“O Sínodo pan-ortodoxo não será como o Vaticano II, mas há um grande desejo de unidade”. Entrevista com o metropolita Zizioulas

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Por: André | 27 Janeiro 2015

“O Sínodo pan-ortodoxo será dedicado à solução de alguns problemas internos das Igrejas ortodoxas. A Igreja católica, no Concílio Vaticano II, tinha ambições maiores. Mas o desejo de unidade é muito forte”. A afirmação é do metropolita Iohannis Zizioulas (foto), um dos teólogos vivos mais importantes, na conversa com o Vatican Insider no intervalo da cerimônia durante a qual recebeu o doutorado Honoris Causa da Universidade Católica de Milão, conferido pelo cardeal arcebispo da cidade, Angelo Scola, na qualidade de chanceler da faculdade teológica do ateneu, no sábado, 24 de janeiro. “É um privilégio poder presidir este solene ato acadêmico – disse Scola. Que seja mais uma expressão do caminho comum com o qual estamos comprometidos. O gesto que estamos realizando documenta a impossibilidade de estudar a teologia sem a presença de mestres e de uma escola”. Zizioulas pronunciou uma “lectio magistralis” dedicada ao valor da pessoa humana que deriva da Trindade. Foi uma conferência exemplar tanto por sua profundidade como pela clareza da exposição.

 
Fonte: http://bit.ly/18leiUp  

A entrevista é de Andre Tornielli e publicada no sítio Vatican Insider, 26-01-2015. A tradução é de André Langer.

Eis a entrevista.

Eminência, pode explicar qual é o objetivo do Sínodo pan-ortodoxo que acontecerá em Istambul em 2016?

O resultado mais importante, em primeiro lugar, é a própria realização deste Sínodo. Porque durante mais de mil anos não tivemos um Sínodo pan-ortodoxo. O evento em si mesmo é verdadeiramente importante. Em segundo lugar, devemos resolver alguns problemas internos: chegar a acordos sobre alguns problemas canônicos relacionados às nossas Igrejas, a autocefalia, a autonomia, etc. E, em terceiro lugar, teremos que nos manifestar sobre o estado em que se encontram as relações entre os cristãos e sobre os problemas do mundo moderno, relacionados, por exemplo, ao ser humano. Estamos preparando agora os documentos para o Sínodo de 2016. Este é o objetivo.

É possível comparar o próximo Sínodo pan-ortodoxo e o Concílio Vaticano II, com tudo o que este último representou para a história da Igreja católica?

O Concílio Vaticano II tinha ambições maiores em relação às nossas; nós temos objetivos muito mais modestos e não tomaremos decisões dogmáticas. O Vaticano II, ao contrário, assumiu decisões dogmáticas. Nós nos limitamos e nos concentramos nestes objetivos: resolver alguns problemas internos, específicos, que afetam as Igrejas ortodoxas e também tomar uma posição sobre a situação do mundo atual. Mas, nada mais.

Então, não se discutirá sobre o tema do primado do bispo de Roma...

Esta é uma discussão ainda aberta no diálogo teológico oficial entre os católicos e os ortodoxos; estamos esperando os resultados deste diálogo, e o Sínodo não poderá dizer nada oficial a respeito. Mas, obviamente, o Sínodo animará a prossecução deste diálogo. Esperamos ter outro Sínodo pan-ortodoxo dedicado a este argumento específico.

A recente viagem do Papa Francisco a Istambul, a visita ao Patriarca Ecumênico Bartolomeu I, as palavras de ambos destacaram o caminho percorrido e também o profundo desejo de unidade. Mas não faltaram algumas resistências internas...

Penso que o desejo de caminhar com passos velozes ao encontro da unidade é verdadeiramente forte. Mas os teólogos nos dividiram no passado, e agora devem nos unir; não podemos seguir sem eles. Devemos esperar que os teólogos cheguem a um acordo...

Então você não compartilha da brincadeira que o Patriarca Atenágoras fez no encontro com Paulo VI, e que o Papa Francisco retomou: “Coloquemos todos os teólogos em uma ilha para discutir. E nós vamos em frente”?

Não é possível; devemos continuar a estudar e dialogar, mas ao mesmo tempo continuar aproximando-nos uns dos outros, para que os nossos fiéis estejam unidos entre si antes que os teólogos, e isso já está acontecendo.

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