Encontro no final de agosto entre Kirill e Bartolomeu, uma ocasião em risco

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11 Agosto 2018

O patriarca de Moscou, Kirill, se prepara para visitar em Constantinopla seu irmão Bartolomeu, patriarca ecumênico de Constantinopla, “primus inter pares”, entre os líderes das Igrejas ortodoxas. O encontro será no próximo dia 31 de agosto, véspera do Sínodo “estendido” do Patriarcado ecumênico, que se reúne uma vez a cada três anos e do qual participam também as Igrejas da diáspora ortodoxa que se encontram sob a jurisdição direta da “Igreja mãe” de Constantinopla.

A reportagem é de Gianni Valente, publicada por Vatican Insider, 07-08-2018. A tradução é de Graziela Wolfart.

O encontro do final de agosto (antecipado por um sítio grego de notícias religiosas) poderia representar uma mudança em relação ao “caso ucraniano” que há tempo está pondo a duras provas as relações entre as Igrejas ortodoxas, chamadas a se pronunciar na disputa canônico-eclesiológica em curso entre as sedes de Moscou e de Constantinopla sobre o futuro da ortodoxia na Ucrânia.

Naquele país, setores políticos e eclesiásticos pedem com insistência que o Patriarcado de Constantinopla ofereça seu apoio canônico em reconhecimento a uma Igreja ortodoxa nacional, completamente independente do Patriarcado de Moscou. Entretanto, os maiores expoentes da ortodoxia russa (como o metropolita Hilario de Volokolamsk) preveem que “se derramará sangue" se crer-se efetivamente em uma Igreja ortodoxa independente, fortemente apoiada pela atual cúpula política de Kiev. Consumaria-se, desta maneira, uma ruptura que tiraria da Igreja de Moscou a jurisdição sobre as dioceses e as paróquias que atualmente pertencem à Igreja ortodoxa ucraniana, vinculada a um estatuto de autonomia ao Patriarcado moscovita.

A agenda e as táticas políticas

A intromissão sobre o iminente encontro entre Bartolomeu e Kirill foi confirmada por ambos os Patriarcados. Mas também nos comunicados que confirmam a notícia se notam tons e matizes diferentes. De Constantinopla / Istambul informam que o pedido do encontro veio de Moscou, que o patriarca Kirill acompanhará uma delegação, na qual estará o metropolita Hilario e que as conversas giravam em torno da questão da Igreja ortodoxa na Ucrânia (incluindo o pedido recebido pelo Patriarcado de Constantinopla de reconhecer sua autocefalia). O metropolita Elpidóforo de Bursa, bispo do Patriarcado ecumênico, declarou também que os representantes do Patriarcado de Moscou terão que dar explicações sobre as polêmicas que alguns setores da Igreja de Moscou criaram contra expoentes do primeiro escalão do Patriarcado ecumênico, começando por Bartolomeu. A confirmação do encontro por parte de Moscou parece muito mais simples: o porta-voz oficial do patriarca (o sacerdote Alexander Volkov) e o porta-voz do Departamento de relações exteriores (o presbítero Nikolay Balashov) confirmaram que será realizado o encontro, mas indicaram que ainda está se definindo a programação.

Os diferentes tons utilizados nos comunicados parecem confirmar as táticas midiáticas e de política eclesial que têm dominado o cenário de afrontamento à questão ucraniana. Nas últimas semanas o Patriarcado ecumênico, fazendo valer suas prerrogativas de “Igreja mãe” da ortodoxia, convidou seus representantes para visitarem os líderes das demais Igrejas ortodoxas (inclusive a Igreja russa) para identificar as principais posturas dentro da ortodoxia em relação à hipótese da concessão da autocefalia (plena independência) a uma Igreja nacional na Ucrânia. Os resultados desta pesquisa particular não foram divulgados, mas os meios de comunicação russos vinculados ao Patriarcado de Moscou, enquanto isso, evidenciaram amplamente as declarações de altos hierarcas ortodoxos (como o patriarca Theodosio de Alexandria ou os representantes da Igreja ortodoxa em Georgia) que criticam as “pressões políticas” confirmadas para favorecer o reconhecimento de uma Igreja ortodoxa ucraniana independente.

Também as recentes celebrações pelos 1030 anos do chamado Batismo da Rus’ (ato inicial que marcaria a conversão ao cristianismo por parte dos eslavos orientais) se transformaram em uma ocasião para definir as diferentes sensibilidades, das diferentes Igrejas e comunidades ortodoxas, em relação à questão ucraniana. Uma delegação do Patriarcado ecumênico de Constantinopla (guiada pelo metropolita Emmanuel de Francia), convidada pelo presidente ucraniano Petro Poroshenko, participou das celebrações pelo Batismo da Rus’ que aconteceram em Kiev. Emmanuel entregou a Poroshenko uma mensagem do patriarca ecumênico, na qual Bartolomeu escreveu, entre outras coisas, que a Sede de Constantinopla, em virtude de sua tradicional preocupação pela unidade dos cristãos ortodoxos e pela superação de cismas e divisões, “tomou a iniciativa de restaurar a unidade dos crentes ortodoxos da Ucrânia, com o objetivo de conceder a autocefalia à Igreja ucraniana”.

Nos mesmos dias, em Moscou, durante as celebrações pelos 1030 anos do Batismo da Rus’ organizadas pela Igreja ortodoxa russa, participaram representantes de 10 Igrejas ortodoxas, inclusive o patriarca Theodoro de Alexandria e de toda a África. Os meios de comunicação próximos ao Patriarcado de Moscou mencionaram que todos os representantes das Igrejas ortodoxas presentes expressaram apoio à Igreja ortodoxa russa e à Igreja ortodoxa canônica ucraniana vinculada a Moscou, contra as pretensões de independência, apoiadas por grupos “ucranianos cismáticos”.

Grandes contrastes

Há pouco tempo, o Patriarcado ecumênico e o Patriarcado de Moscou viveram períodos difíceis e de “curto circuito” em suas relações bilaterais por controvérsias e polêmicas envolvendo questões de jurisdição sobre Igrejas e comunidades ortodoxas presentes nos territórios ex-soviéticos. Até agora sempre encontraram uma forma de chegar a um acordo. A tentativa desastrada do Patriarcado de Moscou de boicotar o Concílio pan-ortodoxo convocado pelo Patriarca Bartolomeu em Creta, em 2016, aumentou as tensões. Agora, a questão ucraniana poderia contaminar as feridas já abertas no tecido de comunhão que mantém unidas as Igrejas ortodoxas, sobretudo sem as táticas de política eclesial e com as demonstrações de força que continuam se impondo sobre os critérios de discernimento autenticamente eclesiais e pastorais.

Uma boa ocasião para retomar o caminho certo poderia ser precisamente a ideia de recomeçar o Sínodo pan-ortodoxo de Creta: retomar o caminho a partir daí, recompondo o consenso e a unidade eclesial em torno deste evento que o Patriarcado de Moscou continua sem reconhecer como reunião pan-ortodoxa. Apesar de todos seus limites, aquele encontro representou um bom começo de confronto e comunhão entre as Igrejas ortodoxas diante das urgências e dos problemas encontrados pelo caminho, tanto no presente como nos tempos que virão.

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