Acordo de Paris. EUA pressionados a se juntar novamente aos países no combate à mudança climática

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14 Maio 2018

“A decisão do governo Trump de sair do Acordo de Paris, anunciada no ano passado, coloca o mundo em risco e todas as criaturas da Terra em perigo. Precisamos pressionar publicamente a Casa Branca e o Congresso para garantir que os Estados Unidos volte a se unir à comunidade mundial e trabalhar em conjunto com todas as nações para retardar o aquecimento global”, afirmar editorial da publicação National Catholic Reporter (NCR), 12-05-2018. A tradução é de Luísa Flores Somavilla.


Eis o editorial.

A Catholic Climate Covenant — uma coalizão que inclui a Conferência dos Bispos dos Estados Unidos, a Associação Católica de Saúde (Catholic Health Association), a Associação de Faculdades e Universidades Católicas (Association of Catholic Colleges and Universities), diversas ordens religiosas e congregações e muitos indivíduos — fez um grande trabalho desde que foi fundada, em 2006, para educar os católicos sobre questões ambientais e ajudar a colocar em prática a doutrina social católica sobre ecologia. Seu último esforço é a campanha "Catholics Are Still In", tem duas finalidades: pressionar o governo Trump a permanecer no Acordo de Paris e principalmente demonstrar o amplo apoio da Igreja Católica dos EUA ao pacto pelo clima e seus objetivos, independentemente do que é feito pela Casa Branca. Esta também é a força motriz por trás da campanha — que cidades, estados, empresas e outras organizações continuem trabalhando para reduzir as emissões de carbono.

O Acordo de Paris, adotado por 195 nações em dezembro de 2015, após anos de negociações, estabeleceu um quadro para atenuar os efeitos mais perigosos das mudanças climáticas reduzindo emissões de carbono e limitando o aumento da temperatura média global abaixo de 2 graus Celsius em comparação aos níveis pré-industriais. Cerca de 175 nações ratificaram o acordo, que conta com forte apoio do Vaticano e dos Bispos dos Estados Unidos.

O NCR defende a justiça ambiental há muito tempo. Em um editorial de 2014, declarava que a "mudança climática era o principal problema da Igreja pró-vida" (no artigo em inglês Climate change is church's No. 1 pro-life issue). A única coisa que mudou desde 2014 é que a situação piora a cada dia que o mundo não age para reduzir os gases de efeito estufa.

A decisão do governo Trump de sair do Acordo de Paris, anunciada no ano passado, coloca o mundo em risco e todas as criaturas da Terra em perigo. Precisamos pressionar publicamente a Casa Branca e o Congresso para garantir que os Estados Unidos volte a se unir à comunidade mundial e trabalhar em conjunto com todas as nações para retardar o aquecimento global.

Como parte da campanha, a Catholic Climate Covenant criou a Declaração Católica pelo Clima dos EUA (Catholic Climate Declaration), pedindo que grupos e instituições católicas assinem. Entre outras coisas, a declaração diz: "A mudança climática é uma questão moral urgente, porque compromete o futuro da nossa casa comum, ameaça a vida e a dignidade humana e soma-se às dificuldades já vivenciadas pelos mais pobres e mais vulneráveis nos Estados Unidos e no exterior".

A declaração é direta: "Na posição de comunidades, organizações e instituições católicas dos Estados Unidos, juntamo-nos com outras instituições de toda a sociedade estadunidense para garantir que o país continue sendo um líder global na redução das emissões. Convidamos o governo a participar da comunidade global e retornar ao Acordo de Paris".

O NCR apoia a campanha Catholics Are Still In da Catholic Climate Covenant e pede que os órgãos católicos apoiem a declaração católica pelo clima dos Estados Unidos.

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