Austrália, investigações sobre o Cardeal Pell e um livro que lista os abusos sexuais

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19 Maio 2017

A polícia do estado australiano de Victoria está agora considerando a possibilidade de indiciar o cardeal George Pell - ex-arcebispo de Melbourne e Sydney e agora prefeito da Secretaria para a Economia do Vaticano - por acusações de abusos sexuais contra menores que remontam ao final dos anos 1970, quando ainda era sacerdote.

A informação é publicada por Il Secolo XIX, 17-05-2017. A tradução é de Luisa Rabolini.

A polícia confirma, em um comunicado do último dia 16, que recebeu uma notificação do Gabinete do Ministério Público referente às investigações sobre alegações de agressão sexual, objeto de uma prova documental apresentada pela própria policia.

O comunicado acrescenta que os investigadores levarão em consideração essa notificação, antes de formular acusações. O documento inclui as declarações de dois homens com mais de 40 anos de Ballarat, cidade natal de Pell, que o acusam de terem sido tocados de maneira imprópria enquanto brincava de jogá-los na água na piscina pública local.

Tais acusações haviam se tornado públicas em julho passado em uma reportagem do canal de TV nacional Abc conduzida pela jornalista investigativa Luoise Milligan, que divulga maiores detalhes no livro recentemente publicado The Cardinal: The Rise and Fall of George Pell (O Cardeal: A ascensão e queda de George Pell, em tradução livre). Em outubro, três funcionários da polícia de Victoria viajaram para Roma para interrogar Pell, que participou voluntariamente. A promotoria também examinou as evidências recolhidas naquela ocasião. De acordo com o livro publicado pela Melbourne University Press, Pell também teria abusado de dois coristas na catedral de Melbourne no final dos anos noventa e teria tido conhecimento das atividades de padres pedófilos sob a sua jurisdição bem antes de tê-lo admitido.

O cardeal rejeitou enfaticamente em várias ocasiões toda e qualquer alegação de abuso e encobrimento. Através de um porta-voz, ele solicitou um pedido de desculpas e retratação aos jornais Sydney Morning Herald e The Age, e à Guardian Austrália, por artigos que tratam do livro. Seu conteúdo é definido como "linchamento midiático".

"A decisão da editora de proceder com a publicação é uma flagrante tentativa de interferir com o curso da justiça. Ao contrário da Melbourne University Press, o cardeal não irá interferir com o curso da justiça, mas vai aguardar o resultado do devido processo antes de iniciar uma ação por difamação", declarou o porta-voz.

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