Estados Unidos. Donald Wuerl escreve aos sacerdotes: discutirei minha renúncia com o Papa

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13 Setembro 2018

No encontro que teve com o Papa Francisco, há alguns dias, foi convidado a discutir com franqueza sobre a situação com seus sacerdotes. Agora, o cardeal Donald Wuerl, arcebispo de Washington, que completará 78 anos em novembro, escreveu ontem, terça-feira, 11 de setembro de 2018, aos sacerdotes de sua diocese para lhes anunciar que pretende viajar novamente a Roma, em breve, para discutir com o Pontífice sobre sua renúncia.

A reportagem é de Andrea Tornielli, publicada por Vatican Insider, 12-09-2018. A tradução é do Cepat.

Wuerl foi nomeado arcebispo de Washington por Bento XVI, em 2006, depois que este último aceitou, no mesmo ano, a renúncia do então cardeal Theodore McCarrick (abusador em série de seminaristas e punido duramente pelo Papa Francisco, após uma fundamentada denúncia de abuso contra um menor em Nova York, durante os anos 1970).

O relatório do Grande Júri da Pensilvânia, publicado em meados de agosto, cita-o por não ter atuado corretamente em relação a alguns sacerdotes pedófilos, durante os anos em que era bispo de Pittsburgh, ainda que reconheça que atuou bem em outros casos. O relatório contém as histórias de 301 sacerdotes pedófilos e de ao menos mil vítimas. Todos estes crimes foram verificados em um arco temporal de sete décadas nas dioceses do estado norte-americano. Após sua publicação, cresceu, não somente na opinião pública, mas também entre o clero de Washington, o pedido para que Wuerl renuncie. Ele também é um dos alvos do “comunicado” assinado por Carlo Maria Viganò, um texto a partir do qual o ex-núncio pediu a renúncia do Papa Francisco. Segundo Viganò, Wuerl não atuou como deveria com seu predecessor McCarrick.

Há alguns dias, Wuerl foi recebido em particular pelo Papa e a audiência não foi incluída nas audiências públicas. O resultado do encontro foi o convite a um discernimento comum com o clero diocesano. Ao voltar a Washington, Wuerl se reuniu com uma centena de sacerdotes e alguns deles fizeram duras e críticas observações.

Sobre a audiência reservada, que não apareceu na agenda oficial do Pontífice, publicada pela Sala de Imprensa vaticana, o próprio cardeal deu notícias durante o encontro com os sacerdotes, a quem revelou que havia pedido um conselho ao Pontífice e lhe perguntou se deveria consultar seus sacerdotes sobre seu futuro.

Ontem, divulgou uma nova carta ao clero, com a qual o purpurado anunciou que viajará outra vez a Roma para discutir com o Papa sobre sua quase iminente renúncia. “Na segunda-feira, 3 de setembro, antes de nosso encontro anual pelo Labor Day, tivemos a oportunidade de rezar juntos e de acordo com o que havia pedido nosso Santo Padre o Papa Francisco, para que discerníssemos qual era a melhor decisão que eu poderia tomar, enquanto enfrentamos novas revelações sobre a extensão do horror dos abusos clericais contra menores e dos fracassos dos bispos na vigilância”.

O problema, continua a carta de Wuerl, “é como começar de maneira eficaz um percurso para alcançar um novo nível de cura para os sobreviventes que sofreram tanto e para os fiéis que nos foram encomendados, mas que também foram feridos pela vergonha destas terríveis ações e duvidam sobre as capacidades de seu bispo para se ocupar adequadamente da situação”.

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