Patriarca Kirill: A verdadeira fé derrota o terrorismo. Ilarion: Impossível a unidade com os católicos

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03 Maio 2018

Em sua visita à Albânia, o patriarca ortodoxo de Moscou defendeu a unidade das igrejas cristãs para desarmar o radicalismo de caráter religioso. No mesmo dia, o seu colaborador mais próximo, Ilarion, esfriou o entusiasmo ecumênico. Entre católicos e ortodoxos existe uma fé comum, mas muitas "contradições e desentendimentos", como o trabalho do cardeal Stepinac e dos grego-católicos (Uniatas).

A informação é de Vladimir Rozanskij, publicada por AsiaNews, 02-05-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.

O chefe da Igreja Ortodoxa Russa, o Patriarca Kirill (Gundjaev), esteve de 28 a 30 de abril em visita oficial à Albânia, onde foi recebido pelo arcebispo de Tirana Anastas (Janullatos), guia dos ortodoxos do País das águias. Kirill e Anastas, que por muito tempo foi missionário ortodoxo na África, também estão em estreitas relações de amizade há mais de 50 anos, e a visita transcorreu em um ambiente muito descontraído.

O Patriarca russo declarou-se "impressionado" com o crescimento da Igreja na Albânia, que atinge cerca de 7% da população.

De acordo com Kirill, a coisa mais importante não é apenas a construção de novas igrejas e mosteiros, as atividades sociais e educacionais, mas o fato de que "a Igreja albanesa é hoje capaz de falar com o próprio povo em uma linguagem que ele pode compreender, entendendo o que é o cristianismo na história". Em uma entrevista concedida à TV albanesa em 29 de abril, o Patriarca russo respondeu a algumas perguntas, incluindo sobre a importância da religião na luta contra o terrorismo e o radicalismo. Ele afirmou que "não há outro argumento além do religioso, que seja capaz de desarmar o fundamento ideológico do radicalismo e do terrorismo. Se os radicais fazem apelo para as verdades religiosas e usam ideais religiosos para justificar as próprias ações extremistas, então somente a verdadeira religião poderá refutá-los, através da intervenção de suas organizações religiosas".

Perguntado se a religião deveria se interessar pela política, Kirill lembrou que "religião e política não podem ser dois lados da mesma moeda". São fenômenos de ordem distinta: a política é o meio de governo das massas e dos povos, dos Estados e entre os Estados. A religião, por outro lado, de acordo com o patriarca, ocupa-se da alma das pessoas, de sua consciência e moralidade. Apesar disso "a Igreja tem o direito de dar uma avaliação moral da política, para proteger os fiéis e todos os homens da ação dos políticos que podem levar a danos morais e materiais." O patriarca de Moscou destacou a grande unidade entre as Igrejas da Rússia e da Albânia, apresentando os melhores votos para o povo albanês, num período da história "em que a civilização está acontecendo de maneira tumultuada, passando por numerosas crises" e, por isso, é fundamental que as pessoas mantenham a própria "integridade".

No mesmo dia 29 de abril, em uma entrevista à televisão Rússia 24, o seu principal colaborador, o metropolita Ilarion (Alfeev) afirmou que a unidade com a Igreja Católica, no entanto, é praticamente impossível. "Embora os fundamentos da nossa fé sejam os mesmos, e o símbolo da fé seja quase idêntico, os católicos têm uma concepção diferente do Espírito Santo", afirmou o prelado. Ele também insistiu sobre as divisões do último milênio "em que se acumularam muitas contradições e desentendimentos”. Ilarion declarou-se cético sobre as recentes declarações do Patriarca Bartolomeu de Constantinopla, segundo a qual a união entre os dois ramos do cristianismo é inevitável.

Como um exemplo da dificuldade desse processo, o metropolita lembrou a canonização dos santos, impossível de ser aceita por parte dos ortodoxos, citando a eventual canonização do cardeal croata Stepinac de Zagreb. Para os católicos, ele desfruta de uma reputação de santidade, enquanto para a Igreja Ortodoxa Sérvia ele é culpado de graves crimes durante a Segunda Guerra Mundial, tendo participado no genocídio do povo sérvio. Ilarion também citou as várias tentativas de união forçada dos ortodoxos com a Igreja Católica, e em especial a constante atividade anti ortodoxa dos uniatas na Ucrânia.

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