Como a Igreja pode exaltar as mulheres? Elevando a festa de Maria Madalena à solenidade

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19 Julho 2019

Chegou a hora de elevar ainda mais a festa de Santa Maria Madalena a uma solenidade. Conceder a esta grande mulher igual dignidade à natividade de João Batista. Esta seria uma boa maneira de reconhecer João e Maria como os atores fundamentais no anúncio das Boas Novas da Salvação: o primeiro anunciando o Cordeiro de Deus para o mundo, e a segunda anunciando a Ressurreição aos apóstolos assustados.

O artigo é de Alvan I. Amadi, publicado por America Magazine, 16-07-2019. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

De acordo com o Evangelho, a primeira pessoa a encontrar o Cristo ressuscitado é a discípula mulher Maria, de Magdala, também conhecida como Maria Madalena. João reconta a incrível história na passagem do Evangelho proclamado na missa do Domingo de Páscoa: “E no primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu a pedra tirada do sepulcro” (João 20, 1).

Nada no Evangelho ocorre por mero acaso. É altamente significativo que em uma sociedade onde os homens detêm o poder na maioria de todos os aspectos da vida, Cristo tenha escolhido uma mulher para ser a primeira a vê-lo depois de sua ressureição e anúncio da Boa Nova aos seus apóstolos.

Ressaltando essa significância, três anos atrás, papa Francisco elevou a memória de Santa Maria Madalena, tradicionalmente celebrada em 22 de julho, ao status de festa. Dessa maneira, o Papa concedeu a dignidade para a celebração litúrgica de Santa Maria Madalena igual aos apóstolos, que são celebradas a cada festa (a Igreja tem uma hierarquia de celebrações de memória, festas e solenidade, respectivamente). Esse reconhecimento foi muito atrasado para uma mulher conhecida como a “apóstola dos apóstolos”, por São Tomás de Aquino.

O papa Francisco demonstrou com seu ato que a Igreja respeita a dignidade das mulheres. As mulheres formam uma ampla maioria de voluntárias, catequistas, educadoras religiosas, lideranças de formação da fé, sacristãs e exercem entre outras funções que fazem muito por nossa Igreja. Maria Madalena é mais qualificada para ser um exemplo e uma fonte de inspiração para elas. Na vida de Maria, nós vislumbramos “a grandeza do mistério da misericórdia”, como menciona o arcebispo Arthur Roche, secretário da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, em sua explicação sobre a decisão do Papa.

Nos últimos anos, tem sido muito falado sobre como apreciar melhor os dons que as mulheres trazem à Igreja e como melhor integrar a presença feminina nos processos de tomadas de decisão da Igreja. Papa Francisco frequentemente nos lembra que a igreja é “feminina” e tem repetidamente feito um chamado para uma teologia da mulher mais robusta.

Dadas estas conversas, chegou a hora de elevar ainda mais a festa de Santa Maria Madalena a uma solenidade. Concederia a esta grande mulher igual dignidade com a natividade de João Batista, que é liturgicamente observada como uma solenidade. Esta seria uma boa maneira de reconhecer tanto João como Maria como atores fundamentais no anúncio das boas novas da salvação: o primeiro anunciando o Cordeiro de Deus para o mundo e a segunda anunciando a ressurreição aos apóstolos assustados.

A solenidade de Santa Maria Madalena também proveria uma medida extra de encorajamento para todas as mulheres que trabalham nos ministérios da Igreja a serviço daquelas que estão nas periferias da sociedade.

Elevar a celebração de Maria Madalena ao grau de solenidade – fazendo-a a única mulher celebrada no Calendário Geral Romano, além de Maria, a mãe de Jesus – poderia ser um evento divisor de águas nos esforços do papa para destacar o inestimável papel desempenhado pelas mulheres na vida e missão da Igreja. Agora é tempo para as paróquias e escolas católicas devotarem mais tempo e recursos para nos educarem sobre Santa Maria Madalena e porque ela importa no grandioso projeto de Deus para salvação do mundo em e através de Cristo.

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