Um Concílio pan-ortodoxo em 2016. Artigo de Alberto Melloni

Revista ihu on-line

Diálogo interconvicções. A multiplicidade no pano da vida

Edição: 546

Leia mais

Cultura Pop. Na dobra do óbvio, a emergência de um mundo complexo

Edição: 545

Leia mais

Revolução 4.0. Novas fronteiras para a vida e a educação

Edição: 544

Leia mais

Mais Lidos

  • “A Conferência Eclesial da Amazônia é um banco de provas para a Igreja universal”. Entrevista com Dom David Martínez de Aguirre

    LER MAIS
  • Pico no Brasil em agosto e 88 mil mortes: as novas previsões sobre a pandemia

    LER MAIS
  • Por que um Jesus branco é um problema

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


10 Março 2014

Desde sábado, o caminho rumo a um sínodo "grande e santo" está mais seguro.

A análise é Alberto Melloni, historiador da Igreja, professor da Universidade de Modena-Reggio Emilia e diretor da Fundação João XXIII de Ciências Religiosas de Bolonha. O artigo foi publicado no jornal Corriere della Sera, 09-03-2014. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis o texto.

São muitos, no plano teológico e no político, os ingredientes de uma decisão epocal anunciada nesse sábado, em Constantinopla: em 2016, se reunirá o Concílio pan-ortodoxo que representa todas as Igrejas do Oriente cristão.

Há décadas, esperava-se essa convocação, a primeira depois do século VIII a ver reunidas não as Igrejas de um patriarcado, mas do mundo ortodoxo inteiro. Quando se iniciou a sua preparação, em 1976, o Oriente tinha sob os olhos a força de fidelidade e de profecia do Vaticano II. A política antirreligiosa soviética retardou o seu caminho, mas depois de 1989 a necessidade da Igreja Russa de fazer valer a sua força e a "sinfonia" com o Kremlin não se deu sem ondulações.

Mesmo recentemente, renomadas notas assinadas por "Nat Da Polis" explicaram na web: a discussão teológica sobre a função do "primeiro" colocaram em polêmica os grandes metropolitas como John Zizioulas ou Hilarion Alfeyev.

A escolha do Patriarca Bartolomeu de fixar para 2016 a data de abertura do Concílio pan-ortodoxo fixa, portanto, um termo de que todos sentiam a necessidade. No mundo atual, as grandes cicatrizes confessionais podem se tornar uma oportunidade de incêndios implacáveis: como os que se reabriram dentro do Islã entre sunitas, xiitas, wahabitas, alauítas, com consequências de sangue que poderia durar por muitas décadas. As fronteiras das Igrejas não são diferentes: as do Oriente cristão foram postos sob pressões na crise ucraniana.

No plano político, a Europa se equivocou ao ler uma crise que contrasta com o seu primeiro interesse principal, que é o da estabilidade dos seus próprios vizinhos: no plano teológico, ela mostrou que a exigência da unidade não é adiável eternamente. Além da agenda do Papa Francisco, agora ele se inscreve também na da ortodoxia.

Daqui a 2016, as tensões serão muitas, os riscos, sérios: mas, desde sábado, aquele caminho rumo a um sínodo "grande e santo" está mais seguro, chamado do qual o Patriarca Bartolomeu se tornou a voz mais audível.

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Um Concílio pan-ortodoxo em 2016. Artigo de Alberto Melloni - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV