Bispos latino-americanos levantam a voz pela Amazônia

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23 Agosto 2019

A situação na região Pan-Amazônica, devastada por incêndios de proporções dantescas, especialmente no Brasil e na Bolívia, muitos dos quais foram causados, não por ONGs como o presidente brasileiro sugeriu, mas por aqueles que veem a Amazônia como uma despensa, pois eles estão localizados nas áreas conhecidas como a fronteira agrícola, em que o agronegócio está penetrando a floresta virgem em um ritmo desenfreado e com consequências dramáticas, não só para o meio ambiente, mas também para os povos que vivem lá, é realmente preocupante.

A informação é de Luis Miguel Modino.

As reações no mundo todo têm se somado às da Igreja latino-americana, que através do Conselho Episcopal Latino-Americano - CELAM, lançaram uma nota intitulada “Levantamos nossa voz pela Amazônia”, na qual dizem “queremos expressar nossa preocupação sobre a gravidade dessa tragédia que não só de impacto local, nem mesmo regional, mas de proporções planetárias”.

A reação ocorre no contexto do Sínodo para a Amazônia, cuja esperança "agora está manchada pela dor dessa tragédia natural". Nesse sentido, podemos dizer que a nova presidência do CELAM está decisivamente envolvida neste processo sinodal. De fato, seu presidente, dom Miguel Cabrejos, arcebispo de Trujillo, Peru, falou várias vezes a esse respeito nas últimas semanas. Junto com isso, convocaram uma reunião de estudo do Instrumentum Laboris, citado na nota, para os próximos dias 6 e 7 de setembro em Bogotá.

A nota mostra a proximidade do episcopado latino-americano "aos irmãos povos indígenas que habitam este amado território" e com eles querem "gritar ao mundo por solidariedade e por atenção imediata para acabar com essa devastação", por isso afirmam firmemente que "é urgente que os governos dos países amazônicos, especialmente Brasil e Bolívia, as Nações Unidas e a Comunidade Internacional adotem medidas sérias para salvar os pulmões do mundo”, algo urgente, porque até agora pouco ou nada foi feito. Muitas vezes por falta de meios, mas também por ineficiência ou complô com aqueles que provocaram essa catástrofe.

Não esqueçamos, como afirma a nota, que “o que acontece com a Amazônia não é apenas uma questão local, mas de alcance global. Se a Amazônia sofre, o mundo sofre”, o que é um apelo para aqueles que se sentem proprietários exclusivos de um território de particular importância para o futuro de todos. O esforço para destruir a Amazônia, uma atitude comum em quase todos os governos da região, pode ter consequências catastróficas, por isso o mundo deve reagir imediatamente.

As palavras do CELAM reforçam o que o Papa Francisco já disse no início de seu pontificado, onde pediu, por favor, “a todos os que ocupam posições de responsabilidade no campo econômico, político e social, todos os homens e mulheres de boa vontade: [que] sejamos guardiões da criação, do desígnio de Deus inscrito na natureza, guardiões do outro, do meio ambiente; não deixemos que os sinais de destruição e morte acompanhem o caminho deste nosso mundo”.

Eis a nota.

Levantamos a voz pela Amazônia

Inteirados dos terríveis incêndios que consomem grandes porções da flora e fauna no Alaska, Groenlândia, Sibéria, Ilhas Canárias e de maneira particular da Amazônia, nós bispos da América Latina e Caribe queremos manifestar nossa preocupação pela gravidade dessa tragédia que não somente é de impacto local, nem sequer regional, mas sim de proporções planetárias.

A esperança pela proximidade do Sínodo Amazônico, convocado pelo papa Francisco, se vê agora embaçada pela dor dessa tragédia natural. Aos irmãos povos indígenas que habitam esse amado território, expressamos toda nossa proximidade e unimos nossa voz à sua para gritar ao mundo pela solidariedade e a rápida atenção para deter essa devastação.

Já o Instrumento de Trabalho do Sínodo adverte profeticamente: “Na Selva Amazônica, de vital importância para o planeta, se desencadeou uma profunda crise por causa de uma prolongada intervenção humana, onde predomina uma cultura do descarte (LS 16) e uma mentalidade extrativista. A Amazônia é uma região com uma rica biodiversidade, é multiétnica, pluricultural e plurirreligiosa, um espelho de toda a humanidade que, em defesa da vida, exige mudanças estruturais e pessoas de todos os seres humanos, dos Estados e da Igreja. Essa realidade supera o âmbito estritamente eclesial amazônico, porque se enfoca na Igreja universal e também no futuro de todo o planeta” (Instrumentum laboris para o Sínodo da Amazônia, preâmbulo).

Urgimos aos governos dos países amazônicos, especialmente de Brasil e Bolívia, as Nações Unidas e à comunidade internacional para tomarem sérias medidas para salvar o pulmão do mundo. O que acontece na Amazônia não é um assunto somente local, mas sim de alcance global. Se a Amazônia sofre, o mundo sofre.

Recordando as palavras do papa Francisco, queremos “pedir, por favor a todos os que ocupam postos de responsabilidade no âmbito econômico, político, social, a todos os homens e mulheres de boa vontade: [que] sejamos custódios da criação, do desígnio de Deus inscrito na natureza, guardiães do outro, meio-ambiente; não deixemos que os sinais de destruição e de morte acompanhem o caminho desse nosso mundo” (Homilia do início do ministério Petrino, 19-03-2013).

Dom Miguel Cabrejos Vidarte, O.F.M
Arcebispo de Trujillo, Peru
Presidente

Cardeal Odilo Pedro Scherer
Arcebispo de São Paulo, Brasil
Primeiro Vice-presidente

Cardeal Leopoldo José Brenes Solórzano
Arcebispo de Manágua, Nicarágua
Segundo Vice-presidente

Dom Rogelio Cabrera López
Arcebispo de Monterrey, México
Presidente do Conselho de Assuntos Econômicos

Dom Juan Carlos Cárdenas Toro
Bispo auxiliar de Cali, Colômbia
Secretário-geral

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