Livro mostra: Papa Leão XIV já foi desde cedo um promotor das mulheres

Foto: Vatican Media

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07 Março 2026

Segundo uma investigação recente, o atual Papa Leão XIV já promovia mulheres em posições de liderança na Igreja quando ainda era missionário no Peru. Seu compromisso nesse sentido remonta a várias décadas.

A informação é publicada por katolisch.de, 06-03-2026. 

Durante seu tempo como missionário e sacerdote no Peru, o atual Papa Leão XIV promoveu deliberadamente mulheres para funções de liderança. É o que relata o portal espanhol Vida Nueva, com base no livro Leão XIV, portrait d'un pape péruvien (Leão XIV, retrato de um papa peruano), dos teólogos César Piscoya e Véronique Lecaros. Segundo a obra, Robert Prevost reconheceu cedo o papel central das mulheres na vida eclesial e social e lhes confiou responsabilidades na organização das comunidades e na catequese.

A pesquisa mostra que, já na década de 1980, em Chulucanas, Prevost envolvia ativamente mulheres no trabalho pastoral. Mais tarde, na década de 1990, em Trujillo, ele incentivou seus confrades agostinianos a trabalhar com mulheres em pé de igualdade e a compartilhar responsabilidades. As mulheres assumiam, entre outras tarefas, a coordenação de programas pastorais e a liderança de grupos de trabalho.

Protagonistas autônomas

Posteriormente, já como bispo de Chiclayo (2016-2022), Prevost manteve essa abordagem. De acordo com Piscoya e Lecaros, ele colocou várias mulheres à frente de tarefas de formação e organização na pastoral. Segundo o livro, dois princípios marcaram especialmente o trabalho de Prevost: corresponsabilidade e dignidade. As mulheres não deveriam atuar apenas como apoio na Igreja, mas participar como protagonistas autônomas na construção da vida eclesial.

Uma colaboradora leiga descreveu as mudanças da seguinte forma: “Dentro da Igreja, passamos a ser vistas como protagonistas ativas, capazes de iniciar processos que antes eram reservados principalmente a padres ou religiosas.” Segundo os autores, houve resistências em alguns setores, mas a confiança de Prevost nos leigos — especialmente nas mulheres — foi decisiva.

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