A violência é um dos grandes males da África do Sul

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24 Agosto 2012

A África do Sul não concluiu sua transição política e precisa de um novo impulso econômico. Dezoito anos depois da chegada ao poder do Congresso Nacional Africano, os acontecimentos na mina de Marikana, os mais cruéis desde então, mostram a necessidade de um segundo esforço para aprofundar a mudança que, desde o perdão e a convivência que defendia Nelson Mandela, pôs fim ao regime do "apartheid".

A notícia foi publicada no jornal El País e reproduzida pelo portal Uol, 23-08-2012.

A África do Sul tem no subsolo, entre outras riquezas, cerca de 80% das reservas de platina do mundo. Os 3 mil perfuradores da jazida de Marikana, ao norte de Joanesburgo, declararam há dias uma greve selvagem para tentar forçar que triplicassem seus salários. A exigência chegou em um mau momento para a empresa Lonmin, proprietária da mina, que está sendo obrigada a cortar gastos diante da queda do preço da platina - curiosamente, a greve o fez subir - causada pela suspensão da fabricação de automóveis na Europa devido à crise.

Em 10 de agosto já houve choques violentos entre representantes dos dois principais sindicatos em Marikana, que terminaram com a morte de dez pessoas, entre elas dois policiais. Na última quinta-feira (16), os 3 mil perfuradores, alguns armados com machados e paus, enfrentaram uma polícia mal preparada para a ocasião, que disparou, matando pelo menos 34 trabalhadores. A direção da Lonmin aqueceu ainda mais os ânimos ao salientar que os que não voltassem ao trabalho seriam demitidos, mas na última terça-feira (21), diante da pressão do governo, recuou.

A violência - junto com um desemprego de 25%, a desigualdade e a corrupção - é a pior praga do país. As medidas para conseguir que os negros participem mais de uma riqueza que continua essencialmente nas mãos dos brancos não funcionaram. Essa situação levou ao aumento dos pedidos de nacionalizações e à radicalização do discurso político. As empresas também têm que se adaptar muito mais à nova situação.

O presidente Jakob Zuma deve promover um novo capítulo que reduza a violência, atenue a tensão política e social e estabeleça novas bases econômicas, pois o desenvolvimento baseado na exportação de matérias-primas não é suficiente. A semana de luto que decretou por causa dessas mortes deve ser utilizada para uma reflexão geral.

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