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Por: André | 13 Setembro 2013

O Papa Francisco recebeu, na manhã desta quinta-feira, os cardeais Mauro Piacenza, Prefeito da Congregação para o Clero, Manuel Monteiro de Castro, Penitenciário Maior, e Giuzeppe Betori, arcebispo de Florença. A informação é da Sala de Imprensa vaticana da Santa Sé.

A reportagem está publicada no sítio Vatican Insider, 12-09-2013. A tradução é de André Langer.

Teve uma audiência com Francisco também José Miguel Insulza, secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) desde 2005; o político fez parte da coalizão Unidade Popular que levou à eleição presidencial de Salvador Allende, experiência interrompida pelo golpe militar de Augusto Pinochet (o 11 de setembro de 1973).

Na quarta-feira à tarde, Bergoglio também recebeu, na Casa Santa Marta, Gustavo Gutiérrez, histórico teólogo peruano e pai da Teologia da Libertação, em um clima de reconciliação (depois das polêmicas das últimas décadas) com esta corrente teológica que nasceu na América Latina.

O L’Osservatore Romano publicou na terça-feira uma entrevista de Ugo Sartorio com Gutiérrez, na qual, entre outras coisas, o teólogo peruano enfrentou o tema das duas instruções de 1984 (Libertatis Nuntius) e de 1986 (Libertatis Conscientia), publicadas pelo Vaticano quando o cardeal Joseph Ratzinger dirigia a Congregação para a Doutrina da Fé. Estes documentos (particularmente o primeiro) estigmatizaram algumas posturas da Teologia da Libertação, pois teriam sofrido algumas influências da análise marxista.

“Às vezes estes textos não foram interpretados de maneira correta”, disse Gutiérrez ao jornal da Santa Sé. “Por exemplo, na primeira instrução se afirmava que depois se elaboraria um documento mais positivo. Uma forma de dizer que aquele era um texto negativo, que só considerava os erros. O dever do Magistério é fazer observações, embora no primeiro documento se fale da Teologia da Libertação de maneira muito genérica. A Teologia da Libertação é feita de nomes e de pessoas, não de ideias arrancadas de seu contexto. A segunda instrução vaticana trata de compreender melhor o sentido desta teologia. Mas tudo isto pertence ao passado, porque hoje a Teologia da Libertação é mais conhecida e, portanto, mais apreciada que no passado”.

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