, 54% dos bispos dos EUA dizem que "considerariam" implementar o diaconato feminino em suas dioceses.

Mas a maioria dos bispos parece completamente contra a ideia: apenas 41% diz acreditar que é "teoricamente possível" ordenar mulheres ao diaconato, e apenas 33% diz acreditar que a Igreja "deve" ordenar mulheres para o diaconato. Apenas 27% dos bispos acham que a Igreja vai adiante com o diaconato das mulheres.

Apesar da falta de amplo apoio entre os bispos, a maioria disse que haver diáconas seria "um pouco" ou "muito útil": 61% disseram que seria útil para as celebrações litúrgicas; 71%, para os "ministérios da palavra"; e 83%, para os ministérios da caridade.

Mais de três quartos (77%) concordaram "um pouco" ou "muito” que aumentariam os pedidos para o sacerdócio feminino.

Além disso, 97% dos bispos disseram acreditar "um pouco" ou “muito” no “comprometimento de sua diocese com o aumento da participação das mulheres na liderança eclesial".

De acordo com o levantamento, bispos e diáconos diretores acreditam que os maiores desafios ao diaconato feminino poderiam vir dos sacerdotes, dos diáconos e dos leigos que se opõem à ideia, além de alguns católicos que temem que possa originar um aumento nos pedidos de abertura para o sacerdócio feminino.

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