Istambul, no encontro entre Kirill e Bartolomeu, o destino da Igreja Ucraniana

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31 Agosto 2018

O mundo ortodoxo prende a respiração para a anunciada visita do Patriarca de Moscou Kirill (Gundjaev) ao Patriarca Ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu (Archontonis), prevista para 31 de agosto, em Istambul. O encontro deveria esclarecer a questão da autocefalia da Igreja Ortodoxa Ucraniana, que será discutida oficialmente no Sínodo da Igreja de Constantinopla no início de outubro.

A informação é de Vladimir Rozanski, publicada por AsiaNews, 29-08-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.

No entanto, sinais contraditórios estão vindo de ambientes próximos ao patriarcado de Moscou e, portanto, ainda há incertezas sobre a efetiva realização desse encontro. Também em Istambul há o temor de uma renúncia no último momento por parte da delegação russa, como como aconteceu para o Sínodo Pan-Ortodoxo de 2016, em Creta. A visita de Kirill seria parte de um intenso programa sinodal na Fanar, a sede de Bartolomeu na metrópole turca; em de 30 de agosto reúne-se o Sínodo em sessão extraordinária, e em 1 de Setembro será realizada a assembleia geral (Megale Sinaxis) para analisar os pedidos de autocefalia da Macedónia e Ucrânia, mas também para avaliar as posições dos russos.

Em uma das reuniões anteriores, em Montenegro em 2013, Bartolomeu e Kirill concordaram com as regras da cooperação interortodoxa e relações mútuas entre Moscou e o Fanar, mas a recusa inesperada de participar no Concílio de Creta, em seguida, retornou a relação a um estado de tensão contínua. Em Creta, participaram 10 das 14 Igrejas ortodoxas, e a ausência dos russos evitou que fosse possível tratar da questão da autonomia ucraniana, uma questão já presente antes dos levantes do Maidan em Kiev no ano seguinte.

A tensão foi agravada nos últimos meses, por causa das tentativas desajeitadas de alguns emissários de Moscou, no mundo diplomático e empresarial, de instigar a Igreja da Grécia contra o patriarcado ecumênico, utilizando também a grande influência dos russos sobre os mosteiros do Monte Athos. As manobras não produziram o resultado desejado, aliás, provocaram a irritação de Atenas contra Moscou, apesar dos problemas históricos dos gregos com a sede patriarcal na Turquia.

Novas tensões foram percebidas no mês passado, quando o Patriarca Kirill expressou seu desapontamento por não poder participar nas festividades em Kiev para os 1030 anos do Batismo da Rus'. Naquele caso, foi Bartolomeu a desistir no último momento da participação prevista, enviando em seu lugar o metropolita de Gália, Emanuele (Adamakis), exarca de Constantinopla, na França. Ele interveio nas solenidades de Kiev afirmando que o patriarcado ecumênico "não deixará seus filhos ucranianos sem defesa e à mercê do destino. O patriarca ecumênico não pode permanecer cego e mudo diante das solicitações sinceras feitas a ele por mais de um quarto de século", referindo-se ao status da Ucrânia desde o fim da dependência soviética. O metropolita anunciou então quase explicitamente a proximidade do Tomos de autocefalia: "Os fiéis da Igreja Ucraniana e seus líderes têm o direito ao próprio lugar entre as Igrejas Ortodoxas."

O panorama ortodoxo, portanto, não seria favorável a Moscou, e os temores de um fracasso poderiam, portanto, levar Kirill a renunciar ao encontro. Sua realização, em vez disso, seria um fato notável, para encontrar a fórmula capaz de satisfazer todas as partes. O Tomos poderia ser concedido para a Macedônia, que aguarda desde o fim da Jugoslávia com problemas semelhantes à Ucrânia em relação aos vizinhos sérvios e gregos, proporcionando um possível modelo para a solução definitiva da crise eclesiástica na Ucrânia.

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