Sínodo da Amazônia. “As florestas desaparecem porque o mundo rico quer comer carne”, denuncia bispo

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23 Outubro 2019

O bispo de Paramaribo (Suriname) criticou a “vida luxuosa do Ocidente” e suas consequências no planeta.

“As florestas desaparecem porque o mundo rico quer comer carne”. Essa foi a denúncia feita por Karel Martinus Choennie, bispo de Paramaribo, Suriname, durante a entrevista coletiva, 22 de outubro, na Sala de Imprensa da Santa Sé. Do mesmo modo, o bispo criticou a “vida luxuosa do Ocidente”, que chegou a colocar em risco a Amazônia, uma área crucial para a sobrevivência do planeta.

A reportagem é de Elena Magariños, publicada por Vida Nueva, 22-10-2019. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

“Essa economia mata: é injusta, porque a riqueza vai somente para o Ocidente e a pobreza fica conosco. Necessitamos de um novo tipo de economia baseada na solidariedade”, enfatizou, apontando ainda, que “há um estancamento a nível político e não há criatividade, no âmbito econômico, para mudar os estilos de vida”.

“A Igreja e todos nós temos a obrigação de educar para considerar seriamente a mudança climática e os problemas ecológicos”, continuou Choennie, destacando que “se aumentar o aquecimento global, a Amazônia desaparecerá”. “A mudança climática afeta a todos nós”, argumentou o bispo, dando ênfase à “correlação entre o aquecimento global do planeta e a incidência de furacões no Caribe”.

“Passará em todo o planeta”

Da sua parte, o presidente do Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM), o peruano Miguel Cabrejos, apontou que “o que passa na Amazônia vai acontecer em todo o planeta”, algo que “está comprovado desde o ponto de vista científico”. Do mesmo modo, recordando São Francisco de Assis, apontou que “já na Idade Média ele dizia irmã Mãe-Terra, e hoje há gente que se escandaliza por isso”.

Mesmo assim, Cabrejos assinalou que um dos eixos fundamentais deste Sínodo é “a reflexão sobre a dignidade da pessoa humana”, o que não se trata de uma novidade. O que é “audaz” é que agora “se quer fazer refletir sobre temas que são realmente existenciais”.

Na sessão também participou Judite da Rocha, coordenadora do Movimento dos Atingidos por Barragens, das quais assegurou que “não produzem energia limpa”. “Doenças mentais, depressão, suicídio” são as consequências que sofrem as populações amazônicas pela construção dessas centrais, que destroem povoados inteiros.

“Causam destruição à vida das populações locais: contaminam os rios, ameaçam a biodiversidade e toda a natureza”, assegurou da Rocha. “Matam a vida das pessoas que vivem nesses territórios. Antes da construção de uma represa havia uma cultura indígena, depois da construção da represa a população já não existe. Não recebemos ajuda, não nos compensam de maneira alguma”, destacou.

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