O Papa que não tem medo de se molhar. “Deus sempre perdoa”

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Por: Jonas | 30 Maio 2013

Às 8h, a Praça de São Pedro já está lotada, apesar da forte chuva, e as filas para passar pelos controles de entrada são enormes. Graças ao bom trabalho de Luis Lucio, secretário da Prefeitura de Assuntos Econômicos da Santa Sé, entramos na área de acesso à sala Paulo VI. Os guardas suíços se postam no seu caminho. E nos colocamos no “sagrado” da esquerda, cerca de 6 metros de distância de Francisco (foto).

A reportagem é de José Manuel Vidal, publicada no sítio Religión Digital, 29-05-2013. A tradução é do Cepat.

 
Fonte: http://goo.gl/BiVXs  

O grupo Mensageiros da Paz, ao redor do padre Ángel [García Rodríguez], e agasalhando Amalia, uma idosa que vive numa residência que os Mensageiros têm em Buenos Aires e que, ao final da audiência, será recebida pelo Papa.

Amalia está nervosa, mas muito feliz... “Quero dizer-lhe que o amo e que é um presente da Argentina para a Igreja e para o mundo. Isso é o que mais ou menos tenho pensado, mas garanto que quando vê-lo vou chorar de emoção e alegria”.

Ao seu lado, outra argentina dos Mensageiros, Silvia Caparelli, secretária do juiz Daniel Alberto Leppen, entrega para Ángel Lucio uma carta do magistrado argentino ao Papa, com quem conviveu no Colégio Dom Bosco de Ramos Mejía. Na carta, entre outras coisas, diz-lhe que se enche de orgulho pelo papel que está ocupando.

Há nuvens e claridades no céu. Na Praça, umas 100.000 pessoas de diversas paróquias e de múltiplas associações de todo o mundo, que o speaker vai apontando, durante mais de meia hora.

Entre vivas das paróquias e algumas gotas que caem, as pessoas falam do divino e do humano. Os jovens comentam: “este Papa é legal”. Os mais velhos são mais clássicos em seus comentários sobre Francisco: “este Papa é um presente do Senhor”.

Francisco aponta no papamóvel e um clamor é liberado na praça. Entre aplausos, vivas e gritos, caminha pela praça, com os louvores das multidões, enquanto o speaker permanece destacando o nome de paróquias e associações.

O speaker de língua espanhola nomeia os peregrinos de Solsona e os Mensageiros da Paz, entre as lógicas ovações dos que acompanham o padre Ángel.

Cai uma pancada de chuva, enquanto o Papa, que se nega a se cobrir com um guarda-chuva, continua saudando as pessoas. Uma grande nuvem é descarregada sobre a praça. O Papa, assim que inicia a celebração da palavra, agradece as pessoas: “Vocês são corajosos por estarem aqui, hoje, obrigado”. Entre a chuva, Bergoglio começou “molhado” a catequese sobre “A Igreja como Família de Deus”. E ele próprio, renunciando-se a trocar a casula, porque quer se molhar como os fiéis, inicia um belo discurso, proclamando que a Igreja não é uma organização criada por um grupo de pessoas, mas é obra de Deus e que é composta por pastores e fiéis com seus defeitos e pecados e que “até o Papa tem pecados... e muitos”, mas Deus sempre perdoa.

O Pontífice enfatizou que muitas pessoas ainda dizem “Cristo sim, Igreja não”, “creio em Deus, mas não nos sacerdotes”, entretanto, afirmou que é a Igreja quem leva os homens a Cristo, a Deus.

“É claro que naqueles que a compõe – pastores e fiéis – há defeitos, imperfeições e pecados. O Papa também tem muitos pecados, mas quando nos damos conta desse pecado, encontramos a misericórdia de Deus. Deus sempre perdoa. Não esqueçamos isto”, manifestou.

Nessa linha, o Papa disse que Deus criou o homem para que viva em profunda relação com Ele e que, inclusive, “quando o pecado rompe essa relação, Deus não nos abandona”.

“Toda a história da Salvação é a história de Deus que busca o homem, oferece-lhe seu amor e o acolhe”, esclareceu o Papa, que ressaltou que a Igreja nasce do “gesto supremo de amor da Cruz, do lado aberto de Jesus, do qual jorrou sangue e água, símbolos dos sacramentos da Eucaristia e do Batismo”.

Destacou, também, que a Igreja se manifestou quando o Espírito Santo “encheu o coração dos apóstolos e impulsionou-lhes para anunciarem o Evangelho, difundindo o amor” (Pentecostes).

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