Os padres sinodais já discutem o documento final, onde há referências à "comunidade LGTB"

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24 Outubro 2018

Os padres sinodais já discutem o documento final, cuja redação foi entregue esta manhã e na qual, segundo confessou o cardeal Tagle, "o tema da chamada comunidade LGTB está presente".

A reportagem é de Jesús Bastante, publicada por Religión Digital, 23-10-2018. A tradução é de Graziela Wolfart.

"Salientou-se o estilo de acolhida para todos, sem distinções. Ao mesmo tempo, há requisitos a cumprir quando se fala de outras questões, por exemplo, dos seminários", destacou o presidente da Cáritas Internacional durante o tradicional briefing, no qual Paolo Ruffini confirmou que o Sínodo recebeu "com um longo aplauso" a apresentação do esboço do documento final.

Um esboço que contou, no último dia, com um colaborador especial na comissão que se encarregou da redação. Ninguém mais, ninguém menos do que o Papa Francisco, que fez uma visita surpresa nesta terça-feira à tarde.

Os 12 membros da comissão encarregada de escrever o documento final do Sínodo dos Bispos sobre “os jovens, a fé e o discernimento vocacional” tiveram ontem à tarde uma boa surpresa. Estavam trabalhando no esboço do texto, quando o papa Francisco apareceu de forma inesperada para vê-los.

Segundo revelou nas redes sociais o australiano Peter Andrew Comensoli, arcebispo de Melbourne e representante da Oceania neste grupo de trabalho, Jorge Mario Bergoglio esteve "escutando" as deliberações da comissão. "Uma coisa é ter um debate intenso com irmãos bispos. Outra completamente diferente é ter o Papa tomando notas enquanto falas. ‘Que espetáculo!'", comentou Comensoli.

Nesta terça-feira, os padres sinodais e auditores conheceram tanto o esboço da declaração final da assembleia como o da carta aos jovens de todo o mundo.

Depois da apresentação de ambos os textos, amanhã, quarta-feira, e na quinta-feira, as sessões se dedicarão a debater sobre o documento final, em relação ao qual os padres sinodais podem apresentar as propostas de modificação que considerem oportunas.

Na sexta-feira se escolherá a composição do próximo Conselho do Sínodo enquanto que o sábado será dedicado às últimas intervenções, à leitura do documento e sua votação ponto por ponto. A assembleia terá sua coroação com a publicação do texto final e com a missa de encerramento que o pontífice presidirá no domingo, na Basílica de São Pedro, do Vaticano.

Enquanto se preparam para discutir, e depois votar, o documento final, os padres realizarão uma peregrinação do Parque de Monte Mario até São Pedro, uns 6 quilômetros pela Via Francígena, cujo último trecho também é conhecido pelo nome de Rota de São Francisco de Assis ou Caminho Franciscano, que percorre parte de Europa até Roma.


Segundo informou o prefeito do Dicastério para a Comunicação do Vaticano, Paolo Ruffini, os padres sinodais caminharão um pequeno trecho deste caminho de peregrinação de origem medieval na quinta-feira, três dias antes da finalização do Sínodo.

A Via Francígena é a rota de peregrinação europeia mais percorrida na atualidade; de origem medieval, mas revitalizada recentemente, cruza o velho continente de norte a sul, desde a catedral de Canterbury, na Inglaterra, até Roma, cruzando a França e parte da Suíça.

"O Sínodo é para mim como uma escola: os jovens nos ensinaram muito com seus testemunhos. Devemos ser humildes, escutar de verdade as experiências dos jovens. Graças a eles, coloquei em cheque muitas das minhas ideias", culminou Tagle.

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