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20 Fevereiro 2019

Para os sacerdotes pais, o Vaticano tem regras secretas internas. "Posso confirmar que essas diretrizes existem", disse o porta-voz do Vaticano Alessandro Gisotti ao New York Times. "É um documento interno", acrescentou Gisotti, explicando que aos padres pais é pedido para deixar o sacerdócio "para assumir a responsabilidade como pai, dedicando-se exclusivamente ao filho". O Nyt tomou conhecimento dessas diretrizes por Vincent Doyle, filho de um padre que criou um grupo de apoio chamado "Coping International".

A reportagem é publicada por La Repubblica, 19-02-2019. A tradução é de Luisa Rabolini

Doyle relata que a sua organização tem 50.000 usuários em 175 países diferentes. Doyle disse ao Nyt que tomou conhecimento dessas diretrizes em outubro de 2017, quando foram mostradas a ele pelo arcebispo Ivan Jurkovic, o enviado do Vaticano à ONU em Genebra. "Somos realmente chamados 'filhos dos ordenados’ - disse Doyle - fiquei chocado por eles terem uma expressão para isso".

A confirmação chega na véspera da cúpula do Vaticano sobre a proteção dos menores na Igreja, marcada para os dias 21 a 24 de fevereiro. Uma cúpula de quatro dias que prevê apresentações, discussões, vídeos e testemunhos com os presidentes de todas as conferências episcopais de cada parte do mundo. A iniciativa do encontro no Vaticano absolutamente inédita, desejada com força pelo Papa Francisco, terá sobre a mesa o tema extremamente delicado da pedofilia, dos abusos sexuais contra menores. O workshop será inaugurado pelo próprio Bergoglio, que fará uma breve introdução no primeiro dia das discussões.

O encontro, intitulado "A proteção dos menores na igreja", foi apresentado na Sala de Imprensa do Vaticano, enquanto justamente em frente, na Via della Conciliazione, alguns representantes de associações de vítimas dos abusos lançavam um apelo ao papa. "Pedimos que seja posta em prática a tolerância zero – foram suas palavras - cada padre culpado deve ser demitido do estado clerical e também os bispos que acobertaram devem ser expulsos da Igreja." A partir de quinta-feira, portanto, um "novo amanhecer" surgirá, como foi enfatizado várias vezes nesta terça-feira durante a apresentação.

Todas as apresentações, nove ao todo, também serão transmitidas ao vivo por streaming no site do Vaticano, no signo da transparência, um dos pontos-chave em que a reunião está centrada. "Os bispos devem assumir suas responsabilidades - explicou na conferência de imprensa o arcebispo de Chicago, cardeal Blase Cupich. Este é um ponto de virada. Não posso prometer que de hoje em diante não haverá mais abusos, mas as pessoas terão que responder pelo que fazem".

"Devemos romper esse código de silêncio", as palavras do Arcebispo de Malta, Mons. Charles Scicluna, há anos na linha de frente contra a pedofilia na Igreja, que, quando perguntado se o encontro possa se transformar em um buraco na água respondeu: "Nós nunca deixaremos de ter esperança que desta vez dê certo. Jamais devemos desistir de proteger a inocência dos nossos filhos, dos nossos jovens".

Durante os quatro dias de trabalho, também serão organizados encontros privados com as vítimas dos abusos. Os vídeos de seus depoimentos serão transmitidos inclusive antes dos relatos. Alguns deles, além disso, serão publicados on-line no site que vai acompanhar passo a passo a evolução do encontro e onde já estão disponíveis numerosos documentos que acompanham aquele que o próprio Papa Francisco chamou de um "ato de forte responsabilidade pastoral" para enfrentar a chaga da pedofilia, "um desafio urgente do nosso tempo".

Os problemas da Igreja são complexos, como evidencia inclusive o episódio do núncio em Paris, D. Luigi Ventura, que recebeu uma denúncia de assédio sexual e que nesta terça-feira viu chegar uma segunda acusação de igual teor: a segunda vítima, também nesse caso um funcionário da prefeitura de Paris, definiu o que fez Ventura como o "gesto habitual de um predador". Outra vítima fez um apelo ao Vaticano para revogar a imunidade diplomática que protege o núncio".

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