Austrália. Não há ordem para testar tendência à pedofilia em seminários

Revista ihu on-line

Cultura Pop. Na dobra do óbvio, a emergência de um mundo complexo

Edição: 545

Leia mais

Revolução 4.0. Novas fronteiras para a vida e a educação

Edição: 544

Leia mais

Ontologias Anarquistas. Um pensamento para além do cânone

Edição: 543

Leia mais

Mais Lidos

  • Opositores do papa: continuem assim

    LER MAIS
  • Papa Francisco condena perseguição antigay e está preocupado com “cura gay”

    LER MAIS
  • Católicos e anglicanos - Trabalhar juntos para bem da humanidade, diz secretário do Vaticano

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

15 Fevereiro 2017

O Vaticano tem direcionado os seminários católicos a avaliarem padres e irmãos aspirantes em termos de homossexualidade, mas não em termos de atração por crianças. Foi o que ouviu um membro da Comissão Real na Austrália.

A reportagem é de Rebekah Ison, publicada por Australian Associated Press, 14-02-2017. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

A Irmã Lydia Allen, que conduz avaliações em um seminário de Sydney, disse que achava que não era necessário haver um direcionamento para testar os que queriam entrar para o sacerdócio (ou para alguma ordem religiosa) por tendências sexuais a crianças, pois era simplesmente “óbvio” que ele deveria ser feito.

“Até onde sei, não há nada que diga: vocês devem avaliar isso”, disse a freira, doutora em psicologia, à Comissão Real para Respostas Institucionais ao Abuso Infantil em Sydney nesta terça-feira.

“Penso que é uma regra não dita. Não acho que precisa ser afirmada explicitamente, porque é tão óbvia”.

Allen falou que o Vaticano levou 13 anos para completar os documentos de 2005 que direcionam os seminários a avaliar os candidatos em termos de homossexualidade.
Segundo ela, na época havia um “grande problema” com gays que entravam nos seminários “para abusar outros e que entravam em relações homoafetivas com outros seminaristas” e menores de idade.

O frade franciscano David Leary disse que os seminaristas estavam “errando o foco” ao “patologizarem” a homossexualidade.

“O fato de alguém ser homossexual não impacta intrinsecamente sobre se a pessoa seria ou não um bom sacerdote ou irmão”, disse.

“Em vez disso, o que precisamos observar é a capacidade de compaixão e se uma pode, ou não, realmente sentir”.

Allen falou que um candidato provavelmente seria negado caso ela identificasse uma orientação homossexual “profundamente assentada” e em que a pessoa não quisesse mudar.

Peter McClellan, presidente da Comissão, perguntou: “E se um candidato revela uma orientação heterossexual profundamente assentada, o que acontece?”
“Ora, nunca ouvi que isso seria um problema”, respondeu a freira.

Leary disse não achar que a homossexualidade fosse uma barreira para se tornar membro da sua ordem religiosa, e que achava que o direcionamento do Vaticano quanto aos gays foi feito, em parte, porque a Igreja pensava que a homossexualidade estava ligada com casos de pedofilia.

A Comissão Real ouviu que a formação que muitos padres e religiosos consagrados receberam historicamente era inadequada para prepará-los para a vocação que aspiravam, e que deveria haver uma formação e supervisão continuada.

A audiência, que está investigando o que levou e permitiu a continuação de abusos sexuais infantis na Igreja Católica, continua.

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Austrália. Não há ordem para testar tendência à pedofilia em seminários - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV