Brasil pode subir com a disputa China X EUA. Mas “sua escada pode ser chutada” em pouco tempo. Entrevista especial com David Deccache

Foto: Correio Cidadão

Por: Ricardo Machado | Edição: João Vitor Santos | 21 Fevereiro 2019

A guerra comercial declarada pelos Estados Unidos contra a China abre um flanco que não é positivo para nenhuma das nações. “O conflito comercial se manifestou no início de 2018, quando o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a intenção de impor tarifas que poderiam chegar aos 50 bilhões de dólares às importações chinesas”, recorda o economista David Deccache em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line. Ele ainda destaca que os chineses deram uma resposta rápida e “impuseram tarifas de 25% sobre 128 produtos dos EUA, como soja, carros, aviões, carne e produtos químicos e, também, recorreram à Organização Mundial do Comércio - OMC contra as tarifas dos EUA para aço e alumínio”, além de outras sensações.

Como não é difícil de imaginar, nesse duelo de gigantes da economia global, há respingos nos países do sul ocidental e da própria Europa. “Uma guerra comercial entre as duas maiores potências do planeta tende a acirrar o comércio global de maneira significativa”, pontua Deccache. No caso do Brasil, num primeiro momento, essa disputa pode levar a nação a subir no grid da economia mundial. “Do lado das exportações para a China, isto é mais claro, já que os chineses estão taxando pesado bens primários americanos, como é o caso da soja e da carne, alguns dos itens mais importantes da nossa pauta exportadora”, explica. E acrescenta: “do lado das exportações para os EUA, também podemos obter algumas vantagens do conflito. Há a possibilidade de substituir produtos chineses nos EUA, principalmente em segmentos que já ocupamos mercados por lá, como nos setores de máquinas e equipamentos, artigos plásticos, autopeças, químicos, semimanufaturados de ferro ou aços, dentre outros”.

No entanto, adverte o economista, “já no longo prazo, o conflito, ao tornar a competição por mercados mais sofisticados ainda mais dura, poderá excluir de vez o Brasil da disputa pela fronteira da tecnologia global”. Ou seja, nessa “briga de titãs”, o Brasil deve estar preparado tanto em termos de tecnologias como em políticas econômicas que favoreçam esse desenvolvimento de uma indústria nacional de alta performance.

O problema, segundo Deccache, é que a equipe econômica de Paulo Guedes parece não ter essa mesma compreensão. Assim, “planeja caminhar no sentido inverso ao que está sendo adotado no resto do mundo”, uma vez que aposta num liberalismo que parece servir apenas aos grandes, especialmente os norte-americanos. “O argumento liberal que coloca na abertura externa o fundamento do desenvolvimento é uma forma de os países desenvolvidos chutarem a escada que usaram para que ninguém mais suba”, observa, ao lembrar do economista alemão Friedrich List. “Temer antes e Paulo Guedes agora, estão chutando a nossa própria escada. O nacionalismo dele é americano. EUA em primeiro lugar”, dispara.

David Deccache (Foto: Arquivo pessoal)

David Deccache é doutorando em Economia pela Universidade de Brasília - UNB e mestre em Economia pela Universidade Federal Fluminense - UFF. Também possui especialização em Processo Orçamentário Legislativo pela Câmara dos Deputados do Brasil. Atualmente é Assessor Técnico da área econômica na Câmara dos Deputados do Brasil, vinculado ao PSOL.

 

Confira a entrevista.

IHU On-Line – Quais têm sido os movimentos da China e dos EUA no xadrez econômico mundial?

David Deccache – Para responder à questão, vou fazer uma breve retrospectiva do desenrolar mais recente do conflito. Em janeiro de 2016, logo no início do seu mandato, Donald Trump afirmou, em reunião com o Conselho do jornal The New York Times, que iria impor uma taxação de 45% para as importações chinesas, algo bem alinhado com a sua promessa de campanha para o comércio exterior que girou em torno de propostas como “colocar os EUA em primeiro lugar”, trazendo de volta empregos e indústria para a “América”. Naquele momento já estava claro que uma guerra comercial entre EUA e China seria questão de tempo.

De forma mais explícita e concreta, o conflito comercial se manifestou no início de 2018, quando o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a intenção de impor tarifas que poderiam chegar aos 50 bilhões de dólares às importações chinesas. Para tal, Trump alegou que a China adotava práticas comerciais ilegais e não respeitava a propriedade intelectual. Além disso, em março de 2018, os EUA, mirando na China, impuseram tarifas de 25% sobre a importação de aço e 10% sobre o alumínio de diversos países (algumas nações, como o Brasil, foram retiradas da lista).

A resposta da China foi rápida: logo no começo de abril, os chineses impuseram tarifas de 25% sobre 128 produtos dos EUA, como soja, carros, aviões, carne e produtos químicos e, também, recorreram à Organização Mundial do Comércio - OMC contra as tarifas dos EUA para aço e alumínio. A partir disso, uma série de retaliações foram adotadas por ambos os lados: o governo americano elevou a taxação sobre os mais de US$ 200 bilhões de importações chinesas e a China, por sua vez, retaliou com tributos os mais de US$ 100 bilhões que importa dos EUA.

Em dezembro de 2018, durante o encontro do G20, na Argentina, graças ao apelo da maioria dos líderes presentes, ambos os lados decidiram dar uma trégua ao conflito e decidiram buscar uma solução em até 90 dias, período no qual haverá um congelamento nas tarifas. Porém, caso o acordo não seja fechado neste período, Trump retomará as tarifas sobre importações chinesas. Acontece que o prazo vence no próximo dia 01 de março e o acordo ainda não foi fechado, o que gera uma nuvem de incertezas sobre o futuro do conflito, logo de toda a dinâmica do comércio internacional, já que estamos tratando das duas maiores economias do mundo.

Futuro

Para projetarmos o futuro do conflito, é importante analisarmos os efeitos que se manifestaram até agora: quem está ganhando e quem está perdendo. Como vimos, o conflito, na prática, foi iniciado por Trump, mas é justamente os EUA que mais perdeu com a guerra comercial: as exportações de bens dos EUA para a China caíram 26,3% de março a outubro de 2018, enquanto as importações norte-americanas da China aumentaram 36,5% (os dados completos para 2018 ainda não foram divulgados porque o governo americano estava paralisado por conta de uma disputa parlamentar em torno do orçamento - "shutdown"). Dados divulgados pela "Reuters" apontam que o déficit no comércio entre EUA e China cresceu 17% no ano passado. Desta forma, o governo americano tem mais a ganhar com o fim do conflito que ele próprio iniciou. Dito isso, se houvesse racionalidade no debate, a expectativa seria de um amplo acordo e do fim do conflito, porém estamos tratando de um governo extremamente instável e imprevisível, o que torna qualquer previsão mero chute.

Respondendo agora a segunda parte, uma guerra comercial entre as duas maiores potências do planeta tende a acirrar o comércio global de maneira significativa, o que no geral é lesivo para todos. Entretanto, alguns países, como o Brasil, dadas as especificidades de sua inserção no comércio global, podem auferir algum tipo de vantagem, ou seja, apesar da situação ser globalmente ruim, pode ser uma janela de oportunidades em casos isolados.

IHU On-Line – De que maneira o atual contexto econômico global impacta no Brasil, que reside na periferia dos grandes players da economia mundial?

David Deccache – Ao menos em um primeiro momento, o Brasil será beneficiado pelo conflito. Do lado das exportações para a China, isto é mais claro, já que os chineses estão taxando pesado bens primários americanos, como é o caso da soja e da carne, alguns dos itens mais importantes da nossa pauta exportadora. Houve, por exemplo, uma alta considerável da exportação brasileira de soja para a China em 2018, o que prova que o Brasil está ocupando parte do espaço dos EUA neste item.

Do lado das exportações para os EUA, também podemos obter algumas vantagens do conflito. Há a possibilidade de substituir produtos chineses nos EUA, principalmente em segmentos que já ocupamos mercados por lá, como nos setores de máquinas e equipamentos, artigos plásticos, autopeças, químicos, semimanufaturados de ferro ou aços, dentre outros. Contudo, nestes itens mais elaborados, para termos condições de competitividade e aproveitarmos a janela de oportunidades que se abre com o conflito, seria necessário que tivéssemos políticas industriais e de crédito mais ativas, o que não é o caso atualmente.

Um comércio mais acirrado, ao mesmo tempo que impõe enormes desafios ao Brasil, dadas as nossas especificidades, também abre uma enorme janela de oportunidades que eu temo que não seja aproveitada.

Conflito no longo prazo

Já no longo prazo, o conflito, ao tornar a competição por mercados mais sofisticados ainda mais dura, poderá excluir de vez o Brasil da disputa pela fronteira da tecnologia global, reforçando a nossa posição periférica de exportadores de commodities com baixo valor agregado e importadores de bens complexos de alto valor agregado. É necessária uma política econômica ativa para que esta profecia não se cumpra.

IHU On-Line – Como a Europa, especialmente a Alemanha, que puxa a economia da União Europeia - UE, tem se comportado em relação aos gigantes asiático e norte-americano, respectivamente?

David Deccache – Apesar de estarmos falando em uma guerra comercial que se deu, inicialmente, entre EUA e China, diversas empresas da maior potência europeia, a Alemanha, poderão ser afetadas pelo conflito, já que ao passo que os americanos são os maiores importadores globais dos produtos alemães, a China é a maior parceira comercial por conta das suas importações para os germânicos. Neste contexto desfavorável, a Alemanha anunciou que vai elevar a proteção de setores importantes de aquisições por empresas estrangeiras e que executará medidas que impeçam a concorrência de estrangeiros aos produtos nacionais.

Basicamente, estão jogando conforme as regras do jogo ditadas por EUA e China. A Alemanha, que se industrializou no último quarto do século XIX com base em políticas comerciais extremamente protecionistas e que contaram com forte intervenção e participação estatal, retorna às origens. Neste ponto, é importante lembrarmos de um dos maiores economistas alemães de todos os tempos e responsável direto pelo desenvolvimento alemão no século XIX, Friedrich List, que considerava que o livre comércio seria um chute na escada daquelas nações que ainda não alcançaram o topo.

IHU On-Line – O que há de novo ou original na política econômica delineada por Paulo Guedes? Na prática houve alguma mudança em relação à política econômica anterior?

David Deccache – Nunca foi tão necessária uma política que dê à economia brasileira condições de competitividade para encarar uma competição internacional cada vez mais brutal. Como vimos, até há a possibilidade de expandirmos as exportações de produtos primários graças à guerra comercial, o que é importante, pois melhora o nosso saldo comercial e relaxa a nossa restrição externa. Contudo, este tipo de inserção não muda em praticamente nada a nossa inserção passiva, periférica e subordinada no comércio mundial. Deveríamos utilizar os recursos em moedas fortes adquiridos com as exportações de bens primários para reestruturar a nossa estrutura produtiva interna, de modo a construirmos condições de diversificação e sofisticação da pauta exportadora ao passo que se reduza a dependência de importações de bens de alto valor agregado.

Apesar dos enormes desafios que relatei, a equipe econômica liderada por Paulo Guedes planeja caminhar no sentido inverso ao que está sendo adotado no resto do mundo. Ele já deixou claro que deseja aprofundar a abertura comercial e financeira do Brasil ao passo que, também, pretende extinguir todos os nossos mecanismos de competitividade global, como é o caso dos créditos direcionados do BNDES (que no caso está sendo atacado desde o governo Temer, que, por exemplo, extinguiu a TJLP, que nada mais era do que um elemento compensador das altas taxas de juros brasileiras).

O futuro pode ser sombrio: entraremos em uma fase de dura competição sem a mínima condição de competitividade. Temer antes e Paulo Guedes agora, estão chutando a nossa própria escada. O nacionalismo dele é americano. EUA em primeiro lugar.

IHU On-Line – O que a abertura externa da economia produz em termos de rearranjo da estrutura econômica nacional?

David Deccache – Como nos ensinou o economista alemão Friedrich List, ainda no século XIX, os países industrializados, depois de alcançarem elevado grau de desenvolvimento industrial com base em políticas fortemente protecionistas, passam a defender posturas mais liberais já que suas empresas se encontram em posições muito favoráveis em termos de competitividade para lidar com a competição no mercado mundial. Como dizia List, o argumento liberal que coloca na abertura externa o fundamento do desenvolvimento é uma forma de os países desenvolvidos chutarem a escada que usaram para que ninguém mais suba.

O brilhante economista e professor de Cambridge Ha-Joon Chang, em intenso e consagrado trabalho de pesquisa sobre o processo de desenvolvimento de diversos países hoje ricos, também chegou à mesma conclusão de List: as teorias de comércio internacional convencionais, como as utilizadas pelo Banco Mundial e adotada por Paulo Guedes, sempre serviram como método de chute na escada dos países em desenvolvimento para que eles continuem em uma posição subordinada no comércio internacional.

Competição só é benéfica quando há simetria no nível de competitividade entre nações. Livre competição com assimetria de competitividade é mero chute na escada do desenvolvimento, ou seja, uma forma de manter o status quo da divisão internacional do trabalho.

Brasil

No caso do Brasil, na década de 1990, o Banco Mundial alegava que a nossa produtividade era muito baixa porque o Brasil era muito fechado para o comércio mundial. Para eles, era necessário que fosse adotada uma ampla abertura comercial já que a exposição da economia à concorrência internacional, supostamente, estimularia incrementos na produtividade e, por consequência, permitiria um novo impulso ao crescimento econômico.

Acatamos a sugestão do Banco Mundial: pegamos uma indústria – sucateada pela crise dos anos 1980 – e jogamos em uma dura competição global sem um mínimo de competitividade: câmbio valorizado, queda brusca na proteção tarifária e não tarifária e a total ausência de políticas dirigidas ao setor. Conclusão: ao contrário do previsto pelo Banco Mundial, entramos em uma fase, sem precedentes, de aguda desindustrialização: a indústria, que em 1980 representava 27% do nosso PIB, em 2000 caiu para 19%, em 2015 recuou até os 11,4% e, segundo algumas previsões, em 2030 responderá por menos de 9% do PIB. A nossa posição periférica, portanto, foi reforçada pela política de abertura comercial e liberalização financeira.

IHU On-Line – Quais são as simplificações mais comuns quando se trata de contrapor o modelo econômico (neo)liberal aos modelos mais nacionalistas? É possível, em países periféricos como o Brasil, produzir um arranjo econômico que concilie produção interna e importação de bens de consumo?

David Deccache – Geralmente, os economistas que defendem uma abertura comercial irrestrita argumentam, seguindo a linha ditada pelo Banco Mundial, que há uma dicotomia entre um modelo protecionista que se baseia na substituição de importações versus a estratégia que, supostamente, persegue um crescimento liderado pelas exportações. Desta forma, o primeiro modelo seria uma estratégia que dispensava a importância das exportações e que privilegiava o intervencionismo, ao passo que o segundo seria pró-exportações e amigável à economia de mercado.

Além disso, também costumam alegar que o protecionismo, ao impedir a exposição à concorrência internacional, não estimula o aumento da competitividade. Nada mais falso. Um modelo que conjugue ferramentas que garantam a competitividade com a intervenção estatal visa, antes de tudo, a utilização das reservas em moedas fortes para importar o máximo possível de máquinas e equipamentos de ponta que visem melhorar a nossa estrutura produtiva, logo ampliando as possibilidades de exportação de produtos de alto valor agregado, ou seja, não há um desprezo pelas exportações. Muito pelo contrário.

Além disso, eles criticam a opção do Brasil de ter um modelo de crescimento econômico muito voltado para o mercado interno. Mas ora, com uma das maiores populações do mundo é natural que a demanda agregada seja puxada fortemente pelo nosso grande e potencial mercado interno, o que, repito, não exclui, de forma alguma, o foco na alteração da nossa pauta exportadora.

IHU On-Line – É muito comum, e vulgar, a contraposição entre “Mercado” e “Estado” para descrever modelos econômicos liberais e protecionistas. Contudo, qual seja a política adotada, o Estado ocupa um papel central em ambos. A que interesses o Estado representa quando escolhe por um e por outro modelo?

David Deccache – Exatamente. O outro equívoco dos analistas convencionais é sobre a suposta dicotomia entre o “crescimento para fora” e o “para dentro”, sendo o primeiro modelo como amigável ao mercado enquanto o segundo seria excessivamente protecionista. Na realidade o que se observa historicamente é a convergência entre ambos os modelos no que tange ao intervencionismo ou, de outra forma, o planejamento estratégico do Estado na condução do programa desenvolvimentista. A diferença fundamental entre ambos os processos se dá por conta das diferenças estruturais entre os países, principalmente, no que tange à estrutura de demanda de cada um deles: países em que as exportações têm grande peso nos gastos autônomos tendem a apresentar, obviamente, um processo de desenvolvimento fortemente correlacionado com as exportações, como é o caso de alguns países asiáticos, como a Coreia do Sul, que possui um mercado interno pequeno por um lado e escassez de produtos primários de outro.

Enquanto isso, países com relevante mercado interno, como o Brasil, possuem uma estrutura de demanda atrelada, principalmente, à economia doméstica, logo, por razões óbvias, o crescimento se correlaciona – no geral – com o crescimento da demanda interna. Acontece que em ambos os modelos de desenvolvimento, apesar das diferenças estruturais, foram fortemente estimulados e planejados pelo Estado, ao contrário do que sugerido pela ortodoxia na sua justificativa à abertura comercial.

IHU On-Line – Em termos históricos, quais foram as consequências das aberturas econômicas na política brasileira nos últimos 50 anos?

David Deccache – Na verdade a abertura comercial e a liberalização financeira se iniciaram, de fato, no final da década de 1980. Como eu havia dito antes, jogamos uma indústria sucateada pela crise dos anos 1980 em uma dura competição global sem a mínima possibilidade de competitividade: juros altos, câmbio valorizado e estímulo via crédito público direcionado insuficiente. O resultado foi que entramos em uma fase, sem precedentes, de aguda desindustrialização.

IHU On-Line – O processo de desindustrialização nacional soma décadas. Nos últimos anos a taxa de desocupação formal é crescente. Quais devem ser os impactos da abertura econômica em termos de emprego e renda?

David Deccache – O processo de desindustrialização precoce é desastroso (é normal que um país se desindustrialize depois de se tornar rico, já que o setor de serviços sofisticados passa a crescer em proporção ao PIB de forma mais acelerada – mas a gente se desindustrializou antes disso). Digo isto porque a indústria é o setor que proporciona maiores salários e favorece a organização trabalhista – além de estimular a formação de uma mão de obra mais qualificada. Além disso, é a indústria o setor mais promissor em termos de produtividade. Sem indústria, não teremos nem bons empregos e nem bons salários. O setor primário e o de serviços são insuficientes para o desenvolvimento do país.

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