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Por: André | 26 Março 2013

“O Papa é autônomo. Recebe a todos, sem se importar com sua posição ideológica. Escuta, medita e depois decide com independência”. Esta precisa descrição da personalidade do novo pontífice, confiada ao Vatican Insider pelo clérigo argentino e colaborador seu há muitos anos, antecipa como será o governo de Francisco. Enquanto a grande pergunta nestes dias é: Quem são seus homens de confiança? Segue-se uma breve lista.

A reportagem é de Andrés Beltramo Álvarez e publicada no sítio Vatican Insider, 25-03-2013. A tradução é do Cepat.

Como arcebispo de Buenos Aires, Jorge Mario Bergoglio manteve-se à margem da Cúria Romana. Viajava ao Vaticano o mínimo indispensável e para questões muito pontuais. Recusava muitas vezes convites para jantar em restaurantes e preferia visitar privadamente seus amigos. Isto o preservou das intrigas curiais do pontificado anterior.

Mas como Papa deverá governar e para fazê-lo necessitará de sua própria equipe com um personagem-chave: o secretário de Estado, o responsável pela política interior e exterior da Santa Sé. Por enquanto e temporariamente o Papa confirmou em seus postos todos os colaboradores de Bento XVI, inclusive o cardeal Tarcisio Bertone. A quem logo deverá substituir.

Desde a sua eleição como bispo de Roma, Bergoglio pareceu conceder um lugar especial a Lorenzo Baldisseri, secretário da Congregação para os Bispos e também secretário do Conclave. Na Capela Sistina colocou-lhe na cabeça o solidéu vermelho de cardeal quando este lhe entregou o branco. Por isso, durante a primeira bênção do novo Papa foi possível vê-lo portando essa indumentária alheia à sua dignidade eclesial.

Nos dias posteriores, o prelado italiano concelebrou com o pontífice a missa várias vezes na Casa de Santa Marta. Diplomata de carreira, Baldisseri teve várias experiências na América Latina: foi núncio apostólico no Haiti, Paraguai e Brasil. Estes detalhes parecem antecipar para ele um papel importante no futuro.

Em sua primeira semana como líder máximo da Igreja Francisco já teve audiências com clérigos que conhecem bem a Cúria Romana. Um dos primeiros a se reunir em privado com ele foi o cardeal Paul Josef Cordes, presidente emérito do Pontifício Conselho “Cor Unum”. Na tarde da sexta-feira, 22 de março, também recebeu o seu conterrâneo Leonardo Sandri, prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais.

Na segunda-feira, 25, conversou com o cardeal canadense Marc Ouellet, prefeito da Congregação para os Bispos e um dos “papáveis” do último Conclave, assim como com João Braz de Aviz, prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica.

O Papa argentino decidiu manter um ritmo intenso de trabalho, por isso costuma receber pessoas inclusive à tarde. No domingo, 17, convidou para uma conversa o prepósito geral da Companhia de Jesus, Adolfo Nicolás Pachón, enquanto que na quinta-feira, 21, também à tarde, reuniu-se com o reitor maior da ordem dos Salesianos, Pascual Chávez Villanueva, e seu vigário, Adriano Bregolin.

Quem conhece bem Jorge Mario Bergoglio afirma que ele sempre soube manter amizade com personalidades muito diferentes entre si. E isso ficou claro no dia em que recebeu no Vaticano o Prêmio Nobel da Paz e conhecido ativista de esquerda, Adolfo Pérez Esquivel. Imediatamente depois conversou com o procurador-geral da Opus Dei, Carlos Maria Nannei, a quem conhece desde que era vigário da Opus para a Argentina.

Em suas primeiras jornadas como Papa, Francisco soube confiar nos secretários privados de seu antecessor: o sacerdote maltês Alfred Xuereb e o também prefeito da Casa Pontifícia, Georg Gänswein, com quem mantém uma distendida relação. Além disso, aceita de boa vontade a assessoria do mestre de cerimônias litúrgicas pontifícias, Guido Marini, e do cerimoniário argentino Guillermo Karcher.

À ajuda de todos eles poderá se somar a amizade de Guzmán Carriquiry Lecour, secretário da Pontifícia Comissão para a América Latina, para quem escreveu o prólogo de seu livro Bicentenário da independência dos países latino-americanos: ontem e hoje, editado na Espanha em 2011.

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