Papa Francisco desafia executivos do combustível fóssil a agirem

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30 Junho 2018

Desafiando os executivos mundiais do petróleo a reconhecerem a urgente necessidade ambiental de transição rápida da extração e queima de combustíveis fósseis para a produção de energia limpa, o Papa Francisco os pede para levar em consideração que “a civilização necessita de energia, mas não que destrua o planeta”.

A reportagem é de Tony Magliano, publicada por National Catholic Reporter, 29-06-2018. A tradução é de Victor D. Thiesen.

Reunindo os principais nomes de algumas das maiores empresas de petróleo e gás do mundo - incluindo a Exxon Mobil, BP e Royal Dutch Shell - em uma recente conferência do Vaticano chamada "Transição de Energia e Cuidado para Casa Comum", o Papa disse aos CEOs que as necessidades energéticas de todos, especialmente os mais de 1 bilhão de pessoas sem eletricidade, devem ser supridas, mas de maneira que "evite a criação de desequilíbrios ambientais que resultem em uma deterioração e poluição à nossa humanidade, tanto agora como no futuro".

O pontífice pediu aos executivos para levarem em conta a relação da eliminação da pobreza e da fome ao "desenvolvimento sustentável de formas renováveis ​​de energia" a fim de substituir os combustíveis fósseis que estão contribuindo para um aumento perigoso nas temperaturas globais e prejudicando o meio ambiente, e assim, aumentando a pobreza.

"As temperaturas em todo o planeta continuam a tendência do aquecimento rápido que vimos nos últimos 40 anos", disse o cientista da NASA, Gavin Schmidt.

De acordo com a NASA, durante o século passado, a temperatura média da superfície terrestre aumentou cerca de 2 graus Fahrenheit - em grande parte devido ao aumento das emissões de gases do efeito estufa causadas pelo homem, como o dióxido de carbono.

Os últimos quatro anos foram os mais quentes já registrados desde 1880.

"Nossa casa comum", como Francisco gosta de chamar o planeta, está indiscutivelmente aquecendo, causando furacões, incêndios florestais, inundações, secas e ondas de calor mais frequentes e intensas.

O Santo Padre lembrou aos executivos do petróleo que o Acordo Climático de Paris assinado por 196 nações a fim de fazer mudanças necessárias e limitar o aquecimento global não está no caminho certo, além de que há uma preocupação real de que as emissões de dióxido de carbono e outros gases do efeito estufa ainda permaneçam perigosamente altos.

É importante notar que o presidente Donald Trump retirou os Estados Unidos do Acordo de Paris, apesar do fato de que historicamente os Estados Unidos colocaram mais gases de efeito estufa na atmosfera do que qualquer outro país, e é atualmente o segundo maior emissor de calor do mundo.

As nações pobres do mundo, que geraram a menor quantidade de gases do aquecimento global, são os países que mais irão sofrer. Aqui, Francisco lamenta:
“São os pobres que mais sofrem com os estragos do aquecimento global, por conta da crescente perturbação no setor agrícola, a insegurança da água e a exposição a eventos climáticos severos”.

A transição para energia limpa e acessível é um dever que temos com nossos irmãos e irmãs em todo o mundo.

Não pode haver renovação da natureza sem uma renovação da própria humanidade.

Em um apelo sincero aos líderes corporativos de petróleo e gás, o Santo Padre os pediu que colocassem suas habilidades e posições privilegiadas a serviço de duas grandes necessidades no mundo de hoje: o cuidado aos pobres e do meio ambiente.

Em aviso urgente para todos nós, Francisco concluiu: "Não há tempo a perder: recebemos a terra como uma horta do Criador e não devemos passá-la para as futuras gerações como um deserto".

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