Indígenas norte-americanos apoiam indígenas amazônicos no Sínodo

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18 Outubro 2019

Enquanto o Sínodo dos Bispos sobre a Amazônia ouvia os apelos para defender os direitos dos povos indígenas da região e a terra que eles consideram sagrada, líderes indígenas do Canadá e dos Estados Unidos chegavam a Roma para apoiá-los.

A reportagem é de Cindy Wooden, publicada por Catholic News Service, 17-10-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Acompanhados por representantes das Conferências Episcopais dos seus países, os norte-americanos disseram no dia 17 de outubro que a luta pela justiça, pelo reconhecimento dos direitos territoriais e pela defesa da Terra une os povos indígenas da América do Norte, Central e do Sul.

A Ir. Priscilla Solomon, uma Ojibway e religiosa das Irmãs de St. Joseph Sault Ste. Marie, do Canadá, disse que os povos indígenas das Américas “têm um tipo muito semelhante de espiritualidade, visão, valores, que nos ensinam que tudo está interligado, não apenas as pessoas, os seres humanos. Nós fazemos parte da terra. A terra somos nós A água somos nós”.

A colonização também é uma experiência comum, disse ela, e que empobreceu os membros das Primeiras Nações e os nativos americanos, tanto material quanto culturalmente, já que suas línguas, costumes e espiritualidade foram frequentemente suprimidos.

O arcebispo Donald Bolen, de Regina, Saskatchewan, que acompanhou o grupo, disse que uma tarefa da delegação era examinar as “implicações do Sínodo para as nossas terras natais”, especificamente no que diz respeito ao tratamento dado aos povos nativos e aos desafios ecológicos presentes na América do Norte.

Mas também, segundo ele, “o modo como somos impactados pelo que está acontecendo na Amazônia” e “o modo como estamos envolvidos”, especialmente nos vínculos ou na propriedade de companhias de mineração e de outras empresas que extraem recursos, poluem a terra e as águas, e deixam populações inteiras mais afundadas na pobreza.

Rita Means, ativista de longa data e representante do conselho tribal da tribo Rosebud Sioux, em Dakota do Sul, disse aos repórteres que, como “mãe e avó”, ela se sente motivada a trabalhar pela justiça para o seu povo e pela proteção da Terra.

Assim como os indígenas amazônicos que tentam proteger suas terras da atividade de várias indústrias extrativas, como a mineração e a extração de madeira, disse ela, os Lakota Sioux e outros estão lutando contra a perfuração de suas terras para a construção de oleodutos.

“Algumas dessas indústrias extrativas são muito destrutivas da nossa terra natal”, afirmou ela. “Novamente, como mãe e avó, eu acho isso particularmente doloroso.”

Ela e seu povo “cuidam desse ‘continente-tartaruga’ (a Terra) há muitos séculos, e vê-lo sendo atacado de maneira tão cruel e destrutiva realmente me faz chorar no coração”, disse Means. “A Terra está clamando pela nossa assistência, e esse é um chamado que não podemos deixar de responder.”

Rodney Bordeaux, presidente da tribo Rosebud Sioux, disse que queria mostrar a solidariedade do seu povo aos indígenas da Amazônia, que estão experimentando “o que aconteceu conosco há 100 ou 120 anos”, quando algumas pessoas tentaram roubar as suas terras para extrair recursos. Para os Lakota, disse ele, “havia ouro nas colinas, e eles simplesmente roubaram a nossa terra”.

Solomon acha que a Igreja Católica não deve tentar converter os povos indígenas ao cristianismo, “mas, onde há abertura para conhecer a Cristo e os ensinamentos da Igreja, a Igreja precisa estar pronta para oferecer isso”.

Bordeaux disse que a Bíblia apresenta Jesus como alguém que se envolveu na vida das pessoas com quem se encontrava, então os cristãos deveriam se perguntar: “O que Jesus faria hoje? Ele ficaria à margem, quieto? Eu acho que sabemos a resposta, e a Igreja sabe a resposta”.

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