Sínodo, Bassettiː o documento final vai falar de forma exaustiva da questão dos abusos

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26 Outubro 2018

O Sínodo sobre os jovens está elaborando os últimos acertos do documento final que será votado na tarde de sábado. O primeiro rascunho do documento final foi apresentado e entregue ao plenário na manhã de 23 de outubro. Durante a reunião de ontem, a décima nona desde o início da assembleia em 3 de outubro, os padres sinodais, tanto de manhã como de tarde, apresentaram as emendas ao texto. No total foram 82 intervenções. Uma vez que as emendas tenham sido inseridas, a comissão para a preparação do relatório final retomará o texto na amanhã de sexta-feira. O documento será apresentado em sua versão final sábado de manhã na plenária e será votado na tarde de sábado, véspera da conclusão do Sínodo com uma missa celebrada pelo Papa no domingo em São Pedro. Na sexta-feira à tarde os padres elegerão os membros do novo conselho ordinário do Sínodo.

A reportagem é de Iacopo Scaramuzzi, publicada por Vatican Insider, 25-10-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.

No texto ainda não definitivo aparecem os primeiros detalhes. Como já havia antecipado o cardeal Reinhard Marx, o texto previsivelmente conterá, entre outras coisas, uma passagem sobre os abusos sexuais contra menores. "Fala-se sobre isso de maneira exaustiva", disse o cardeal Gualtiero Bassetti, presidente da Conferência Episcopal Italiana, que falou na quinta-feira no briefing diário na Sala de Imprensa do Vaticano. "Não se pode dizer que toda a Igreja" tenha cometido abusos, "é uma parte mínima" dos sacerdotes e religiosos, "mas não se pode dizer, ‘que por ser uma mínima parte não diga respeito à Igreja’, que é um corpo, e se um membro sofre todo o corpo sofre”, disse o arcebispo de Perugia. "É todo o organismo da Igreja, à frente o Santo Padre, nós bispos, todos nós sofremos com o que aconteceu".

Quanto aos bispos italianos, "em novembro, em uma assembleia de quatro dias, discutiremos a fundo sobre esse tema". As orientações estão "em via de preparação" e, em fevereiro, lembrou Bassetti, todos os presidentes das Conferências Episcopais do mundo são convocados pelo Papa. "É necessário clareza, dentro dos limites do respeito da instituição, é necessário uma colaboração plena com as autoridades civis e judiciárias", ou seja, a "máxima colaboração desde que, obviamente, não vá contra os deveres de consciência: se alguém fez para mim uma confissão sacramental sou vinculado eticamente, eu um faria um dano ainda pior que a pedofilia (ao revelar o que foi dito no confessionário, ndr), isso significaria que ninguém estaria garantido no foro interno: mas, com a máxima discrição tentaremos colaborar, respeitando as normas, em tudo o que for possível.” E, inclusive, "é particularmente importante a prevenção: a nova orientação dos seminários é bem estabelecida e com todas as ferramentas das ciências humanas devem ser avaliados aqueles que se candidatam à vida sacerdotal e religiosa. Não basta condenar o que aconteceu, mas acredito que a Igreja está realmente implementando todos os meios para prevenir".

Sobre o mesmo tema o cardeal Arlindo Gomes Furtado, bispo de Santiago de Cabo Verde, disse que "na família se encontra a causa e a cura de tudo, com a ajuda dos especialistas": "Alguns especialistas dizem que as causas dos abusos estão na família, nas relações entre pais e filhos, e a investigação científica, psicológica e psicoterapêutica ajudarão no futuro a tomar medidas para que as relações familiares tenham a possibilidade de desenvolver personalidades equilibradas. Normalmente, os abusadores foram abusados quando crianças ou tiveram um relacionamento desequilibrado com o pai ou a mãe, e isso precisa ser aprofundado. Devemos enfrentá-lo com realismo, espírito aberto e ajudar a humanidade a libertar-se desse terrível flagelo".

Para o cardeal Bassetti, em geral, o Sínodo "ensina muito: acolher os problemas dos nossos jovens, os problemas expostos tanto por eles como pelos bispos, e também o discernimento e as propostas. Temos o Evangelho, temos um jovem que se chama Jesus, e nós podemos propô-lo a todos os jovens, pela forma como ele viveu, como ele falou, como ele se comportou, como ele deu a sua vida, como ele amou a humanidade: esse é o nosso tesouro. Claro - acrescentou Bassetti - não basta mais uma doutrina, um ensinamento, os jovens querem principalmente um testemunho e ficando conosco nos ajudam: ou somos testemunhas confiáveis ou aqui tudo desmorona".

Perguntado por jornalistas à margem do briefing, o Presidente da CEI também expressou uma opinião sobre a decisão do Tribunal Constitucional sobre o caso de Fabiano Antoniani, conhecido como DJ Fabo, que deu um ultimato ao parlamento para que preencha, dentro de um ano, com normativas adequadas, "o vazio da tutela constitucional" sobre o fim da vida: "Eu não posso dar uma resposta precisa, porque não tive oportunidade de estudar a fundo o problema, eu só vi as manchetes nos jornais, mas eu faço uma observação geral" ele explicou. "A lei que foi feita sobre o fim da vida não é totalmente clara, de modo que o fato de serem precisas explicitações parece-me bastante lógico. É preciso respeitar o doente, mas também é necessário que o médico tenha grande participação, porque os pacientes, como já vi, quando chegam ao fim da vida não pensam mais como dez anos antes. Aconteceu-me pouco tempo atrás, em um hospital, que um doente terminal, e ele sabia de sua situação e não sei o que tinha decidido em seu testamento em vida, disse: "Doutor, me ajude a viver um pouco mais para que eu possa ver o exame do meu netinho.” Há um desejo de viver, não de morrer, são exceções os casos contrários, e se alguém em desespero fosse levado por esse desejo é tarefa da Igreja, como diz o Papa, acompanhar e ser bons samaritanos até o fim: a solidão leva a determinadas decisões. Acompanhar, e também é possível melhorar: nenhuma lei é perfeita - concluiu Bassetti - o que pode ser melhorado, que seja feito".

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