Mulheres na Igreja. Vozes que desafiam

Imagem: Pixabay

Por: Cleusa Maria Andreatta, Susana Rocca e Wagner Fernandes de Azevedo | 30 Junho 2019

Por ocasião da Festa de S. Maria Madalena, 22 de julho, o Instituto Humanitas Unisinos - IHU propõe uma série especial de textos, reflexões, filmes e outros materiais, preparando a celebração da festa e sua continuidade.

Esta programação quer contribuir no debate sobre o lugar das mulheres na vida da Igreja, através da publicação semanal de notícias especiais, de 1º de julho a 23 de setembro do corrente ano, sobre o assunto. Tomando como referência a Festa de Maria Madalena, Apóstola dos Apóstolos, no dia 22 de julho, ao longo de 12 semanas serão retomadas matérias anteriormente publicadas no sítio do IHU sobre mulheres cujo protagonismo e importância na vida e na história da Igreja vêm sendo recuperados nos últimos anos mediante o importante trabalho de pesquisadoras e pesquisadores em torno destas histórias esquecidas e postas à margem.


Madalena e o Ressuscitado, de Marko I. Rupnik. Detalhe do mosaico da igreja Os Santos Primo e Feliciano, em Vrhpolje, Eslovênia.

A recuperação e visibilização destas figuras de mulheres na vida da Igreja é uma importante contribuição para se pensar o lugar das mulheres na vida da Igreja.

As diversas matérias do IHU sobre Maria Madalena são uma contribuição na recuperação de sua importância enquanto Apóstola dos Apóstolos e na superação da imagem distorcida da prostituta, pecadora arrependida... Neste debate, destaca-se a importância do gesto do papa Francisco de elevar sua posição na liturgia da Igreja de memória a Festa, tanto para a recuperação do seu justo lugar na Igreja das origens e superação da distorção preconceituosa de sua identidade, quanto para reimpulsionar o debate sobre o lugar das mulheres na Igreja.

Maria Madalena e as Mulheres na Igreja. Vozes que nos desafiam

Maria de Magdala. Apóstola dos Apóstolos — Revista IHU On-Line Nº 489

A iniciativa do papa Francisco, de elevar a memória litúrgica de Maria Madalena, no dia 22 de julho, à festa, como dos Apóstolos, é profética. Segundo Lilia Sebastiani, teóloga italiana, a decisão “inscreve-se na teologia dos gestos, mais do que das inovações doutrinais, e será lembrada como dos aspectos mais significativos de seu pontificado". Segundo ela, isto "não somente é importante para a história do culto de uma santa, mas para o devir do anúncio Pascal”. Miriam de Magdala é o tema de capa desta edição da IHU On-Line.

Confira a revista na íntegra.

O Papa institui a festa de Maria Madalena


Noli me tangere, "Não me toques", de Giotto

Ela já existia no Missal Romano como obrigatória, mas agora Francisco a torna mais solene ao elevá-la ao mesmo nível das festas celebradas pelos apóstolos, para destacar a importância da primeira testemunha da ressurreição e o papel da mulher na evangelização. A data da celebração continuará sendo o dia 22 de julho.

A reportagem é de Andrea Tornielli e publicada por Vatican Insider, 10-06-2016. A tradução é de André Langer.

Disponível neste link.

 

As faces femininas num cristianismo sem véu. Entrevista especial com Elizabeth Johnson

“Corrigindo as coisas, podemos permitir que Maria Madalena surja como modelo de seguidora fiel, devotada do Senhor, e como liderança forte e independente na igreja primitiva”, pontua a teóloga.

Para muitos, Maria Madalena é a apóstola dos apóstolos, a grande anunciadora do Cristo ressurreto. Outros preferem não dar muita importância a essa figura, já que não se sabe muito sobre ela e o que se sabe ainda é atravessado por interpretações equivocadas. Apressadamente, pode-se concluir que essa personagem é encoberta pelos varões por simples machismo.

Elizabeth Johnson é professora de Teologia nos programas de graduação e pós-graduação da Fordham University, universidade jesuíta de Nova York, onde leciona Teologia sistemática e Teologia feminista. Integrante da congregação religiosa Irmãs de São José de Brentwood, é ex-presidente da American Theological Society e da Catholic Theological Society. Faz parte do Conselho Editorial dos periódicos Theological Studies, Horizons: Journal of the College Theology Society e Theoforum. Elizabeth também é autora de Ask the Beasts: Darwin and the God of Love (Bloomsbury, 2014).

Confira a entrevista.

 

Entre inverno e primavera, à espera de Maria de Magdala

Uma primavera atmosférica bizarra, este ano, com vislumbres felizes de verão e súbitas geadas invernais; e assim – para continuar com a comparação - nos parece a atual época da Igreja católica romana, atravessada por eventos luminosos, mas também travada por resistências, ou por pusilanimidade, no caminho da conversão ao Evangelho e da implementação substancial do Concílio Vaticano II. Sem pretender ser exaustivo, relatamos aqui e comentamos alguns dados que, parece-nos, confirmam nosso barômetro.

A reportagem é de Luigi Sandri, publicada por Confronti, 04-06-2019. A tradução é de Luisa Rabolini.

Disponível neste link.

 

Maria Madalena, o ícone que perpassou a história. Artigo de Alessandro Santagata


"Maria Madalena em êxtase", de Artemisia Gentileschi, 1623

“No imaginário veiculado pelas Escrituras e pela tradição, foi confiado a Maria de Magdala um papel de grande relevância: o fato de ter descoberto o sepulcro vazio de Jesus e ter anunciado a notícia da ressurreição aos discípulos (isso, naturalmente, em um processo de contínuo enriquecimento da trama já nos quatro evangelhos canônicos).”

A opinião é do historiador italiano Alessandro Santagata, professor da Universidade de Roma Tor Vergata, em artigo publicado por Il Manifesto, 28-02-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Disponível neste link.

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